Regras novas e redução de orçamento salvam categoria

Fórmula 1

Por José Caetano 28-05-2020 18:40

O Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou todas as alterações propostas aos regulamentos desportivos e técnicos da Fórmula 1, incluindo a introdução de teto orçamental novo em 2021, com redução significativa no limite de despesa por equipa, por temporada, de 175 milhões de dólares (157 milhões de euros) para 145 milhões de dólares (130,8 milhões de euros). O pacote antecipa o impacto da pandemia da COVID-19 e salvaguarda o futuro da categoria.

 

A redução do teto orçamental acentuar-se-á nos próximos anos, com a introdução de limites ainda mais restritivos em 2022 e 2023: respetivamente, 140 milhões de dólares (126,3 milhões de euros) e 135 milhões de dólares (121,8 milhões de euros). Em todos os casos, consideraram-se campeonatos com 21 grandes prémios, menos um do que o planeado, originalmente, para 2020, que contava com número recorde de 22 corridas. No entanto, devido ao coronavírus novo, a 71.ª edição do Mundial ainda não arrancou.

 

Inicialmente, as equipas mais poderosas do campeonato (Ferrari, Mercedes e Red Bull) opuseram-se a esta mudança, mas a FIA mudou o regulamento para permitir a adoção de regras novas que dispensasse a exigência da unanimidade e acabasse com o direito de veto da Ferrari, facto que acelerou (muito) as negociações. O pacote aprovado pelo Conselho Mundial também ‘congela’ desenvolvimentos nos chassis de 2020 para 2021, mas introduz-se sistema novo para possibilidade de introdução de componentes novos durante as duas temporadas, ainda que de forma limitada. Esta medida também afeta as unidades de potência, os escapes e até o desenho do piso dos monolugares à frente dos pneus posteriores, neste caso com o objetivo de limitar os progressos nos níveis de tração na próxima época. Regista-se, igualmente, aumento no peso mínimo dos carros, de 746 kg para 749 kg.

 

O Conselho Mundial da FIA aprovou, ainda, fórmula que condiciona o desenvolvimento da aerodinâmica a partir de 2021. com as equipas mais bem posicionadas no Mundial a disporem de menos tempo de trabalho nos túneis de vento. Esta medida segue-se às restrições aos testes implementadas este ano, igualmente com o objetivo de reduzir as despesas, medida que também abrangeu as unidades de potência.

 

Finalmente, os regulamentos passaram a diferenciar as corridas normais das realizadas à porta fechada, sem espectadores nas bancadas – nas segundas, limitação do número de elementos por escuderia (máximo de 80, com apenas 60 autorizadas a trabalharem nos monolugares), e abrem a porta à possibilidade de testes de pneus na 2.ª sessão de treinos livres dos grandes prémios, se a Pirelli precisar de homologar/testar compostos novos.

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