Nissan Qashqai DIG-T DCT Tekna+Premium Bose

Galinha dos ovos de ouro

TESTE

Por José Caetano 23-02-2020 10:47

Fotos: Gonçalo Martins

O Qashqai, para a Nissan, é galinha dos ovos de ouro. Para o primeiro teste à edição nova da 2.ª geração de automóvel muito popular no nosso País, escolhemos a variante mais potente do moderno motor DIG-T de 1,3 litros.

O 4 cilindros com 1,3 litros e 140 cv ou 160 cv que a Nissan estreia no Qashqai substitui duas mecânicas: 1.2 DIG-T (116 cv) e 1.6 DIG- -T (163 cv). Este investimento na conceção e na produção de geração nova de mecânicas a gasolina explica-se facilmente. A introdução de protocolo novo para homologação de consumos e emissões de gases de escape coincidiu, temporalmente, com a desgraça dos motores a gasóleo e o agravamento das normas antipoluição. Portanto, para cumprirem as regras impostas pela União Europeia, os construtores encontram- se obrigados a trabalharem tanto na eletrificação do automóvel como na otimização das mecânicas a gasolina. No Qashqai, segunda fórmula muito mais segura do que a primeira, de momento. O lançamento da 2.ª geração do SUV remonta a 2013 e assenta em plataforma da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi (CMF-CD) que não admite quaisquer revoluções técnicas e tecnológicas instantâneas, pelo menos sem investimentos milionários.

Desenvolvido pela parceria franco-nipónica em colaboração com a Daimler, o motor de 1,3 litros satisfaz as exigências e necessidades do momento, proporcionando progressos na eficiência (leia-se menos consumos e gases de escape) que não penaliza a facilidade e o prazer da condução nem as performances. A mecânica nova baseia-se na de 1,2 litros, mas apresenta-se com combustão, injeção e sobrealimentação muito otimizados e ganha um filtro de partículas. Complementarmente, redução da fricção interna. Esta intervenção melhorou a capacidade de reação nos baixos regimes e, ainda, a suavidade e o silêncio de funcionamento. As respostas mais vigorosas ao pedal do acelerador beneficiam acelerações e recuperações.

O 1.3 DIG-T é apoiado por caixa automática de 7 velocidades. Nova no Qashqai, a DCT de embraiagem dupla também valoriza a experiência de condução. O escalonamento privilegia a eficiência, que aumenta com a ativação do programa ECO, mas as trocas das relações processam-se rapidamente e quase sem quebras na entrega da potência. Também podemos intervir no tato da direção: em Sport, as sensações são mais diretas. Argumento suplementar da mecânica de 1,3 litros: aumento dos intervalos de manutenção, com extensão de 20.000 para 30.000 km. Menos visitas à oficina, menos despesa(s)…

Dinamicamente, Qashqai à imagem do Qashqai. O SUV compacto, nesta versão com tração às rodas dianteiros, não é o carro mais ágil e excitante da categoria, mas tem qualidades mais do que suficientes para satisfazer até os condutores céticos sobre as capacidades dos modelos com o formato da moda (logo, trata-se de viatura estável, precisa e seguro q.b. que não compromete no conforto, independentemente do tipo de piso). Este comportamento deve-se à atuação otimizada do Chassis Control, sistema que combina assistentes eletrónicos que limitam os movimentos da carroçaria em curva, nas transferências de massa, ou as reações de subviragem. A marca também atualizou a suspensão e reduziu a firmeza do amortecimento.

O Qashqai, para a ponta final da carreira da 2.ª geração, também dispõe de sistema de info-entretenimento novo. Chama-se NissanConnect, permite uma integração fácil dos smartphones (Apple CarPlay e Android Auto de série) e o sistema admite atualizações remotas quer de mapas, quer de softwares que melhoram as capacidades do hardware. A base é o ecrã tátil de 7’’ posicionado no centro do painel de bordo.

Comercialmente, o Qashqai soma e segue, resistindo de forma quase heroica ao crescimento impressionante da concorrência no segmento dos SUV compactos. Após modernização que melhorou chassis, equipamento e imagem, o Nissan ganha mecânica a gasolina nova. Comparado com o motor antecessor, o DIG-T não progride somente na eficiência: também é mais veloz na reação ao pedal do acelerador, suave e silencioso.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

NISSAN QASHQAI

DIG-T DCT Tekna+Premium Bose

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1332 cc
Alimentação Injeção direta, Turbo, Intercooler
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 160 cv/5500 rpm
Binário 270 Nm/2000-3500 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,7 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,394/1,806/1,590 m
Distância entre eixos 2,646m
Mala 430-1598 litros
Depósito de combustível 55 litros
Pneus F 7jx18-215/55 R18
Pneus T 7jx18-215/55 R18
Peso 1390 kg
Relação peso/potência 8,68 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 198 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,9 s
Consumo médio 7,1 l/100 km
Emissões de CO2 131 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 3 anos ou 100.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 136,72 €

Medições

NISSAN

Acelerações
0-50 km/h 3,1 s
0-100 / 130 km/h 9,9 s
0-400 / 0-1000 m 16,7 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,0 s
60-100 km/h (D) 4,8 s
80-120 km/h (D) 6,8 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35,9/9,0 m
Consumos
Consumo médio 7,6 l/100km
Autonomia 723 km

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