Carlos Tavares garante 'agora' que nenhuma marca da PSA e FCA será eliminada

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Por Ricardo Jorge Costa 08-11-2019 19:09

O presidente-executivo (CEO) do Grupo PSA, Carlos Tavares, garante que, na sua opinião, “agora” a fusão entre o consórcio francês e a Fiat-Chysler Automobiles (FCA) não implicará a eliminação de nenhuma marca do vasto portefólio que resultará do novo construtor, e que será o quarto maior mundial da indústria automóvel.

O gestor português assegura, em antecipação à formação do acordo entre a PSA e a FCA, que Peugeot, Citroën, DS e a alemã Opel, pertencentes à PSA, e a Fiat, Abarth, Alfa Romeo, Lancia, Maserati e Ferrari, e ainda as norte-americanas Dodge e Jeep, detidas pela FCA, irão manter-se no ‘ativo’. Tavares afirmou-o durante uma entrevista recente a uma estação de rádio francesa.

Este anúncio do português acontece após o surgimento de rumores sobre a eventual dispensa de alguma(s) marca(s) em virtude de alguns fabricantes da FCA poderem requer investimentos pesados ??para continuarem a ser rentáveis e porque poderão acabar por competir diretamente, nas vendas, com os seus congéneres da PSA, canibalizando-os, segundo noticia o Automotivenews Europe.

"Faz parte do desafio gerir adequadamente essas marcas para abranger todo o mercado", afirmou Carlos Tavares à estação de rádio BFM Business. "Vejo que todas essas marcas, sem exceção, têm uma coisa em comum: uma história fabulosa", acrescentou o CEO da PSA, que é apontado para o mesmo cargo no futuro consórcio.

“Adoramos a história das marcas de automóveis, porque nos fornece os alicerces sobre os quais podemos projetar o futuro. Assim, hoje. não vejo necessidade, se este acordo for concluído, de eliminar quaisquer marcas, porque todas têm sua história e as suas mais-valias”, explicou Tavares.

O português reconhece, todavia, que o construtor vindouro viria a ter "realmente um número significativo de marcas", mas que, ainda assim, seria menor do que o do Grupo Volkswagen, e acrescentou que as duas empresas procurarão “com o tempo melhorar a sua produtividade” e que ambas estão “dispostas a fazer concessões para obter o sinal verde da União Europeia”.

“Devido a todas estas aprovações regulamentares necessárias, o acordo não poderá ser fechado em menos de um ano”, revelou Tavares, adiantando que um “acordo vinculativo deve ser fechado nas próximas semanas”.

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