Honda Civic 1.0 VTEC Turbo Dynamic

Conteúdo e imagem

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Por José Caetano 25-08-2019 18:55

Fotos: Gonçalo Martins

O Civic é o Honda mais bem-sucedido, facto que explica a longevidade do modelo revelado, originalmente, em 1972. Até 2001, a marca nipónica inscreveu-o na categoria dos subcompactos. Depois, coincidindo com a introdução da 6.ª geração e o aumento das dimensões, promoção do segmento B ao C, onde compete com compactos tanto das marcas generalistas como dos fabricantes com posicionamento premium. Diferencia-se pela imagem, sobretudo da carroçaria, que rompe com os cânones dominantes, ainda muito mais conservadores do que progressistas! O ponta de lança da gama é o Type R com motor 2.0 VTEC Turbo de 320 cv. Esta referência (obrigatória!) entre os desportivos de tração dianteira inspirou a conceção de versão nova. O Dynamic tem conteúdos exclusivos e pisca o olho aos fãs de carros potentes e velozes.

O Dynamic encaixa-se entre as versões Elegance e Executive e reconhece-se muito facilmente por dispor de spoiler dianteiro específico, caixas dos retrovisores e frisos exteriores em preto e jantes de 17’’, também pretas. No interior, como mais-valia, revestimentos em pele com pespontos vermelhos. No equipamento e na imagem, atrativo. Introduzindo-se o preço na equação de compra, existem compactos mais competitivos. No demais, Civic sem novidades! Na 10.ª geração do compacto, recorda-se muitos prós, poucos contras.

Na habitabilidade e na capacidade da mala, Civic no topo da categoria, beneficiando do comprimento acima da média (4,52 m). A posição de condução é baixa e o desenho do banco proporciona-nos apoios de qualidade. Em contrapartida, precisamente devido à colocação dos assentos, os acessos não são os melhores, tanto nos lugares da frente, como nos de trás. A visibilidade traseira é sofrível, penalizada pela forma da secção posterior da carroçaria. No equipamento de série, nota (muito) mais positiva, como a tecnologia Sensing de série. O pacote integra quase duas mãos cheias de assistências à condução, dos alertas de colisão dianteira ao de transposição involuntária da faixa, da monitorização dos ângulos mortos nos retrovisores ao cruise control ativo.

Muito recentemente, a Honda comprometeu-se com a eletrificação integral da gama até 2025, mas o Civic X ainda não é beneficiário da estratégia, mesmo assentando em plataforma nova, moderna e, mais importante, competente, independentemente do facto de contar com suspensão adaptável, com dois modos de amortecimento: Dynamic e Normal. A versão à prova dispensa-a, mas a ausência do programa não belisca a dinâmica do automóvel, excecional. O Honda tem tato desportivo – elogie-se, por exemplo, a direção, precisa e rápida –, característica que combina com a imagem da marca e nunca compromete o conforto de rolamento, exceto circulando-se sobre pisos (muito) irregulares. Mas, mais do que a suavidade, impressionam a estabilidade e a agilidade, vide o comportamento em curva quase inabalável nas transferências de massa, até quando conduzimos depressa.

No imediato, para cumprimento das normas antipoluição na Europa, a Honda privilegia a diminuição da capacidade dos motores, combinando-a com as tecnologias da injeção direta e da sobrealimentação turbo. Simultaneamente, a prazo, Diesel arrumado(s) na prateleira de órgãos mecânicos, fora de jogo... Até lá, 1.6 i-DTEC em ação. O 3 cilindros do Civic tem apenas 1 litro, mas parece-nos sempre maior e mais potente, por aumentar de regime com facilidade (entenda-se rapidez). A condução, por não necessitarmos de recorrer com frequência ao comando da caixa (o seletor tem engrenagem precisa e veloz, à Honda), exceto pretendendo-se ganhar velocidade mais depressa, apresenta-se cómoda. A sonoridade do escape, otimizada, empresta emoção à ação e os consumos são elevados apenas abusando-se do acelerador. Movimentando-nos serenamente, média de 6,5 l/100 km, registo superpositivo. 

Na Honda, antes de aceleração a fundo no programa de eletrificação do automóvel, primeiro com as tecnologias híbridas, depois com os sistemas de propulsão alimentados por baterias, recurso ao downsizing (diminuição da capacidade) dos motores para travagem nos consumos e nos gases de escape. O 1.0 VTEC Turbo posiciona-a bem no segmento médio-inferior (C) e a versão Dynamic, nova, por privilegiar a apresentação desportiva, torna o Civic mais atrativo.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

HONDA CIVIC

1.0 VTEC TURBO DYNAMIC

Motor
Arquitetura 3 cilindros em linha
Capacidade 988 cc
Alimentação Inj. direta, Turbo, Intercooler
Distribuição 2 a.c.c./12v
Potência 129 cv/5500 rpm
Binário 200 Nm/2250 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Manual de 6 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo multibraços
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,8 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,518/1,799/1,434 m
Distância entre eixos 2,697m
Mala 478-1267 litros
Depósito de combustível 46 litros
Pneus F 7,5jx17-235/45 R17
Pneus T 7,5jx17-235/45 R17
Peso 1350 kg
Relação peso/potência 10,71 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 203 km/h
Acel. 0-100 km/h 10,9 s
Consumo médio 5,1 l/100 km
Emissões de CO2 117 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 5 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 20000 km
Imposto de circulação (IUC) 102,81 €

Medições

HONDA

Acelerações
0-50 km/h 4 s
0-100 / 130 km/h 10,6 s
0-400 / 0-1000 m 17,5 s
Recuperações
40-80 km/h 3.ª 6,4 s
60-100 km/h 3.ª/4.ª/5.ª 7,7/10,1 s
80-120 km/h 4.ª/5.ª/6.ª 8,4/11,3/14 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35/8,8 m
Consumos
Consumo médio 6,5 l/100km
Autonomia 707 km

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