Telemóvel é causa de um terço dos acidentes nas autoestradas

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Por Auto Foco 08-10-2019 21:27

Os dados estatísticos da APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem, respeitantes ao ano de 2018, provam um aumento de quase 10% dos acidentes por distração (com crescente influência do uso da tecnologia, nomeadamente telemóveis, smartphones e soluções multimédias nas viaturas) comparativamente ao ano anterior.

Em 2017, segundo as estatísticas, cerca de 23% dos acidentes foram provocados por distração, o que implicou já um aumento de 7% relativamente ao ano de 2016. Neste último triénio - de 2016 a 2018 - o número de acidentes por distração duplicou.

Por outro lado, de 2014 a 2018, apesar de uma redução do número de acidentes com vítimas na rede APCAP (em 2014 registaram-se 4047 acidentes e em 2018 foram 2381 acidentes, apesar do aumento da extensão da rede e da circulação em mais de 20%), os acidentes devido a distração baixaram muito pouco, de 769 para 762.

“Este fenómeno começa a ser especialmente preocupante, ultrapassando outros causas de acidente como sejam a velocidade excessiva”, refere a APCAP em comunicado.

“A recolha de dados dos vários operadores da APCAP mostrou que tem havido um incremento da percentagem de acidentes com vítimas devido à distração, o que é atribuído pelos operadores de infraestrutura e outras entidades do setor à chamada multitarefa, conceito associado à condução feita ao mesmo tempo que outras atividades (telefonemas, envio/receção de mensagens e mails, eletrónica embarcada dos veículos, etc.)”, pode ler-se no mesmo documento.

“Este fenómeno contribuiu para o aumento do número de vítimas nas estradas nacionais nos últimos dois anos, em contraciclo com a tendência que se verificava desde 2010”, acrescenta a APCAP.

Para o Presidente da APCAP, António de Sousa, “este aumento dos acidentes pelo uso da tecnologia é muito grave e deve ser travado pelo governo e pelas instituições do sector, tal como a prevenção que tem sido feita e realizada ao nível do combate aos incêndios” e por isso, este responsável defende que “é necessário que a redução da sinistralidade rodoviária constitua um desígnio nacional”.

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