DS 4 é alternativa francesa aos compactos alemães

Estudo Aero Sport Lounge de 2020 antecipou desenho da 2.ª geração do DS 4, que a Opel produz na Alemanha. Rivais: A3 Sportback, Classe A e Série 1. Preços a partir de 30.000 €

Apresentação

Por José Caetano 19-07-2021 17:47

Marca inspirada no pioneirismo e no vanguardismo do DS introduzido pela Citroën em 1955, a DS Automobiles tornou-se autónoma em 2014. Por trás da iniciativa, o objetivo de propor uma alternativa francesa aos fabricantes alemães dominadores do mercado premium (leia-se Audi, BMW e Mercedes-Benz). O projeto encontra-se em processo de consolidação, com geração nova de automóveis. E, depois de 3 Crossback, 7 Crossback e 9, lançamento do 4, que substitui o homónimo produzido entre 2010 e 2018. Tornar-se-á, seguramente, o modelo mais produzido e vendido pela companhia, por competir no segmento número na Europa, com quota de mercado acima dos 30%.

E a DS, com o 4 novo, torna-se muito mais ambiciosa. Este compacto com carroçaria de 5 portas, 4,40 m de comprimento e 2,70 m entre eixos tem estreia comercial planeada apenas para novembro, coincidindo com a entrega das primeiras unidades aos clientes – privilegiando-se, naturalmente, os proprietários da edição especial La Première, com mecânicas 1.6 PureTech (180 e 225 cv) e E-Tense (225 cv). Disponível para encomenda no mercado nacional, a partir de 30.000 €.

Na DS Automobiles, trabalha-se na expansão da gama para seis automóveis, plano que pretende concluir até 2022-23, privilegiando a eletrificação para reduzir os consumos e as emissões poluentes – e os números apresentam o sucesso da empreitada: em 2020, entre as fabricantes com estatuto premium, apenas os franceses cumpriram o máximo de CO2 inscrito nas regras europeias antipoluição, de 95 g/km!

Híbrido Plug-In

Em 2025, di-lo a DS, que transpõe para os automóveis que produz muitas das soluções que desenvolve no laboratório da Fórmula E, Mundial de monolugares elétricos de que é bicampeã de equipas e pilotos, só automóveis eletrificados na gama da marca, entre elétricos e híbridos recarga externa das baterias (Plug-In). No compacto novo, motores a gasolina (1.2 PureTech com 130 cv, 1.6 PureTech com 180 ou 225 cv) ou gasóleo (1.5 BlueHDi com 130 cv) e sistema híbrido E-Tense, com a mecânica de 180 cv apoiada por uma máquina elétrica com 110 cv – e alimenta-a bateria de iões de lítio com 12,4 kWh, capacidade suficiente para mais de 50 km com a motorização térmica parada. A versão mais acessível (Bastille+) vende-se por 38.500 €.

Este compacto assenta numa variante otimizada da plataforma EMP2 que conhecemos de vários Citroën, Peugeot e Opel, mas 70% dos componentes são novos, garante a DS. No cockpit, entre as atrações, sistema multimédia DS Iris com ecrã de 10’’ no centro do painel de bordo – admite comando tátil, incluindo através do DS Smart Touch instalado consola central, e controlos vocais. A abundância de assistências eletrónicas modernas garante-lhe condução autónoma de Nível 2. Finalmente, entre os opcionais, suspensão ativa, sistema de visão noturna e Head-Up Display com realidade aumentada.

Variantes Performance Line e Cross

De série, independentemente da mecânica, caixa automática de 8 velocidades e tração dianteira. Na geração nova do 4, aos três níveis de equipamento (Bastille+, Trocadero e Rivoli) somam-se duas carroçarias alternativas (Performance Line e Cross), que a marca posiciona acima das demais versões do compacto de 5 portas. A primeira é direcionada aos adeptos dos desportivos, a segunda satisfaz as expectativas dos fãs de SUV como o BMW X2 ou o Lexus UX. Os desenhos com apontamentos específicos e o equipamento exclusivo diferenciam-nas – por exemplo, entre os opcionais para o Cross, encontra-se o sistema Advanced Traction Control com programas Areia, Neve e Lama que otimizam a motricidade sobre superfícies mais exigentes. Já no que respeita à altura ao solo, três automóveis iguais. O Performance Line tem preços a partir de 33.000 € e o Cross desde 35.900 €.

Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 0

Apresentação