DS 3 Café Racer

Imagem diferenciadora

TESTE

Por José Caetano 26-01-2019 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

A fórmula, (re)conhecida das duas rodas, baseia-se numa combinação de elementos, como ligeireza ou potência, dois sinónimos de agilidade e velocidade. Some-se-lhe a personalização inspirada nos motos de G.P. da década de 1960, com imagens minimalistas, e ganha-se máquina diferenciada e diferenciadora. A DS adaptou-a ao 3, carro que acelera para o final da carreira – manter-se-á no catálogo depois do lançamento do homónimo Crossback, na primavera de 2019, mas apenas por tempo limitado –, para propor edição especial muito original, apenas com motor 1.2 PureTech de 110 cv e caixa automática de 6 velocidades.

O 3 foi o motor principal da afirmação e do crescimento do emblema criado em 2009, originalmente com o objetivo de proporcionar alternativa francesa aos emblemas e produtos alemães dominantes no mercado dos automóveis premium, posicionamento que pressupõe modernidade, luxo e sofisticação. Numa 1.ª fase, movimentou-se como subdivisão da Citroën, mas reorganização na PSA, em 2014, garantiu-lhe independência, facto sublinhado pela mudança da designação para DS Automobiles. O nome remete para o carro icónico produzido entre 1955 a 1975, mas o início da história fez-se com compacto baseado no C3, introduzido no mercado europeu em 2010 e atualizado em 2016, para modernização dos conteúdos e adoção da imagem nova da marca.

Na edição especial, associa-se o luxo à história e ao estilo neo-vintage do movimento que surgiu em Londres na década de 1960, rapidamente ganhando fãs em todo Mundo, com a Inglaterra, o país de origem da fórmula, e o Japão na linha da frente. Por isso, na conceção do compacto, a marca francesa inspirou-se nos trabalhos de muitos preparadores famosos, como Shinya Kimura (fabrica motos personalizadas) e recorreu a parceria com a BMR Design, que produziu as decorações no exterior e no interior, vide os emblemas aplicados no capot, nas portas, no aileron ou no tejadilho de cor creme com desenho manual, que inclui diversas inscrições, como o nome do compacto (3) ou o ano do lançamento do DS (1955), em numeração romana (MCMLV).

No cockpit, bancos, punho da caixa, topo do painel de instrumentos e volante em pele com pespontos cremes e pedaleira e apoio de pé em alumínio. Já no tablier, ao centro, encontramos ecrã tátil de 7’’, a cores, para acesso ao info-entretinemento. O sistema inclui navegação conectada e função Mirror Screen, que não é mais do que um espelho do smartphone do proprietário – compatível com sistemas operativos iOS (Apple CarPlay) e Android. Globalmente, qualidade acima da média (para o segmento B) e posição de condução desportiva, registando-se, negativamente, apenas a limitação na regulação da direção (altura, sim, alcance, não).

No DS 3 Café Racer, 1.2 PureTech e caixa automática de 6 velocidades. A mecânica de 3 cilindros a gasolina associa a injeção direta à sobrealimentação turbo, combinação que garante alguma genica até a baixo regime, consequência positiva dos 205 Nm disponíveis a partir das 1500 rpm. As performances impressionam (muito) menos do que imagem do carro, mas os registos que medimos não dececionam, considerando o nível de potência (110 cv) – 0-100 km/h em 10,4 s. O escalonamento da EAT6 privilegia a moderação nos consumos (média real de 7,3 l/100 km, conduzindo descontraidamente).

Dinamicamente, defeitos e virtudes; A firmeza da suspensão garante mais agilidade em curva, mas penaliza o conforto de rolamento – tratando-se de automóvel com o nome DS, que paradoxo! Ainda assim, no frente a frente com o alvo Mini, atitude menos desportiva, vantagem do compacto britânico, muito melhor na precisão (conta com direção diretíssima) e na capacidade de travagem, por exemplo.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

DS 3

Café Racer

Motor
Arquitetura 3 cilindros em linha
Capacidade 1199 cc
Alimentação Inj. eletrónica, Turbo, Intercooler
Distribuição 2 a.c.c./12v
Potência 110 cv/5500 rpm
Binário 205 Nm/1500 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 6 vel.
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,4 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 3,948/1,715/1,458 m
Distância entre eixos 2,464m
Mala 285-980 litros
Depósito de combustível 50 litros
Pneus F 7jx17-205/45 R17
Pneus T 7jx17-205/45 R17
Peso 1165 kg
Relação peso/potência 10,5 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 194 km/h
Acel. 0-100 km/h 10,1 s
Consumo médio 5,2 l/100 km
Emissões de CO2 119 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 101,49 €

Medições

DS

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 10,4 s
0-400 / 0-1000 m 17,3 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,7 s
60-100 km/h (D) 6,7 s
80-120 km/h (D) 8 s
Travagem
100-0/50-0km/h 38,1/9 m
Consumos
Consumo médio 7,3 l/100km
Autonomia 684 km

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