Opel Astra recebe nova caixa de variação contínua

Opção automática para a motorização 1.4 a gasolina de 145 cv está disponível a partir de 29.310 euros

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Por Vitor M. da Silva 01-10-2020 11:25

A renovação que a Opel operou recentemente na atual geração do Astra, definida pelo fabricante como a mais eficiente de sempre, graças à introdução de motorizações com significativas reduções de emissões de CO2, de até 21 por cento face ao modelo anterior, incluía a chegada da nova transmissão automática de variação contínua (CVT) ao motor a gasolina de 1,4 litros turbo com 145 cv. Solução que a marca alemã destaca pelo desempenho linear, desenvolvida especificamente para maximizar o conforto e economia.

Ao contrário de uma transmissão automática convencional com conversor de binário e engrenagens planetárias, embraiagens e relações de caixa fixas, uma transmissão linear possui duas polias conectadas por uma correia metálica sob tensão. Entre as partes externas das polias há um eixo cónico, no qual assenta a correia. Ao adaptar continuamente o espaço entre as polias, alcança-se uma relação de caixa variável, pois a alteração da superfície de contato altera o diâmetro. O processo é comparável à transmissão de binário entre mudanças mais pequenas e mais elevadas e vice-versa. Por fim, é ainda necessária uma engrenagem planetária no veio de entrada, para seleção de marcha para a frente ou para trás. Dada a disponibilidade quase infinita de relações de caixa, as mecânicas com transmissão de variação contínua operam no ponto mais eficiente em toda a faixa de rotações de um motor, como explica Peter Naumann, Diretor Global de Programa e Engenheiro Chefe de Transmissões Automáticas. «Em cada ponto, a transmissão permite que a mecânica encontre o equilíbrio ideal em termos de eficiência de combustível, atenuação de ruídos e vibrações e capacidade de resposta do pedal do acelerador. Veículos de baixo peso e motores com binário máximo de 230 a 300 Nm são os mais adequados para transmissões de variação contínua. Com 236 Nm de binário e um peso bruto de 1350 kg, o novo Astra 1.4 é, por isso, uma proposta ideal.»

O Opel Astra 1.4 Turbo com a nova transmissão automática de variação contínua está disponível em ambas as carroçarias (Station Wagon e cinco portas), nos níveis de equipamento GS Line e Ultimate, por preços a partir de 29.310 €.

CVT, conceito híbrido

A ideia de uma transmissão linear, ou sem engrenagens, não é nova. Em 1879, o engenheiro americano Milton Reeves inventou uma transmissão de velocidade variável para a indústria de serração, solução que teve depois aplicação num primeiro automóvel, em 1896.

Inúmeras versões diferentes se seguiram na década de 20 do século passado, em motocicletas e automóveis. George Constantinesco, engenheiro e inventor romeno, criou em 1926 um dos conceitos mais interessantes: o "Constantinesco Car" apresentava um motor de 5 cv com um conversor de binário integrado. De acordo com publicidade da época, era um carro "Sem embraiagem, sem marchas, apenas um controlador: o acelerador"!

Mas seria apenas em 1958 que o conceito de variação contínua se tornaria mais conhecido. Foi nesse ano que a DAF apresentou o 600, um pequeno familiar equipado com a sua inovadora transmissão Variomatic. Projetado pelo holandês Hub van Doorne, o Variomatic tornou famoso o pequeno sedã da DAF, entre outras coisas, por andar para trás tão rápido quanto para a frente. A partir daí, as transmissões lineares surgiram em todos os tipos de máquinas, desde tratores e motos de neve até motocicletas e veículos de todo-o-terreno, bem como nos automóveis.

A Opel surgiu com o seu primeiro exemplar no Vectra C, numa estreia que ocorreu em 2002. No entanto, a carreira da transmissão "CVTronic" durou pouco, terminando a produção na fábrica húngara de Szentgotthard no ano de 2005.

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