Green NCAP à imagem do Euro NCAP

Organismo europeu independente elogia limpeza dos motores a gasóleo modernos

Opinião

Por José Caetano 27-07-2019 12:25

O Green NCAP ainda não tem a mesma expressão mediática do Euro NCAP criado em 1997 por laboratório britânico, com o apoio do Departamento de Transportes do Reino Unido e da União Europeia para investigar a segurança dos automóveis novos, baseando-se em fórmula desenvolvida por organismo sueco. O programa evoluiu, ganhou notoriedade e, mais recente, passou a testar até a eletrónica de apoio à condução. Os resultados tornaram-se argumentos poderosos de marketing, que nenhum fabricante despreza.

Atualmente, com as marcas pressionadíssimas para reduzirem de forma significativa as médias das emissões de dióxido de carbono (CO2) das frotas (na Europa, limite de 95 g/km em 2021, que é depois de amanhã, considerando os resultados de 2018, de 120,5 gramas), o programa Green NCAP é, também, cada vez mais relevante. Esta organização dispõe de laboratórios em oito países, que testam os gases de escape e alertam para o impacto ambiental dos carros novos. Em fevereiro de 2019, primeiros números e protocolo novo, para privilégio da investigação da energia consumida durante a condução.

Para comunicação e interpretação muito mais fácil dos resultados pelos consumidores, adoção de fórmula de pontuação semelhante à do Euro NCAP. Entretanto, resultados da 2.ª bateria de testes, com cinco automóveis, do Mercedes-Benz C 220 d 4Matic (gasóleo) ao Audi A4 Avant g-tron (gás natural) e da geração nova do Nissan Leaf (elétrico). Conclusão: a indústria produz carros cada vez mais eficientes, mas o cumprimento dos limites aprovados pela União Europeia depende da adoção de fórmula de eletrificação!

O Green NCAP testou cinco automóveis, mas apenas o Nissan Leaf conseguiu as cinco estrelas que distinguem os modelos mais eficientes, energeticamente, comercializados na Europa, combinando-se os dois índices do programa: a limpeza dos gases de escape e a eficiência energética. O Opel Corsa novo, equipado com mecânica 1.0 a gasolina, recebeu quatro estrelas, Mercedes-Benz C 220 d 4Matic, Audi A4 Avant g-tron e Renault Scénic dCi 150, outro modelo com motor a gasóleo, foram classificados apenas com três.

Mas, nas conclusões, encontram-se mais curiosidades…. curiosas! Nos testes realizados em laboratórios e na estrada, o Mercedes-Benz C 220 d 4Matic impressionou, muito positivamente, pela competência excecional do sistema de descontaminação de gases de escape, por isso reconfirmando a importância da tecnologia para o cumprimento das normas antipoluição mais restritivas. Melhor, apenas o Nissan Leaf, que não produz emissões poluentes. Di-lo até o organismo independente: «Os motores a gasóleo modernos são muito limpos, com reduzidas emissões poluentes!».

O programa não considera o impacto ambiental resultante da produção de energia para carros elétricos nem dos combustíveis consumidos pelos motores de combustão interna. E, assim, sem surpresa, Leaf ainda mais eficiente e limpo do que C 220 d 4Matic & Cia.! Mas, proximamente, Green NCAP com ferramentas para analisar as emissões poluentes da fonte da energia à roda, condição necessária para a publicação de informações mais realistas para os consumidores. Conclusões e resultados, manter-se-ão?

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