A experiência de condução de um McLaren não se compadece com a que qualquer SUV, mesmo o mais desportivo. Quem o diz é o diretor do departamento de automóveis especiais Sport Series do fabricante britânico, Darren Goddard. “É por isso que a McLaren não seguirá alguns concorrentes, como a Lamborghini com o Urus, a Bentley com o Bentayga ou a Ferrari com o futuro Purosangue.
Além disso, o construtor de Woking não necessita dos volumes adicionais garantidos por esse tipo de automóvel da moda, apesar do Urus, por exemplo, ter permitido à Lamborghini aumentar a sua produção de 6000 para cerca de 15.000 veículos por ano.
“Eles [aqueles fabricantes] estão apenas à procura de fazer volume. Não há pureza alguma”, afirmou Goddard, referindo ainda a partilha de plataformas, como acontece com o Lamborghini Urus, Bentley Bentayga e Porsche Cayenne, no Grupo Volkswagen, que assentam na base técnica do Audi Q7 e do VW Touareg.
“Todos esses SUV são iguais sob a carroçaria, apenas com o emblema a distingui-los mais. Mesmo se quiséssemos, não poderíamos ter essa sinergia com nenhuma outra marca. Há um elemento de exclusividade. Os clientes merecem exclusividade.”
Rejeitando a adesão aos SUV, a McLaren continua, porém, comprometida com a eletrificação. O executivo admitiu que a marca tem protótipos com motorização 100% elétrica em testes, mas frisou que considera a tecnologia “não suficientemente boa para um McLaren de produção”.
Aquele responsável também rejeita o recurso ao exterior para o fornecimento de plataforma compatível com automóveis elétricos, poupando recursos. "Estamos mais num programa de pesquisa e avaliação do que num programa de desenvolvimento", explicou Goddard. “Adiantamos que não teremos a curto prazo [a tecnologia elétrica]".