Nissan e Porsche na Fórmula E até 2026

Mais dois construtores comprometidos com a 3.ª geração de monolugares, em ação a partir de 2022/23. Somam-se a DS Techeetah e Mahindra

Automobilismo

Por José Caetano 28-03-2021 13:55

Nissan e Porsche comprometeram-se com o futuro da Fórmula E, renovando o acordo com o promotor do Mundial para continuarem na competição para lá da Época 9, que pressupõe o desenvolvimento de geração nova de monolugares, com o Gen3 no lugar do Gen2 introduzido em 2018-19. Originalmente, planeava-se a mudança para a Época 8, mas o impacto económico da pandemia da Covid-19 explica o adiamento do plano…

 

O Gen3 será 100 kg mais leve e 40% mais potente do que o Gen2 EVO para 2020/21 e 2021/22 – com 350 kW/475 cv em qualificação e 300 kW/407 cv em corrida. Também de acordo com o regulamento novo, aumento na capacidade do sistema de recuperação de energia nas desacelerações e travagens, de 250 kW para 600 kW.

 

A Spark, com o apoio da Dallara, encarregar-se-á do desenvolvimento do chassis, mas registam-se mudanças tanto nos fornecedores da bateria (Williams em vez de McLaren) como de pneus (Hankook substitui Michelin). Já a conceção e produção das unidades de potência e do ‘software’ mantêm-se nas mãos das equipas.

 

No fim da Época 7, Audi e BMW deixam a Fórmula E, mas as saídas não preocupam os responsáveis de campeonato que acaba de ganhar o estatuto de Mundial FIA, devido aos muitos interessados na categoria. Entre os candidatos, diversas marcas com histórico na competição automóvel, os casos de Alpine (fá-lo-á com a Lotus), McLaren, Honda, Alfa Romeo ou Maserati.

 

Em simultâneo com a introdução dos Gen3, alterações nos regulamentos desportivos. A Fórmula E privilegiará sempre a organização dos ePrix em circuitos citadinos, para mais proximidade com os fãs e maior distanciamento de outras disciplinas, nomeadamente da F1, mas equaciona-se a promoção de corridas mais longas e a reintrodução das paragens nas boxes, não para a mudança de monolugar, devido à capacidade (muito) limitada das baterias, o que sucedeu até à adoção do Gen2, mas para promover o desenvolvimento de sistemas de carregamento ultrarrápidos, aplicação que permite transferência tecnológica para os automóveis de produção em série. Atualmente, os ePric são de 45 minutos (mais uma volta).

 

Os princípios fundadores da Fórmula E mantêm-se: todas as tecnologias do campeonato transportam mensagem de promoção da mudança de paradigma na indústria automóvel, das mecânicas térmicos a gasolina e gasóleo para o motor elétrico (ou dos combustíveis fósseis para a eletricidade, privilegiando-se as fontes de energia limpas e renováveis).

 

Novidades no calendário da Época 7

 

Atualmente, organiza-se a Época 7, que também tem novidades, com a confirmação da realização de jornadas duplas tanto em Roma como em Valência, nas etapas dois e três da temporada que arrancou em fevereiro, em Diriyah, na Arábia Saudita, a primeira no fim de semana de 10 e 11 de abril, a segunda no de 24 e 25 de abril. O piloto português António Félix da Costa (DS Techeetah), o campeão em título, é 5.º no campeonato, com 15 pontos, menos 12 do que o líder da tabela, o holandês Nick de Vries (Mercedes-EQ), após as duas primeiras corridas do ano, que acabou em 11.º e 3.º, respetivamente.

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Conte-nos a sua opinião 1

sergio4
09-04-2021 13:48

Que saudades dos anos 70 e 80, carros diferentes e com soluções tecnicas distintas, circuitos desafiadores e perigosos, pilotos sem "horas de simulador" e com espirito temerário. Enfim...bom para tirar uma soneca estas corridas

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