Skoda Octavia Break 2.0 TDI DSG Style

Elogio do espaço

TESTE

Por Vítor Mendes Silva 15-08-2021 07:00

Fotos: Gonçalo Martins

Aí está a renovação de um modelo que se tem assumido como uma das melhores propostas do seu segmento para quem procura automóvel familiar com elevada relação entre espaço, qualidade e preço. A 4.ª geração da carrinha Octavia reforça essa fórmula de racionalidade, até com ‘pretensioso’ Diesel.

NA 4.ª geração da carrinha Octavia – como na despretensiosa berlina de três volumes bem vincados (Limousine) –, simplicidade e racionalidade como cartões-de-visita, cumprindo-se condição para o posicionamento competitivo de modelo posicionado a meio caminho entre duas classes, com preços de compacto de segmento C e cotas interiores de categoria acima. Mais ainda agora, que a carrinha checa cresceu 22 mm em comprimento e também ficou 15 mm mais larga do que a antecessora. Essenciais para a avaliação de uma carrinha são a capacidade da bagageira e a funcionalidade do habitáculo. No(s) segmento(s) em que concorre, o Octavia Break é referência. Na configuração normal de cinco lugares, a mala oferece qualquer coisa como 640 litros (mais 30 litros), valor que triplica com o rebatimento parcial ou total do banco traseiro.

A polivalência do compartimento de carga também é vincada pela multiplicidade de soluções que possui: chapeleira automaticamente retrátil, piso duplo, pontos de fixação e ganchos, tomada de 12 V e tecla para rebatimento dos encostos dos bancos traseiros.

No que toca à habitabilidade, o interior do Skoda não dá hipóteses à concorrência: a carrinha checa é a mais espaçosa na sua categoria. A ergonomia e a posição de condução são excelentes, o ambiente é agradável, a decoração é sóbria e elegante. A qualidade da construção e dos materiais também não merece reparos, embora acuse a presença de plásticos menos cuidados na consola central e nas portas. Referência, ainda, para o número elevado de espaços para arrumar pequenos objetos que reforçam o caráter polivalente deste automóvel. Na versão ensaiada, o familiar da marca checa apresenta-se com tecnologias modernizadas, estreando-se com equipamentos opcionais como o head-up display e bancos ergonómicos (Ergo), entres as principais novidades. O novo Octavia é o primeiro Skoda a usar tecnologia shift-by-wire para operar a transmissão automática DSG, o que permite trocar o habitual comando da caixa por um seletor bastante mais pequeno, um módulo de controlo localizado na consola central, com um pequeno comando para selecionar os modos de acionamento.

Toda uma gama de novos sistemas de segurança, como a assistência de prevenção de colisão, aviso de saída da faixa de rodagem e a função de alerta de trânsito também fazem a sua estreia na Skoda. Outras tecnologias para apoio à condução são o Side Assist e Predictive Cruise Control, juntamente com a versão atualizada do reconhecimento de sinais de trânsito e ainda os sistemas Traffic Jam Assist e Emergency Assist. A lista é francamente extensa.

A carrinha Octavia tem linhas modernas e design orientado pelo estilo inaugurado no Scala, distinguindo-se da berlina da família apenas pelo desenho específico da secção traseira. O poder da estética (que não desperta paixões…) encontra correspondência na dinâmica e na capacidade do turbodiesel 2.0 TDI, unidade que tem como caraterísticas mais destacadas os consumos reduzidos e o ruído de funcionamento, que deveria ser mais contido. Os 150 cv e os 360 Nm de binário são preponderantes nas boas performances apuradas no decorrer do nosso teste, mas não se esperem desempenhos mais desportivos. Determinante para os valores das acelerações e das recuperações, mas, sobretudo, para a contenção dos consumos, é a ação da transmissão automática de sete velocidades que equipa esta unidade.

Como o Diesel de última geração, com emissões de óxido de nitrogénio até 80% inferiores face à mecânica que substitui, a caixa está escalonada para reforçar a poupança e apresenta funcionamento suave, beneficiando o conforto de utilização.

Fundamental na preservação do conforto a bordo, que é sempre elevado, mesmo nos pisos mais irregulares, a suspensão também é determinante no bom comportamento da carrinha checa construída sobre a reconhecida plataforma MQB Evo, a mesma que serve de base aos novos Volkswagen Golf, Audi A3 e Seat Leon. Com o sistema Driving Mode Selection (em opção, por 100 €), com quatro programas disponíveis (Eco, Normal, Sport, Individual), transmissão e motor adaptam-se ao estilo de condução. Independentemente do programa selecionado, a direção está mais rápida a reagir, mas ainda sem sobressair pela sua capacidade de comunicar.

O Octavia Break 2.0 TDI não convida propriamente a fazer uma condução do tipo desportiva, é automóvel com outras pretensões familiares...

A nova geração da carrinha da Skoda representa um salto tecnológico importante face ao modelo que sai de cena, mas a aposta máxima continua a fazer-se nos fatores racionais, que vão desde o posicionamento de preço muito competitivo à ampla oferta de espaço, tanto no habitáculo, como na capacidade da bagageira, referencial. De resto, mais trunfos na dinâmica, mais preocupada como o conforto, e com Diesel de 150 cv bem orientado para a poupança.

Aí está a renovação de um modelo que se tem assumido como uma das melhores propostas do seu segmento para quem procura automóvel familiar com elevada relação entre espaço, qualidade e preço. A 4.ª geração da carrinha Octavia reforça essa fórmula de racionalidade, até com ‘pretensioso’ Diesel.

Na 4.ª geração da carrinha Octavia – como na despretensiosa berlina de três volumes bem vincados (Limousine) –, simplicidade e racionalidade como cartões- -de-visita, cumprindo-se condição para o posicionamento competitivo de modelo posicionado a meio caminho entre duas classes, com preços de compacto de segmento C e cotas interiores de categoria acima. Mais ainda agora, que a carrinha checa cresceu 22 mm em comprimento e também ficou 15 mm mais larga do que a antecessora. Essenciais para a avaliação de uma carrinha são a capacidade da bagageira e a funcionalidade do habitáculo. No(s) segmento(s) em que concorre, o Octavia Break é referência. Na configuração normal de cinco lugares, a mala oferece qualquer coisa como 640 litros (mais 30 litros), valor que triplica com o rebatimento parcial ou total do banco traseiro.

A polivalência do compartimento de carga também é vincada pela multiplicidade de soluções que possui: chapeleira automaticamente retrátil, piso duplo, pontos de fixação e ganchos, tomada de 12 V e tecla para rebatimento dos encostos dos bancos traseiros.

No que toca à habitabilidade, o interior do Skoda não dá hipóteses à concorrência: a carrinha checa é a mais espaçosa na sua categoria. A ergonomia e a posição de condução são excelentes, o ambiente é agradável, a decoração é sóbria e elegante. A qualidade da construção e dos materiais também não merece reparos, embora acuse a presença de plásticos menos cuidados na consola central e nas portas. Referência, ainda, para o número elevado de espaços para arrumar pequenos objetos que reforçam o caráter polivalente deste automóvel. Na versão ensaiada, o familiar da marca checa apresenta-se com tecnologias modernizadas, estreando-se com equipamentos opcionais como o head-up display e bancos ergonómicos (Ergo), entres as principais novidades. O novo Octavia é o primeiro Skoda a usar tecnologia shift-by-wire para operar a transmissão automática DSG, o que permite trocar o habitual comando da caixa por um seletor bastante mais pequeno, um módulo de controlo localizado na consola central, com um pequeno comando para selecionar os modos de acionamento.

Toda uma gama de novos sistemas de segurança, como a assistência de prevenção de colisão, aviso de saída da faixa de rodagem e a função de alerta de trânsito também fazem a sua estreia na Skoda. Outras tecnologias para apoio à condução são o Side Assist e Predictive Cruise Control, juntamente com a versão atualizada do reconhecimento de sinais de trânsito e ainda os sistemas Traffic Jam Assist e Emergency Assist. A lista é francamente extensa.

A carrinha Octavia tem linhas modernas e design orientado pelo estilo inaugurado no Scala, distinguindo-se da berlina da família apenas pelo desenho específico da secção traseira. O poder da estética (que não desperta paixões…) encontra correspondência na dinâmica e na capacidade do turbodiesel 2.0 TDI, unidade que tem como caraterísticas mais destacadas os consumos reduzidos e o ruído de funcionamento, que deveria ser mais contido. Os 150 cv e os 360 Nm de binário são preponderantes nas boas performances apuradas no decorrer do nosso teste, mas não se esperem desempenhos mais desportivos. Determinante para os valores das acelerações e das recuperações, mas, sobretudo, para a contenção dos consumos, é a ação da transmissão automática de sete velocidades que equipa esta unidade.

Como o Diesel de última geração, com emissões de óxido de nitrogénio até 80% inferiores face à mecânica que substitui, a caixa está escalonada para reforçar a poupança e apresenta funcionamento suave, beneficiando o conforto de utilização.

Fundamental na preservação do conforto a bordo, que é sempre elevado, mesmo nos pisos mais irregulares, a suspensão também é determinante no bom comportamento da carrinha checa construída sobre a reconhecida plataforma MQB Evo, a mesma que serve de base aos novos Volkswagen Golf, Audi A3 e Seat Leon. Com o sistema Driving Mode Selection (em opção, por 100 €), com quatro programas disponíveis (Eco, Normal, Sport, Individual), transmissão e motor adaptam-se ao estilo de condução. Independentemente do programa selecionado, a direção está mais rápida a reagir, mas ainda sem sobressair pela sua capacidade de comunicar.

O Octavia Break 2.0 TDI não convida propriamente a fazer uma condução do tipo desportiva, é automóvel com outras pretensões familiares...

A nova geração da carrinha da Skoda representa um salto tecnológico importante face ao modelo que sai de cena, mas a aposta máxima continua a fazer-se nos fatores racionais, que vão desde o posicionamento de preço muito competitivo à ampla oferta de espaço, tanto no habitáculo, como na capacidade da bagageira, referencial. De resto, mais trunfos na dinâmica, mais preocupada como o conforto, e com Diesel de 150 cv bem orientado para a poupança.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

SKODA OCTAVIA

BREAK 2.0 TDI

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1968 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 150 cv/3500-4000 rpm
Binário 340 Nm/1750-3000 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,4 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,689/1,829/1,468 m
Distância entre eixos 2,686m
Mala 640-1700 litros
Depósito de combustível 45 litros
Pneus F 7,5jx18-225/45 R18
Pneus T 7,5jx18-225/45 R18
Peso 1600 kg
Relação peso/potência 10,6 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 222 km/h
Acel. 0-100 km/h 8,8 s
Consumo médio 4,8 l/100 km
Emissões de CO2 126 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 4 anos ou 80.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 224,93 €

Medições

SKODA

Acelerações
0-50 km/h 3,7 s
0-100 / 130 km/h 10 s
0-400 / 0-1000 m 17,7 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,3 s
60-100 km/h (D) 5,8 s
80-120 km/h (D) 7,4 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36,3/9,1 m
Consumos
Consumo médio 5,8 l/100 l/100km
Autonomia 775 km

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