VW T-Cross 1.0 TSI DSG R-Line

Uma versão diferenciada

TESTE

Por João Ouro 26-10-2019 18:45

Fotos: Gonçalo Martins

Entre os melhores trunfos do T-Cross é possível equacionar, seguramente, a imagem e o formato de pequeno SUV, na linha doutros casos de sucesso, tais como o Captur da Renault, 2008 da Peugeot ou o primo Arona da Seat.

Adota a base do VW Polo e a mesma plataforma MQB A0 do modelo da marca catalã, além de mecânicas e transmissões idênticas às da do Seat, neste caso com recurso à caixa automática DSG de dupla embraiagem (de 7 velocidades). O bloco 1.0 TSI, turbo, de injeção direta a gasolina (derivado do grupo EA211, já existente na gama Polo) também passa a integrar filtro de partículas e nesta variante mais vitaminada (115 cv) regista ótimas prestações, como se pode verificar pelas medições efetuadas.

A estrutura do T-Cross também não é muito pesada (desde 1270 kg) e a unidade de três cilindros assegura sempre um desempenho eficaz em qualquer circunstância, sem esforço nas subidas de regime e com a caixa DSG a colaborar nesse propósito. Os arranques até podiam ser mais suaves, mas não há grande arrastamento ou ruído por parte da transmissão, sendo possível efetuar trocas rápidas no modo sequencial, em especial a partir das rotações intermédias ou em alta. A resposta da mecânica é progressiva e as retomas de velocidade também se encontram num bom plano, com diferenças óbvias para a variante menos potente (de 95 cv), como que a justificar o custo mais elevado.

Outro dado meritório diz respeito ao consumo médio, que até pode oscilar consoante o ritmo, num intervalo mais usual entre 6,6 e 7,4 l/100 km, sendo comum atingir-se uma fasquia à volta de 7 litros por cada 100 km. E esse é um valor pouco exagerado, tanto mais se se considerar que se está na presença de um modelo equipado com caixa automática, a qual garante outro conforto e maior facilidade de condução. O descanso do pé esquerdo, bastando acelerar e travar, permite outra descontração, ainda mais se a utilização for maioritamente em cidade.

Mais: o funcionamento da DSG é aprimorado, sem grandes hesitações ou reações bruscas, à exceção da menor suavidade nalguns arranques, sendo possível que o consumo só aumente se a pressão for demasiado exagerada em autoestrada.

Como se disse, a atuação do motor de 999 cc está à altura da caixa DSG e essa eficácia beneficia a condução, a qual é do tipo... despachada, sem qualquer timidez, até porque o chassis e as reações da suspensão permitem uma dinâmica de grande confiança. O tamanho e o formato compacto do T-Cross ajudam nesse desígnio, assim como as assistências eletrónicas, como por exemplo o aviso de ângulo morto, alerta de transposição de faixa e/ou o cruise-control adaptativo com controlo da distância (para o carro da frente), além da travagem ativa em cidade (Front Assist, por radar), elementos nem sempre presentes em modelos deste tipo de categoria (segmento B), embora essa generalização seja cada vez mais habitual.

A inclinação da carroçaria em curva não é demasiado acentuada e as ligações ao solo também não são muito firmes (pneus Hankook Ventus Prime 3 215/45 R18), algo que o conforto agradece, sem que o ruído de estrada seja exagerado. A posição ao volante está bem definida (11 cm acima da do Polo, por exemplo), embora se possa apontar o facto da perna direita ficar muito próxima da consola. De resto, o habitáculo é amplo e funcional (o acesso à bagageira é prático e os bancos traseiros podem avançar e/ou recuar 14 cm), numa versão que está bem equipada (Style) e que integra detalhes específicos do Pacote R-Line, quer na aparência exterior (frisos, grelha, spoiler e barras de tejadilho), quer na atmosfera interior, aí com volante R-Line exclusivo, além de bancos de formato mais desportivo, forrados a pele e tecido, com etiqueta gravada nos encostos dos lugares dianteiros. É claro que esse lado luxuoso (ou diferenciado) acaba por agravar o preço final.

O modelo em teste adota a cor (verde Makena) escolhida pela VW para o lançamento oficial do T-Cross, pequeno SUV que se insere no segmento de Renault Captur, Peugeot 2008 e Seat Arona, entre outros. Além da imagem, há outros trunfos: qualidade geral (à parte alguns detalhes!), condução fácil e confortável, a par da excelente dinâmica, somando-se ainda a agilidade do bloco 1.0 TSI em causa e a eficácia da caixa DSG.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

VOLKSWAGEN T-CROSS

1.0 TSI STYLE DSG R-LINE

Motor
Arquitetura 3 cilindros em linha
Capacidade 999 cc
Alimentação Inj. direta, turbo, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./12v
Potência 115 cv/5500 rpm
Binário 200 Nm/2000-3500 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,108/1,760/1,584 m
Distância entre eixos 2,551m
Mala 385-455-1281 litros
Depósito de combustível 40 litros
Pneus F 6,5jx18-215/45 R18
Pneus T 6,5jx18-215/45 R18
Peso 1270 kg
Relação peso/potência 11 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 193 km/h
Acel. 0-100 km/h 10,2 s
Consumo médio 6,2 l/100 km
Emissões de CO2 141 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 5 anos ou 100.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 102,81 €

Medições

VOLKSWAGEN

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 9,8 s
0-400 / 0-1000 m 17 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,3 s
60-100 km/h (D) 5,9 s
80-120 km/h (D) 7,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 38,5/8,9 m
Consumos
Consumo médio 7,0 l/100km
Autonomia 571 km

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