Limitações orçamentais e aerodinâmicas aprovadas

Fórmula 1

Por José Caetano 23-05-2020 13:47

Na Fórmula 1, após semanas de discussões, muitas vezes pouco pacíficas, finalmente, há ‘fumo branco’ sobre a redução dos tetos orçamentais a partir de 2021. Este acordo entre as equipas que participam no Campeonato do Mundo, a Federação Internacional (FIA) e a Formula One Management (FOM), subsidiária da norte-americana Libery Media responsável pela promoção da categoria ainda necessita do aval do Conselho Mundial, mas contempla a diminuição do investimento máximo por temporada de 175 milhões de dólares para 145 (160 milhões de euros e 133, respetivamente). Este montante não inclui os salários dos pilotos.

 

O acordo pressupõe, igualmente, diminuição de 145 milhões de dólares para 140 em 2022 e 135 em 2023. As equipas de topo do Mundial (Ferrari, Mercedes e Red Bull) foram sempre pouco favoráveis à redução do teto orçamental, por gastarem muito mais todas as épocas – italianos e alemães, por exemplo, investem acima de 500 milhões por temporada! –, mas a pressão das outras equipas derrubou os obstáculos e eliminou as reticências da Scuderia, que equaciona redirecionar investimentos para outras categorias (IndyCar e Mundial de resistência, por exemplo), para manter a estrutura operacional e os postos de trabalho. E até havia quem pedisse mais (leia-se menos…), como a McLaren, que pedia um teto orçamental de 100 milhões de dólares (91 milhões de euros).

 

Simultaneamente, acordo sobre a introdução de regras novas para o desenvolvimento da aerodinâmica dos monolugares, com as equipas com melhores resultados a disporem de menos tempo para trabalhá-la tanto nos programas informáticos (CFD) como nos túneis de vento. Decidiu-se, ainda, a abertura do processo a fontes externas, criando-se mesmo a possibilidade de recurso a componentes preparados por fornecedores que não estão no Mundial.

 

O acordo ainda necessita do aval do Conselho Mundial da FIA, antecipando-se decisão após voto eletrónico na reunião programada para meados do próximo mês.

Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 2

JUIZ DURO
24-05-2020 11:52

Quem agradece sao os americanos, a Ferrari na indy era brutal, eu gostaria muito, a F1 ja nao tem carisma , sinceramente gostava que eles saíssem da F1 como ja disseram, a Ferrari chegou a dizer que dava os motores as equipas mais pequenas e NAO QUISERAM ( !?), fiquem la entao com os orcamentos...

CROM2020
24-05-2020 02:07

entao a logica é ,se nao consegues transformar um fiat uno num ferrari, transformas o ferrari num fiat uno. isto é como transformar o barcelona num arouca

Fórmula 1