Autódromo do Algarve nas mãos da Fórmula 1

Fórmula 1

Por José Caetano 13-10-2020 09:50

Fotos: Gonçalo Martins

Vinte e quatro anos depois, a Fórmula 1 regressa a Portugal, com a 12.ª corrida do ano no Autódromo Internacional do Algarve (AIA). É o 74.º circuito a receber uma etapa do campeonato criado em 1950 e o 4.º  no nosso País, depois de 15 grandes prémios entre Boavista (Porto), Monsanto (Lisboa) e Estoril. E, hoje, a propriedade de Portimão passa para as mãos da Formula One Management (FOM), da mesma forma que os clubes, no futebol, entregam os estádios, temporariamente, a organismos como a UEFA e a FIFA.

A 25 de outubro, no AIA, 13.ª etapa do Mundial de Fórmula 1 de 2020. No circuito com 4,653 m e 15 curvas, corrida com 66 voltas (e 306,826 km). O suíço Sébastien Buemi detém o recorde da pista, com 1.27,987 m em 2009, aos comandos de um Toro Rosso-Ferrari, mas as simulações apontam para tempos na ordem dos 1.14 minutos na qualificação de dia 24 (14h00-15h00), explica-nos Paulo Pinheiro, diretor da Parkalgar, empresa proprietária do AIA, e o rosto do regresso a Portugal da categoria-rainha do desporto automóvel.

«Estamos a cumprir o calendário e o caderno de encargos, ambos muito complexos e exigentes. Substituímos o asfalto e instalámos a sinalização nova, pontes e quilómetros de cabos! Como nunca interrompemos a atividade na pista, a operação tornou-se mais complexa», acrescentou. Para Paulo Pinheiro, em Portimão, (quase) tudo a postos para a Fórmula 1, missão cumprida. «Devido à situação que vivemos, tivemos de satisfazer exigências enormes, com a reorganização até da nossa rede de informação interna, para prepará-la para as bolhas de isolamento impostas pela organização do Mundial», disse. Mas, correndo-se por gosto… «Até ao MotoGP, a 22 de novembro, não paramos de trabalhar. A equipa tem apenas 55 pessoas e encontra-se motivadíssima, a cumprir o sonho de uma vida», explicou.

Para o AIA, tão inesperada como surpreendentemente, annus horribilis de 2020 igual a tempo de oportunidade(s)! «O circuito é uma referência mundial e tem resultados positivos há vários anos. Em 2019, a taxa de ocupação foi de 326 dias», disse Pinheiro. O rigor na gestão que explica a recuperação de crise gravíssima em 2012 desaconselha loucuras. «Antecipamos um impacto económico de mais de 100 milhões de euros que beneficiará a região e o país. Assim, combate-se tudo o que de mau está a acontecer. A Fórmula 1 não é um negócio da China, mas não perdemos dinheiro», admitiu.

A reestruturação do calendário do campeonato imposta pela pandemia abriu as portas à entrada de Portimão no Mundial, devido à diminuição significativa do investimento. «Cada corrida na Europa custa 30 a 50 milhões de euros, mas os nossos valores, que estão contratualizados e não são públicos, são muito mais reduzidos», reconheceu o diretor-geral do AIA, que também admite a manutenção da Fórmula 1 em Portugal no pós-2020. «Existem muitos circuitos com contrato, mas a hipótese de introdução de uma fórmula de rotatividade permite-nos alimentar esse sonho… O circuito é atrativo e o grande prémio está a gerar muita expectativa», sublinhou.

 

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Conte-nos a sua opinião 1

Nigelkeke
14-10-2020 20:17

Estarei lá no dia 25 e espero ir lá mais vezes ver o desporto que mais gosto, a F1.

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