Toyota GR 86 com 2.4 ‘boxer’

Na geração nova do coupé com 2+2 lugares, a Toyota apurou a receita original: conceção leve e chassis reativo, com motor maior e mais potente.

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Por Vitor M. da Silva 05-04-2021 09:24

O GT86, tratando-se de desportivo, não teve procura massiva, mas, com mais de 200 mil unidades vendidas, está elevada a fasquia da responsabilidade para o carro da geração GR (o nome muda para harmonização com o GR Yaris e o GR Supra). A Toyota promete progressos em todas direções.

De acordo com a marca japonesa, no GR86, com lançamento programado na Europa para o outono, as características essenciais resistem à passagem de testemunho, mantendo-se desde o início da produção, em 2012: formato coupé com 2+2 lugares, motor dianteiro com 4 cilindros e arquitetura boxer, tração traseira, repartição equitativa do peso pelos eixos e centro de gravidade baixo. Mas a 'fórmula' foi apurada, cumprindo a promessa do presidente Akio Toyoda, de continuar a produzir automóveis divertidos de conduzir.

Entre as mudanças mais relevantes, o novo 2.4 de quatro cilindros boxer naturalmente aspirado sob o capot, no lugar do 2.0 da primeira geração.

Com mais capacidade, a nova mecânica será também mais potente, embora se conhecem apenas os números da especificação japonesa: 235 cv às 7000 rpm e 250 Nm às 3700 rpm, para cumprir 0 a 100 km/h em 6,3 segundos; 1,1 segundos mais rápido do que o carro que sairá de cena.

De acordo com a Toyota, o coupé desenvolvido em colaboração com a Subaru (que tem gémeo no catálogo (BRX), mas indisponível no nosso País), apresentar-se-á ainda mais focado no prazer de condução. Desde logo, pela contenção do peso. Com 1270 kg, o GR86 é cerca de 5 kg mais leve do que o GT, graças a dieta de emagrecimento que implicou a adoção de tejadilho e para-lamas em alumínio, novos bancos dianteiros e seleção ainda mais criteriosa dos materiais isolantes.

Com 4265 mm de comprimento, 1775 mm de largura, 1310 mm de altura e 2575 mm de distância entre eixos, as medidas exteriores mantiveram-se praticamente intactas, mas há uma redução do centro de gravidade do carro e um aumento de cerca de 50% na rigidez torsional, que contribuem para muito melhor ‘feeling’ na condução. Na aerodinâmica, novas entradas de ar dianteiras e laterais ‘importadas’ da competição.

Na estética, o ar da família GR, com grelha dianteira mais agressiva e nova assinatura luminosa. O interior é praticamente decalcado do BRZ, com instrumentação digital em ecrã de 7 polegadas e um ecrã central com 8 polegadas para o sistema multimédia de última geração.

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