O painel de instrumentos conta com zona central digital. É possível rolar só com o motor elétrico ligado mesmo acima dos 80 km/h Mais importante que os laivos de originalidade serão os cuidados com a construção e a ergonomia bem estudada, com o monitor central tátil bem colocado O visor central tátil colocado no topo da consola está bem posicionado. A qualidade dos gráficos está longe de ser a mais moderna À frente da alavanca da caixa automática estão os comandos dos programas de condução (três) e botão para forçar o modo elétrico (EV) O cruise control adaptativo com ajuste de distância, bem como o aviso de saída involuntária de faixa, são de série nesta versão Square Motor 1.8 a gasolina e restante módulo híbrido com caixa CVT iguais aos do C-HR: suave e poupado A facilidade de utilização da Corolla ST está patente na simplicidade de rebatimento das costas do banco traseiro: basta puxar as patilhas O piso da mala, reversível, pode ser colocado a duas alturas. Por baixo não existe roda suplente, mas sim enorme e fundo alçapão Bagageira de dimensões generosas, quase na fasquia dos 600 litros. Chapeleira recolhe só com um toque. Iluminação LED lateral A carrinha tem mais 6 cm entre eixos face ao ‘cinco portas’, ajudando a explicar o generoso espaço para pernas. Túnel central pouco saliente Os bancos em tecido são os únicos disponíveis para a versão Square. Embora cómodos, não permitem ao condutor posição de condução envolvente Toyota já vendeu 45 milhões de Corolla desde 1966 O recurso à plataforma TNGA GA-C do Grupo Toyota confere incremento de 60% à rigidez, centro de gravidade rebaixado e suspensão traseira multibraços Eficiência híbrida: consumo real abaixo de 5 l/100 km Face à anterior Auris TS, a carrinha Corolla cresceu 5,8 cm. Mas mais importante será o aumento registado na distância entre eixos, que atinge os 10 cm, ajudando na criação de mais espaço no banco traseiro e mala À semelhança do RAV4, a versão Square do Corolla distingue-se pelo tejadilho em preto, contrastante com o resto da carroçaria, que é também a cor das capas dos espelhos retrovisores

Toyota Corolla TS 1.8 Hybrid

Regresso a casa

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 22-07-2019 13:00

Fotos: Gonçalo Martins

Adeus Auris; olá (novamente) Corolla! À 12.ª geração do modelo que já vendeu 45 milhões de unidade por todo o mundo desde 1966, a Toyota volta a despertar a abrangência da sigla (que desde 2006 estava reservada ao sedan) em modelo que reúne as mais marcantes características de um Corolla, caso da simplicidade de interação e facilidade de utilização com as premissas familiares e exigências atuais.

Tudo começa por uma carroçaria bem maior, que na variante carrinha (Touring Sports) acrescenta 25 cm à carroçaria 5 portas, com foco na superior distância entre eixos, que liberta muito espaço para pernas no banco traseiro (referenciais 75 cm entre o encosto e as costas do banco do condutor, com este preparado para receber ao volante alguém com 1,78 m) e imensidão de volume no porta-bagagens, ascendendo este a 598 litros, valor ao nível do que de maior existe no segmento.

Com o tejadilho pintado a negro, característica da versão Square, a carrinha adquire personalidade extra e consegue diferenciar-se na paisagem automóvel – algo que um Toyota normal há muito não consegui fazer... – não esquecendo o efeito criado pela assinatura LED das óticas dianteiras e traseiras. Também desta versão fazem parte as capas dos retrovisores pretas, as jantes de 17’’ e os vidros escurecidos, além do sistema de acesso Mãos-livres (basta aproximar a chave que as luzes interiores acendem de imediato, preparando a receção) e ainda as luzes interiores de ambiente, em azul, que ajudam a conferir cenário noturno mais acolhedor.

Além da largueza do habitáculo e da bagageira, a Toyota preparou diversos conjuntos de soluções que ajudam ao melhor aproveitamento das credenciais de uma carrinha. O acesso à mala é largo e alto, permitindo a fácil arrumação mesmo de objetos de maior volume. A chapeleira enrola facilmente perante um simples toque e é possível rebater as costas do banco traseiro (60/40) mediante o puxar de patilhas colocadas nas paredes laterais da mala. Existe uma rede de separação de carga entre habitáculo e mala, a qual pode ainda ser colocada nas costas dos bancos quando estas estão rebatidas, isolando os então apenas dois lugares dianteiros do restante espaço de carga.

O piso da bagageira é reversível, com revestimento em alcatifa de um lado e de toque aborrachado do outro, preparado para o transporte de qualquer tipo de objetos, mesmo os que possam sujar. A plataforma de carga pode ser colocada a duas alturas e, sob esta, existe ainda um fundo alçapão a obrigar à presença de kit de reparação de furos. A iluminação lateral longitudinal por intermédio de (claros) filamentos de LED branco é um pormenor interessante e que, segundo a Toyota, é estreia absoluta no mercado. O que falta? Só uma passagem entre habitáculo e mala que dispensasse o rebater de bancos no transporte de objetos compridos.

A restante conceção do habitáculo acompanha a toada de simplificação. O tablier está praticamente livre de botões, surgindo apenas os comandos da climatização e os que rodeiam o monitor central tátil, de 8’’, no topo da consola e bem à mão do condutor. Entre os bancos dianteiros, a presença de travão de mão elétrico permite libertar espaço para arrumos, juntando-se ao compartimento fechado que existe sob o apoio de braços central.

As linhas interiores apresentam fluidez e a qualidade geral subiu exponencialmente face ao Auris, em particular devido à utilização de materiais de toque mais suave e à presença de alguns pormenores extra, caso do efeito criado pela costura no tablier. Nesta versão, forro do tejadilho e pilares contam com revestimento escuro.

Em ambiente marcado por alguma sofisticação, apenas ficou por apurar a qualidade gráfica do referido monitor tátil multimédia de 8’’, bem como o aspeto e toque dos botões laterais de acesso aos principais menus. Melhor ficou o painel de instrumentos, com zona central digital (de 7’’) que espelha o velocímetro e os diversos teores informativos do computador de bordo. A posição de condução é correta, mais focada na descontração do que em criar cenário envolvente ao condutor.

Aposta nos híbridos

O caminho da Toyota há muito (já lá vão 20 anos) que está marcado pela aposta em motorização de génese híbrida, com a nova gama Toyota Corolla a colocar de lado qualquer mecânica Diesel. A aposta principal recai nesta versão 1.8 Hybrid, que recorre a conjunto já estreado no crossover C-HR, que alia motor elétrico a unidade térmica 1.8 a gasolina, totalizando 122 cv. A bateria, aqui de iões de lítio, garante pequena autonomia em modo puramente elétrico (que pode ser forçado pelo condutor através dos modos de condução selecionáveis junto da alavanca da caixa automática) mas, mais importante, será a gestão perfeita de todo o módulo, em prol da eficiência e dos baixos consumos. Uma das maiores novidades desta nova geração híbrida do Corolla prende-se com a superior facilidade em arrancar apenas em modo elétrico sem que o condutor seja obrigado a lidar com o acelerador como se de uma pena este se tratasse, ou ainda a possibilidade de se conseguir rolar entre os 80 e os 100 km/h com o motor térmico ausente, caso a morfologia do terreno assim o permita. Com estes modos, o motor 1.8 a gasolina passa muito tempo desligado (e não se dá pelo liga-desliga em andamento), possibilitando consumos na ordem dos 4,8 l/100 km, mesmo com uma condução fluida. Em autoestrada, onde a solução híbrida nem sempre é a melhor, a Corolla não pode mais que 6 l/100 km.

As performances são algo modestas mas mais que suficientes para uma condução despachada em cidade, servida pelo constante apoio do binário instantâneo cedido pelo motor elétrico, tudo resultando em grande facilidade de utilização. Apenas faltam sensores de parque – existe câmara de marcha-atrás.

A recente plataforma sobre a qual nasceu o Corolla permitiu algum acréscimo de dinamismo, embora as ligações ao solo continuem a privilegiar (e bem) os níveis de conforto e serenidade, que podiam contar com inferior ruído de rolamento, culpa dos pneus. Falta à direção alguma capacidade de comunicar, com a Corolla TS parecer ter nascido para ser usada de forma descontraída: familiar, híbrido e sem sobressaltos.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

TOYOTA COROLLA

TS 1.8 HYBRID SQUARE

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1798 cc
Alimentação Inj. multiponto+motor elétrico
Distribuição 2 a.c.c./16v
Potência 122 cv
Binário 142 Nm+163 Nm (elétrico)
Motor elétrico
Tipo -
Potência -
Binário -
Bateria -
Capacidade da bateria
Módulo Híbrido
Potência -
Binário -
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática do tipo CVT
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Ind. Duplos triângulos
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,2 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,650/1,790/1,435 m
Distância entre eixos 2,7m
Mala 598 litros
Depósito de combustível 43 litros
Pneus F 7jx17 - 225/45 R17
Pneus T 7jx17 - 225/45 R17
Peso 1430 kg
Relação peso/potência 11,7 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 11,1 s
Consumo médio 5 l/100 km
Emissões de CO2 113 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 7 anos ou 160.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 204,21 €

Medições

TOYOTA

Acelerações
0-50 km/h 4,1 s
0-100 / 130 km/h 12,6/21,3 s
0-400 / 0-1000 m 18,6/33,9 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 5,1 s
60-100 km/h (D) 6,7 s
80-120 km/h (D) 8,7 s
Travagem
100-0/50-0km/h 38,5/9,6 m
Consumos
Consumo médio 4,8 l/100km
Autonomia 895 km

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