DS 7 Crossback E-Tense Performance Line

Fiel aos seus princípios

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 12-06-2021 07:00

A gama PHEV do DS 7 Crossback já conta com mais acessível versão E-Tense, de apenas tração dianteira e com mais do que suficientes 225 cv de potência máxima combinada. Quem não precise (mesmo!) de tração integral e de 300 cv poupa quase 5000 €…

Como é já comum em muitas marcas, a bem da imagem, também a DS começou por mostrar e propor comercialmente o mais caro e potente DS 7 Crossback E-Tense 4x4, com sistema híbrido Plug-In de 300 cv. Mas há países com sol e piso quase sempre seco, e condutores que passam a maioria do seu tempo em cidade. Estes ficarão bem servidos com esta menos potente variante de tração dianteira de 225 cv, potência que resulta da combinação dos 180 cv do motor 1.6 turbo a gasolina com os 110 cv do motor elétrico. É curioso verificar que a mecânica a gasolina oferece aqui os mesmos 300 Nm de binário da variante de 200 cv que está na base da versão E-Tense 4x4.

Tal como o irmão mais potente (e caro…) este E-Tense faz uso de uma bateria de iões de lítio (pesa 120 kg, fica alojada sob o banco traseiro e em nada interfere na habitabilidade e generosa bagageira) de 13,2 kWh de capacidade bruta, suficiente para assegurar mais de 50 km em modo puramente elétrico, que associado à emissão de 31 g/km de CO2, permite encaixe fiscal para aquisição via empresas, beneficiando da dedução do IVA e de escalão intermédio de tributação autónoma, por exemplo. No nosso teste, aferimos 55 km por percursos maioritariamente citadinos sem necessidade de recorrer ao motor térmico, verificando que, e ao contrário do que a marca anuncia, aferimos maior capacidade elétrica a este E-Tense do que no E-Tense 4x4 (este último a nunca ir além dos 46 km de autonomia em modo zero emissões nos nossos testes).

Além de mais acessível, esta versão 4x2 oferece custos de utilização quotidianos mais baixos, em particular para quem tenha condições de carregar em casa, aproveitando tarifários reduzidos. Se ligado a 2,3 kW, conte-se com perto de 7 horas para uma carga total (0-100 %), com a DS a propor em opção carregador de bordo de 7,4 kW, por 180 €, para ligação a wallbox ou posto público.

Esgotada a energia da bateria, o DS 7 Crossback E-Tense precisa de somar média de combustível a rondar os 3,5 l/100 km para percorrer os primeiros 100 km com uma carga completa; e caso a bateria não seja novamente carregada e se prossiga numa condução apenas híbrida, o consumo médio poderá subir até aos 7,5-8 l/100 km.

O sistema híbrido permite ao condutor preservar ou regenerar energia para posterior utilização (função E-Save), por exemplo, em percursos que sejam mais favoráveis à eficiência da propulsão elétrica. Mas pretendendo-se ‘ação’, a conjugação dos motores lança facilmente o DS 7 E-Tense para ritmos rápidos, que em nada esmorecem a faceta premium do modelo, com desempenho extremamente vivo nas altas rotações – ver ficha de medições.

O condutor tem à disposição modos de condução que lhe permitem forçar o uso elétrico (Electric), entregar a gestão das mecânicas à eletrónica (Hybrid) ou ainda espicaçar o conjunto para atitude mais desportiva (Sport) ou para um amortecimento mais suave (Comfort), com o DS 7 Crossback a fazer uso da suspensão Active Scan, com sensores que leem a  estrada e preparam o amortecimento para o estado do piso que o DS vai enfrentar. Esta tecnologia, juntamente com os bancos ergonómicos e muito cómodos, contribui para uma extrema serenidade rolante que eleva o posicionamento premium deste SUV – neste segmento, dimensões ou preço, é difícil encontrar quem faça melhor!

No entanto, sentimos algumas trepidações em mau piso e uma superior leveza direcional do eixo traseiro (por exemplo, em curvas de maior exigência de apoio, a velocidades elevadas) que não aferimos na análise do DS 7 Crossback E-Tense 4x4.

Além dos reconhecidos argumentos de utilização eletrificada, como o silêncio ou disponibilidade de binário desde o arranque, o DS 7 Crossback junta direção leve e reduzido diâmetro de viragem que muito auxilia na condução cosmopolita, sendo possível associar sistema de câmaras para melhor controlo de manobras.

A alavanca da caixa de velocidades automática funciona através de pequenos impulsos, pelo que só o botão de ignição, colocado no topo da consola central (e a obrigar a algum período de pressão quer para ligar, quer para desligar a viatura), está algo afastado do condutor.

O pedal de travão obriga a período de habituação, já que o tato é muito sensível e pouco progressivo, devido ao sistema regenerativo que aproveita a energia libertada nas travagens.

Performance Line

A imagem continua a ser um dos pontos fortes deste SUV, impactante por onde passa e aos olhos de quem com ele se cruza, conjugando as formas da carroçaria com a multiplicidade de pormenores, caso dos efeitos criados pelas assinaturas visuais em LED, quer nos grupos dianteiros ou traseiros, ou ainda pela mistura dos detalhes cromados com os acabamentos negros desta versão Performance Line, de índole desportiva.

Mas, quanto a nós, é o interior do DS 7 que mais cativa e bem acolhe condutor e restantes ocupantes, sobressaindo o toque aveludado dos revestimentos em Alcantara nos bancos, portas e tablier, além das cuidadas costuras contraste (em amarelo e vermelho) e restantes superfícies metálicas. É bom que o condutor goste de losangos, a forma escolhida pela DS para arquitetar muitos dos botões físicos e o grafismo dos vários cenários da instrumentação digital e menus do sistema multimédia.

Aos equipamentos de conforto some-se vasta oferta tecnológica, caso da iluminação exterior LED, sistema de navegação 3D, Mirror Link, travagem automática de emergência, alerta de cansaço do condutor ou assistente ativo de manutenção na faixa de rodagem.

Preços:

DS 7 Crossback E-Tense – Desde 52.150 €

DS 7 Crossback E-Tense Performance Line – 53.250 €

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