Ciberataque. Estará o seu carro em risco?

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Por AUTO FOCO 06-12-2022 18:20

A S21sec, um dos principais fornecedores de cibersegurança na Europa, analisou a evolução do cibercrime na indústria automóvel ao longo de 2022 e identificou um aumento considerável de incidentes de diferentes naturezas.

De acordo com aquela empresa, as companhias do setor automóvel posicionaram-se como um dos principais alvos, demonstrando um elevado grau de vulnerabilidade a ciberataques. "A indústria automóvel está constantemente a implementar as tecnologias mais avançadas com o objetivo de automatizar e racionalizar todos os processos industriais e também incorporar as mais recentes características nos seus produtos. No entanto, a automatização também traz consigo novos riscos no campo da cibersegurança que estas empresas devem ter em conta, refere Hugo Nunes, Team Leader de Cyber Threat Intelligence na S21sec em Portugal.

Até setembro deste ano, foi registado um total de 41 ataques contra organizações do setor, bem como casos de venda de acesso inicial e bases de dados na "deep web".

E os especialistas alertam que nos próximos meses a atividade criminosa vai crescer. "O setor automóvel, ao longo da sua história, provou ser uma indústria muito importante e em constante crescimento, mobilizando quantidades cada vez maiores de dinheiro. Esta componente económica, associada à aplicação da inovação tecnológica (veículos conectados, veículos autónomos, etc.), coloca tanto as empresas como as entidades do setor na mira de agentes maliciosos e cibercriminosos".

A maioria dos ciberataques detetados tiveram como vetor inicial de entrada a exploração de uma vulnerabilidade na infraestrutura das organizações, mas também foram identificados ataques de ransomware, vendas de acessos, vendas de bases de dados e semelhantes.

Mas, a pergunta urgente é: estão ou não os carros que conduzimos sujeitos a um ciberataque?

"Em geral, os veículos modernos possuem sistemas de segurança que os protegem contra ciberataques. No entanto, têm existido também bastantes esforços por parte dos criminosos, que exploram acessos não autorizados através de ataques de retransmissão de comunicação das chaves ou exploração de vulnerabilidades nos procedimentos de diagnóstico dos veículos. Nalguns destes ataques, os atacantes só precisam de estar perto da chave/comando do automóvel e, usando algum software e hardware específico, conseguem captar e reproduzir o sinal e roubar o veículo", explicou Hugo Nunes.

«É importante reforçar a mensagem de que os fabricantes de automóveis estão constantemente a melhorar a segurança dos veículos e a protegê-los contra ameaças eletrónicas e/ou cibernéticas, tornando-se muito importante que os proprietários mantenham todo os softwares utilizados no veículo atualizados com últimas versões oficiais disponíveis pela marca», acrescentou.

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