BMW X6 xDrive 30d

‘German beauty’

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 23-06-2020 09:10

Fotos: Gonçalo Martins

O X6 foi pioneiro do conceito SUV coupé de luxo, fórmula de sucesso que obrigou a concorrência a preparar algo em semelhança, caso de Audi Q8, Mercedes GLE Coupé ou Porsche Cayenne Coupé. Depois de mais de 440 mil exemplares comercializados nas duas primeiras gerações, o X6 volta agora de personalidade vincada, de porte esguio e linhas modernizadas, daquelas a que se nutre ódio ou paixão, mas nunca indiferença.

Fruto da reorganização proporcional, com redução da altura e incremento da largura e vias, o novo X6 parece ainda mais poderoso na ligação à estrada. Parte dessa imagem é também da responsabilidade do desenho da grelha dianteira, a qual pode surgir iluminada por filamentos LED branco, mesmo em circulação (por 520 €), tendo o condutor total controlo sobre a mesma – e muitos foram os queixos caídos de quem se cruzava com esta novidade!

Não obstante a linha descendente do tejadilho que tanto carisma confere ao design, o novo X6 oferece agora mais centímetros em altura no banco traseiro, associado a uma colocação rebaixada do assento. As restantes cotas habitáveis estão de acordo com as dimensões exteriores, havendo desafogo em todas as direções, incluindo 580 litros base na bagageira, onde nem falta enorme e útil alçapão sob o piso. O acionamento elétrico da tampa da mala é mais uma ajuda, embora o acesso seja elevado e a chapeleira obrigue a recolha manual, do tipo biombo, desdobrável.

As formas e conteúdo do interior não irão causar surpresa a quem conheça os mais recentes lançamentos da marca: a instrumentação digital mantém o grafismo e, no topo da consola central, o enorme monitor tátil (que, felizmente, pode continuar a ser controlado via comando rotativo do iDrive) que também admite (pouco práticos) comandos gestuais (320 €). Em sintonia com o aspeto tecnologicamente avançado da cuidada ergonomia e disposição dos restantes comandos/botões (quase todos sensíveis ao toque, não merecendo esforço), funcionalidade e definição gráfica dos monitores (ambos de 12,3’’), surge a elevada qualidade de fabrico, com escolha primorosa de materiais, mesmo que esteja na mão (e carteira) do proprietário definir cores, frisos e revestimentos, caso do tablier e topo de portas em pele (1500 €). Além do sistema de navegação, o Live Cockpit acrescenta o Assistente Pessoal, que admite ordens vocais, com ações sobre todos os serviços conectados, com oferta de serviços durante os três primeiros anos.

Entre a multiplicidade de personalizações, o X6 pode contar com a linha XLine, como na unidade testada, que define estética e acabamentos exteriores e interiores. Agora, os elementos de iluminação interior são muito mais cuidados e são uma das componentes dos também novos padrões de ambiente, capaz de adaptar as características do habitáculo (climatização, sistema de som, cores do painel de instrumentos, etc.) ao estado de espírito definido pelo condutor, através do iDrive.

Toda uma nova toada de inteligência que ajuda a definir o bem-estar interior mas igualmente a assinatura dinâmica. Falemos da unidade testada, o mais acessível dos Diesel, com 6 cilindros em linha de 3 litros, a produzir 265 cv (que podem surgir de forma mais sonante mediante o opcional escape desportivo), cujo nível de performances impressiona, na forma como motor e caixa de velocidades estão ajustados e lidam com as mais de 2 toneladas de peso.

Aos habituais modos de condução, o X6 pode surgir melhor preparado para enfrentar incursões trialeiras com o opcional Pack xOffroad, adaptando a transmissão ao tipo de piso. Mas para condução em estrada aconselhamos os méritos da suspensão pneumática, não só capaz de manter constante a altura ao solo, como com méritos firmados no conforto, serenidade rolante e precisão dinâmica, além da possibilidade de ser ajustada manualmente em altura. As diversas câmaras do Assistente de Estacionamento Plus são forte ajuda a manobrar este grande (e belo?) SUV.

Além de mais funcional e confortável, esta terceira geração do X6 surge como autêntica montra tecnológica, com diversos auxílios ao condutor (caso de condução semiautónoma a baixa velocidade, em filas de trânsito) e múltiplos itens de conforto e conectividade. Modernização extensível à dinâmica, com Diesel base de gama muito apurado e condução de sentimentos próprios, únicos face ao X5, capaz de vincar que o X6 não é apenas um formato: é sensações.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

BMW X6

xDrive 30d

Motor
Arquitetura 6 cilindros em linha
Capacidade 2993 cc
Alimentação Inj. direta, turbo, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./24 v
Potência 265 cv/4000 rpm
Binário 620 Nm/2000-2500 rpm
Transmissão
Tração Integral
Caixa de velocidades Automática de 8 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. duplos triângulos
Suspensão T Eixo Multibraços
Travões F/T Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/12,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,935/2,004/1,696 m
Distância entre eixos 2,975m
Mala 580-1530 litros
Depósito de combustível 80 litros
Pneus F 9jx19 - 265/50 R19
Pneus T 9jx19 - 265/50 R19
Peso 2185 kg
Relação peso/potência 8,3 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 230 km/h
Acel. 0-100 km/h 6,5 s
Consumo médio 7,5 l/100 km
Emissões de CO2 196 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 25000 km
Imposto de circulação (IUC) 636,44 €

Medições

BMW

Acelerações
0-50 km/h 2,1 s
0-100 / 130 km/h 6,5 s
0-400 / 0-1000 m 14,7/27,5 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 3,3 s
60-100 km/h (D) 4 s
80-120 km/h (D) 4,9 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35,2/8,8 m
Consumos
Consumo médio 9,2 l/100km
Autonomia 869 km

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