Novo nível de equipamento de assinatura desportiva Acabamentos com linha vermelha nos bancos, tablier (com aplicação em pele), volante, punho da caixa e apoio de braços, vincando o lado desportivo N Line Decoração desportiva da versão N Line inclui pele perfurada no punho da caixa automática de dupla embraiagem e 7 velocidades Dois modos de condução, Sport e Normal, que moldam a rapidez da caixa de velocidades automática e a reação ao acelerador Painel de instrumentos de consulta rápida, apenas com pequena zona central digital. Indicação de temperatura da caixa O atualizado sistema em monitor tátil de 8’’ inclui agora funções conectadas, com oferta dos serviços Live durante sete anos Motorização 1.6 CRDi de 136 cv otimizada nesta versão de 48V, ligada a pequena unidade elétrica que serve também de motor de arranque. Função Start-Stop abaixo dos 30 km/h A bagageira generosa é uma das qualidades do Tucson, embora o banco rebata apenas na tradicional proporção de 60/40 Bancos ótimos, em pele e Alcantara. Tejadilho panorâmico de série Sete anos de garantia sem limite de quilometragem Faltam mais ajudas à condução... Sistema elétrico de 48V torna os 1.6 CRDi (de 116 e 136 cv) em semi-híbridos, entregando mais 12 kW instantâneos e servindo para reduzir consumos em 7% Novo derivativo de equipamento da gama Tucson, de inspiração desportiva, marcado por vários elementos exteriores a negro, interior em pele e alcantara, etc. As novas versões de 48V do Tucson incluem informação da regeneração energética para a pequena bateria de iões de lítio de 0,436 kWh

Hyundai Tucson 1.6 CRDI 48V DCT N Line

SUV desportivo, como está na moda

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 21-06-2020 09:30

Fotos: Gonçalo Martins

Historicamente, o Tucson sempre se apresentou enquanto SUV de aspeto mais formal e prático, focado na família e sem qualquer pretensão desportiva. Até agora. Em que a Hyundai, desperta pelo espírito da submarca N, lança nível de equipamento N Line no SUV, de vários trejeitos desportivos, da imagem à atitude em estrada.

Das jantes de 19 polegadas às capas dos retrovisores exteriores, passando pela grelha dianteira e cavas de rodas, todos estes elementos ganham decoração a negro, bem como as molduras dos vidros das janelas laterais e pequeno defletor traseiro. O resultado contrasta com a cor exterior da carroçaria, para o efeito, o vermelho, sem custo extra, da unidade ensaiada.

À frente, além da grelha em preto, surge o para-choques específico, com luzes diurnas LED de efeito boomerang na zona inferior; atrás, são as duas saídas de escape, negras, a dar ênfase à bem trabalhada imagem desportiva.

Também sem exageros, o interior acompanha a toada jovial, com bancos revigorados por revestimentos em alcantara e pele, acompanhados por costura a linha vermelha. Acabamento decorativo que estende presença ao volante e punho da alavanca da caixa (aí com zonas em pele perfurada), à pequena aplicação em pele no tablier à frente do passageiro e apoio de braços central. Tudo acompanhado pela já habitual consistência construtiva da Hyundai, rigorosa nos acabamentos, mesmo que as linhas do tablier não sejam das mais vistosas ou modernas. O forro do tejadilho é em preto.

Entre a vasta oferta de equipamento, a versão N Line acrescenta a todos estes elementos de teor desportivo a presença de tejadilho panorâmico com abertura elétrica e completo sistema multimédia na zona superior do tablier, em monitor tátil de 8’’ (um dos elementos introduzidos na atualização da gama Tucson, nos finais de 2018), com alguns serviços conectados, como informações de trânsito ou do estado do tempo (inclui contrato com duração de sete anos, o mesmo período de vigência da garantia geral da Hyundai, esta sem limite de quilómetros).

A Hyundai não anuncia rebaixamento da carroçaria, mas o certo é que as diferenças de amortecimento fazem-se sentir, com molas mais firmes, que ajudam a estancar a inclinação lateral em curva, mas também a incrementar a rigidez o ataque a pisos degradados – o conforto sai ligeiramente beliscado, mas o certo é que o Tucson ganhou outro élan, com o condutor mais envolvido com o trabalho das rodas sobre o traçado da estrada. Enquanto versão de índole mais desportiva, talvez não ficasse mal incluir as patilhas de comando da caixa automática, no volante.

Esta motorização 1.6 CRDi de 136 cv está, então, unicamente associada a tração dianteira e à transmissão automática de dupla embraiagem e 7 velocidades, DCT, com o Tucson a somar a possibilidade de escolha por dois modos de condução (Normal e Sport), com o último a tornar a reação ao acelerador bem mais nervosa e imediata, embora não sejam sentidas variações nos tempos de troca entre as relações de caixa.

Mas a unidade motriz também sofreu alterações para enfrentar um ano de 2020 ainda mais penalizador fiscalmente sobre os Diesel... A Hyundai aplicou uma nova rede elétrica interna, a funcionar a 48V, que permitiu somar pequeno motor elétrico que confere assistência ao térmico (entrega apenas 12 kW) e bateria de iões de lítio de não mais que 0,436 kWh de capacidade. Conjunto suficiente para criar uma versão semi híbrida, em que o motor elétrico pode assistir o térmico com o pequeno boost de 12 kW em situações de máxima aceleração, servindo também para regenerar energia (cinética) a acumular na bateria. Fluxo energético que pode ser acompanhado no computador de bordo, mas cujo trabalho é facilmente sentido na condução. Assim, libertando-se o acelerador, o Tucson cria enorme efeito travão-motor regenerativo, que acaba por cortar um pouco a fluidez da condução. Ou seja, embora se reduza o recurso ao pedal de travão, o certo é que não são poucas as vezes em que é necessário manter alguma pressão no acelerador, de forma a não perder velocidade... a mais. Bem melhor a intervenção do start-stop, que com a rede de 48V permite que o motor térmico se desligue logo abaixo dos 30 km/h (e quanto mais tempo estiver desligado, menos emissões entram na homologação), com o liga-desliga a surgir de forma fluída.

Na prática, além de conseguir elevar ligeiramente as performances, os consumos (reais) surgem um pouco mais contidos, com mínimos que podem agora ficar-se pelos 6,2 l/100 km. Mas a média geral ficará acima dos 6,5.

A nova versão N Line confere ao Tucson uma cuidada imagem desportiva, que em nada desvirtua a sua linhagem familiar e... respeitadora! Tudo acompanhado por uma construção rigorosa, interior espaçoso e funcional, sem esquecer a alargada garantia geral. A adoção de uma rede elétrica de 48V ajuda ao motor 1.6 CRDi a estar mais e melhor preparado na corrida à baixa de emissões poluentes. Mesmo com menos incidência fiscal, o preço é algo elevado.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

HYUNDAI TUCSON

1.6 CRDI 48V DCT N Line

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1598 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 136 cv/4000 rpm
Binário 320 Nm/2000-2250 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Aut., dupla embraiagem, 7 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Ind. Multibraços
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,1 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,480/1,850/1,645 m
Distância entre eixos 2,67m
Mala 513 litros
Depósito de combustível 62 litros
Pneus F 7,5jx19 - 245/45 R19
Pneus T 7,5jx19 - 245/45 R19
Peso 1682 kg
Relação peso/potência 12,4 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 11,8 s
Consumo médio 5,6 l/100 km
Emissões de CO2 155 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 7 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 15000 km
Imposto de circulação (IUC) 181,25 €

Medições

HYUNDAI

Acelerações
0-50 km/h 3,7 s
0-100 / 130 km/h 10,8 s
0-400 / 0-1000 m 17,7/32,4 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,9 s
60-100 km/h (D) 6,2 s
80-120 km/h (D) 8 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36,6/8,9 m
Consumos
Consumo médio 6,7 l/100km
Autonomia 925 km

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