A taxa de tributação autónoma fica-se nos 17,5 % C 300 de faz parte da linhagem eletrificada da Mercedes, apadrinhada pela sigla EQ. Na gama, coexiste versão ‘plug-in’ a gasolina, 300 e (54.750 €) que oferece condução mais prazenteira e fluída, mas consumos mais altos quando a bateria acaba... Para empresas, é possível abater integralmente os 10.653 € de IVA Esta versão ‘plug-in’ acrescenta modos de funcionamento do sistema híbrido aos habituais modos de condução. Botões ficam localizados na zona central, à esquerda do ‘touch pad’ Na base está o motor 2 litros Diesel de 194 cv que equipa a versão 220 d, a que se soma unidade elétrica de 122 cv. Total: 306 cv e 700 Nm A instrumentação digital, com vários cenários e elevada qualidade gráfica, é um dos muitos itens do dispendioso Pack Premium: 6850 € Nesta versão híbrida ‘plug-in’ os modos de condução somam a intervenção no pedal de acelerador, ação que otimiza a regeneração energética A bateria ‘rouba’ espaço à mala, mas também à versatilidade de utilização, precisando rebater os bancos. A capacidade varia dos 315 aos 1335 litros A saída para carga fica no canto direito do para-choques traseiro. Numa ligação ‘caseira’, a 2,2 kW, registámos 5 horas para ‘atestar’ 80% da bateria Bancos de formato desportivo incluídos na Linha de Design AMG, oferecendo ótimos apoios laterais, suporte de perna extensível e ajuste elétrico da zona lombar. Tudo sem beliscar o conforto que se deseja ao volante de uma carrinha de dotes familiares

Mercedes-Benz C 300 de Station

Com bênção fiscal

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 22-06-2020 19:05

Fotos: Gonçalo Martins

O processo de hibridização dos Diesel é um dos possíveis caminhos para que os fabricantes – em particular os europeus, com a Mercedes em destaque, por muito ter já investido no desenvolvimento e produção de mecânicas Diesel – possam contornar as cada vez mais chorudas tributações sobre a tecnologia que, goste-se ou não, entre as soluções térmicas, é das mais contidas na emissão de CO2 para a atmosfera.

As versões 300 de dos Classe C e Classe E (em limousine e carrinha) aliam a eficácia do motor 2 litros turbodiesel de 194 cv que serve de base à versão 220 d à ecologia permitida pelo motor elétrico de 122 cv, que vai beber energia a uma bateria de iões de lítio de 13,5 kWh de capacidade, alojada na bagageira, roubando bastante espaço (e versatilidade) de carga – porque a base do Classe C, embora admitindo soluções híbridas, não nasceu de raiz para alojar baterias em locais menos incómodos para o uso quotidiano... Assim, só 315 litros base.

A solução admite carregamento externo da bateria, com a Mercedes a incluir cabos para tomadas públicas e domésticas, tendo nós aferido 5h, em casa, para carregamento de cerca de 80%. Quando atestada, a energia da bateria deve ser bem gerida pelo condutor através dos diversos modos de controlo do sistema (Hybrid, E-Mode, E-Save e Charge) para melhor aproveitamento dos recursos. Ou seja, não obstante o C 300 de ter capacidade para rolar em modo puramente elétrico até perto dos 130 km/h, o elevado consumo elétrico convida a aproveitar a bateria para deslocações de ambiente urbano... Mesmo nestes circuitos, é difícil ultrapassar os 40 km em modo zero emissões, uma vez que o consumo rondará entre os 16,5 e os 20 kWh.

Este será um dos efeitos causados pelo elevado peso do conjunto (culpa da bateria), que facilmente supera as duas toneladas com apenas duas pessoas a bordo. Por isso, também não será de estranhar que mesmo em autoestrada, já e só praticamente com o motor Diesel a funcionar, o consumo médio ronde os 6,5 l/100 km, ou seja, superior ao registado pela versão 220 d. Enquanto híbrido, esta versão 300 de tem do seu lado o facto de desligar o motor térmico sempre que se levante o pé do acelerador, além de conjunto tecnológico que contribui para a otimização energética. A saber, esta carrinha inclui função que, libertando o acelerador, adequa a capacidade/travagem regenerativa face à distância até ao carro da frente, limite de velocidade na zona e geografia do terreno, conjugando a informação dos radares com as do sistema de navegação. Esta é uma funcionalidade que pode cortar fluidez à condução, mas não deixa de ser interessante a forma como a eletrónica está apurada para a otimização energética, aconselhando a reduzir velocidade face à aproximação de rotunda ou cruzamento.

Mas as vantagens desta versão vão além da possibilidade de conter gastos na aquisição (para empresas, dedução total do IVA, tributação autónoma na faixa dos 17,5%) e utilização (eletricidade e dedução de 50% do IVA do combustível, algo que é impossível de obter com modelos plug in a gasolina), pois combinando motores, os 306 cv e 700 Nm de binário máximo, entregues às rodas traseiras pela caixa automática de 9 velocidades, permitem andamento vigoroso, com acelerações de desportivo e lestas retomas de velocidade! Selecionando o modo de condução Sport+, chega a ser impressionante a forma como os dois mil quilos são impelidos em resposta ao acelerador, embora aqui a transmissão não exiba a mesma fluidez do que nas versões puramente Diesel, em particular quando é necessário acordar o motor.

Entre os modos de exploração da tecnologia híbrida, o condutor pode optar por preservar a carga da bateria para posterior utilização (E-Save) ou forçar o carregamento (E-Charge) com o motor Diesel a funcionar, em deslocação.

O peso elevado acaba por moldar e diferenciar a dinâmica desta versão, quer por amortecimento que nos pareceu algo firme, mesmo estando esta unidade equipada com a opcional suspensão pneumática, quer pelos pneus, específicos, que necessitam de pressão elevada para suster a carga total. O barulho do motor Diesel poderia estar mais filtrado.

Com bateria carregada é possível percorrer cerca de 40 km em modo 100% elétrico, autonomia curta devido ao peso elevado. Depois, os primeiros 100 km podem ser fechados com consumo médio de 2,3 l/100 km de Diesel. Mas esquecendo a ligação à corrente, o consumo sobe facilmente até perto dos 7 litros. Nada de grave, porque as empresas também podem deduzir 50% do IVA com os gastos de gasóleo...

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES C

C 300 de Station

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1950 cc
Alimentação Inj. dir. CR, TGV, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 194 cv/3800 rpm
Binário 400 Nm/1600-2800 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 122 cv (90 kW)
Binário 440 Nm
Bateria Iões de lítio
Capacidade da bateria 13,5 kWh
Módulo Híbrido
Potência 306 cv
Binário 700 Nm
Transmissão
Tração Traseira
Caixa de velocidades Automática de 9 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Ind. Multibraços
Travões F/T Discos ventilados e perfurados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,2 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,702 / 1,810 / 1,465 m
Distância entre eixos 2,84m
Mala 315 - 1335 litros
Depósito de combustível 50 litros
Pneus F 225/50 R17
Pneus T 245/45 R17
Peso 1955 kg
Relação peso/potência -
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 250 km/h
Acel. 0-100 km/h 5,7 s
Consumo médio 1,5 l/100 km
Emissões de CO2 40 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/30 anos
Intervalos entre revisões 25000 km
Imposto de circulação (IUC) 224,33 €

Medições

MERCEDES

Acelerações
0-50 km/h 2,1 s
0-100 / 130 km/h 5,4/8,4 s
0-400 / 0-1000 m 13,6/24,7 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,2 s
60-100 km/h (D) 2,7 s
80-120 km/h (D) 3,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36/8,5 m
Consumos
Consumo médio 4 l/100km
Autonomia 750 km

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