Honda Jazz Black Edition 1.5 HEV Elegance

Preto no branco

TESTE

Por Vítor Mendes da Silva 28-09-2022 07:05

Fotos: Gonçalo Martins

Desde o lançamento da 1.ª geração do Jazz (fez 20 anos!), a Honda vendeu oito milhões de unidades do utilitário em todo o mundo – mais de 20 mil só no nosso país –, pelo que se percebe facilmente a importância deste automóvel para o fabricante japonês, que tudo faz para o manter afinado contra a concorrência direta, em constante frenesim e renovação, seja com atualizações ligeiras da imagem e muito pontuais upgrades de conteúdos, ou através do lançamento de edições especiais. Como esta nova série, Black Edition, com visual e acabamentos exclusivos.

Como a própria denominação da versão denuncia, esta inclui pacote de personalização exterior da carroçaria com maioria dos elementos a negro. A Honda estende-o às capas dos retrovisores, à pintura do tejadilho (pode ser cinzento nas cores escuras, Midnight Blue Beam e Crystal Black) e às jantes específicas de 15 polegadas. A edição conta ainda com um porta-chaves e um badge traseiro exclusivo. Mas, enquanto especial, este Black Edition... sabe a pouco. Pois além do visual específico exterior, esperava-se reforço mais significativo de equipamento com ofertas específicas e direcionadas, talvez, para clientes jovens (versão melhorada do sistema de som, por exemplo), normalmente mais recetivos a este tipo de versões com decoração de cunho desportivo. A instrumentação também não muda, exibida num ecrã digital de sete polegadas, enquanto o sistema de infoentretenimento é projetado num monitor tátil de nove polegadas.

Sob o capot, está o 1,5 litros com hibridização (combina motor de quatro cilindros a gasolina e outro elétrico com uma bateria de muito pequena capacidade a alimentá-lo e ainda um motor/gerador), para uma potência combinada de 109 cv e um binário de 253 Nm, aproveitáveis em três modos operativos, totalmente automáticos, durante a condução: EV Drive (100% elétrico, ativado por defeito no arranque e a baixa solicitação de energia ao motor térmico), Hybrid Drive (unidades gasolina/elétrica em comunhão de esforços, quando a exigência de potência aumenta) e Engine Drive (configuração mais eficiente a velocidades mais altas, quase exclusiva com motor de combustão, em que o elétrico só pontualmente intervém).

Nos trajetos urbanos, o sistema privilegia os modos EV Drive e Hybrid Drive; o modo Engine Drive está projetado para velocidades mais elevadas, ajudado por um pico de potência do motor elétrico para uma aceleração mais rápida. Combinando-os, consumo médio de 4 litros/100 km, sem se ‘arrastar’ em nenhum tipo de percurso.

Atualmente, na 4.ª geração (lançada em 2020), o Jazz continua a surpreender pelo habitáculo extraordinariamente amplo para um automóvel com menos de quatro metros de comprimento – nos lugares traseiros, por exemplo, a distância para os encostos da frente chega aos 75 centímetros, equiparável a um modelo familiar dois segmentos mais acima. Depois, elogios também à capacidade da bagageira (304 litros), mas mais ao conjunto de possibilidades de aproveitamento do espaço face aos esquemas de rebatimento dos bancos traseiros, os quais rebatem totalmente (divisão 60:40, com o piso de carga a ficar totalmente plano, oferecendo bagageira com volumetria de 1205 litros) e os assentos também podem ser fixados na vertical aos encostos, de modo a transportar objetos de maior altura. O encosto do passageiro da frente também pode ser totalmente reclinado de forma a criar uma espécie de sofá-cama, sendo apenas necessário retirar o apoio de cabeça para o encaixar à base dos assentos traseiros.

Resumindo, o conforto, a robustez e o bom comportamento do motor a gasolina com hibridização (que podia ser menos audível não fosse o arrasto causado pelo funcionamento da caixa automática e-CVT de velocidade única) são trunfos do Jazz, que continua a ombrear sem desafinar com as melhores referências da categoria. Há margem para progredir na qualidade dos materiais que compõem o interior com muitos plásticos rijos e é ‘curta’ a dotação de série (falta navegação e câmara traseira, por exemplo) para o preço de versão especial: 29.250 euros – valor chave na mão.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

HONDA JAZZ

Black Edition 1.5 HEV ELEGANCE

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1498 cc
Alimentação Injeção direta
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 98 cv/5500-6400 rpm
Binário 131 Nm/4500-5000 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 109 cv (80 kW)
Binário 253 Nm
Bateria Iões de lítio
Capacidade da bateria
Módulo Híbrido
Potência 109 cv
Binário 253 Nm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 1 velocidade
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,1 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,044/1,694/1,526 m
Distância entre eixos 2,517m
Mala 304-1205 litros
Depósito de combustível 40 litros
Pneus F 6jx16-185/55 R16
Pneus T 6jx16-185/55 R16
Peso 1228 kg
Relação peso/potência 11,26 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 175 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,5 s
Consumo médio 4,5 l/100 km
Emissões de CO2 104 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 5 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 20000 km
Imposto de circulação (IUC) 137,14 €

Medições

HONDA

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 9,5/16,5 s
0-400 / 0-1000 m 16,9/31,8 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,5 s
60-100 km/h (D) 5,6 s
80-120 km/h (D) 7,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 39/9,6 m
Consumos
Consumo médio 4,5 l/100km
Autonomia 888 km

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