Seat rejeita perder o seu presidente para a Aliança Renault

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Por Ricardo Jorge Costa 18-11-2019 17:37

A Seat reitera o comprometimento com a empresa do seu atual presidente executivo (CEO), Luca de Meo, que notícias recentes apontam como principal candidato à Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, sucedendo a Clotilde Delbos, que assumiu interinamente o cargo. 

Segundo os jornais franceses Le Figaro e Les Echos, citando fontes da Aliança, o gestor italiano de 52 anos integra um alegado elenco de preferidos deste construtor, juntamente com Didier Leroy, francês que é o número 2 global da Toyota, e o CEO da Faurecia, o franco-alemão Patrick Koller, para o cargo que ocupava Carlos Ghosn até ser destituído após a sua detenção devido a alegados crimes financeiros.

Todavia, Luca De Meo e Didier Leroy negaram qualquer interesse na transferência para a Renault, enquanto a Faurecia recusou-se a comentar a notícia, segundo refere o Autonews Europe.

"Luca de Meo está totalmente comprometido com a Seat, como ele próprio declarou em várias ocasiões desde que foi nomeado presidente da empresa em 2015", afirmou o fabricante espanhol em comunicado.

Em idêntica posição declarou-se Leroy. "Não presto atenção a esses rumores e continuo 100% focado no meu trabalho na Toyota, onde desfruto de um relacionamento de enorme confiança com [o presidente da Toyota] Akio Toyoda".

A Renault procura novo CEO desde que o Thierry Bollore, nomeado interinamente após a destituição de Ghosn deixou o cargo em meados de outubro e apesar da sua sucessora, Clotilde Delbos, ter manifestado interesse a aceitá-lo de forma permanente.

Em outubro último, foi noticiado que o governo francês aceitaria que a Renault escolhesse um executivo não francês como próximo CEO. Meo começou a sua carreira precisamente na Renault, antes de passar pela Toyota e a Fiat. Depois de ingressar no Grupo VW em 2009, este italiano poliglota – que domina o italiano, francês, inglês, espanhol e o alemão – transferiu-se para a Seat, onde lhe é reconhecido o mérito de rentabilizar a empresa catalã.

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