Roubo de catalisadores: PSP registou mais de 400 em três meses

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Por Vitor M. da Silva 06-05-2021 10:00

O roubo de catalisadores de automóveis está a preocupar as autoridades em Portugal.

Depois da grande vaga de roubos de jantes e pneus dos carros estacionados na via pública, agora são os catalisadores que estão a chamar a atenção dos criminosos.

Em bom estado, aquela peça, associada ao sistema de escape dos automóveis, com a função de filtrar emissões do motor, destina-se ao mercado de revenda, num circuito que conta com a participação de oficinas menos sérias, que adquirem aqueles componentes furtados e os colocam novamente no mercado. Mas, independentemente de se encontrarem praticamente novos ou muito usados, os catalisadores também são procurados pelo valor elevado dos metais nobres na sua composição, sobretudo a platina, o ródio e o paládio.

Independentemente do destino, a verdade é que este tipo de furto aumentou exponencialmente no último ano. Só entre janeiro e março deste an, a PSP registou 405 queixas, o que é praticamente metade do que recebeu durante todo o ano de 2020.

Roubado em 2 ou 3 minutos...

As técnicas utilizadas pelos autores deste tipo de crime estão a ser estudas pelas autoridades, e sempre em evolução. A maioria dos criminosos utiliza uma serra circular elétrica convencional ou recorre ao corte a quente. De acordo com a polícia, os dois métodos, com alguma experiência, vão permitir a extração do catalisador de um automóvel em menos de 2 ou 3 minutos.

Participar e prevenir

O crescimento exponencial do fenómeno levou a criar as Equipas Regionais de Investigação à Criminalidade Automóvel (SRICA), “especializadas de investigação criminal para análise das ocorrências, das tendências reportadas e dos fluxos subsequentes”, que identificaram, até ao momento, mais de 135 suspeitos.

A PSP sublinha que é fundamental que os lesados apresentem sempre queixa, “mesmo em caso de mera tentativa, pois ao termos conhecimento do crime poderemos iniciar a investigação e chegar mais facilmente à identificação dos seus autores”, explica fonte da PSP.

E se uma participação pode ajudar a combater este tipo de crime, há também forma de o contrariar ou, pelo menos, dificultar à ação criminosa. Nas lojas de acessórios mais especializadas estão à venda as chamadas “gaiolas”, peças metálicas especialmente concebidas para proteger os catalisadores dos roubos. Não são 100% eficazes, mas ajuda a tornar mais difícil e demorado o trabalho de extração da peça, o que pode ter um efeito dissuasor.

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