'Patrão' da BMW em risco

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Por Auto Foco 22-05-2019 17:18

O presidente executivo da BMW, Harald Krueger, enfrenta um período de contestação num momento em que o fabricante alemão atravessa por uma fase de transição para a eletrificação dos seus automóveis e para a condução autónoma, e que é agravada pelo enfraquecimento dos mercados, informa o Automotive News referindo fontes próximas da empresa bávara.

Alguns membros do conselho de supervisão da BMW AG estão a suscitar dúvidas sobre se Krueger é a escolha certa para liderar o construtor e discutirão as perspetivas de um segundo mandato do gestor nas próximas semanas. O mandato de Krueger termina no final de maio e o anúncio sobre o seu futuro está aprazado para junho ou julho.

A BMW, como outros construtores, está a debater-se com uma transição dispendiosa, não apenas para os automóveis elétricos, mas também para novos modelos de negócios. Depois de liderar as vendas mundiais de marcas de segmento premium durante uma década, a BMW foi ultrapassada pela Mercedes em 2016 e desde então tem tentado em vão recuperar o primeiro lugar com renovações mais ou menos cirúrgicas da gama. Desde o ano passado, o enfraquecimento do mercado global e as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia, e entre aquele país e a China, baixaram os lucros do fabricante bávaro.

Krueger, de 53 anos, está no comando do Grupo BMW desde 2015. O último CEO da BMW a deixar o cargo depois de apenas um mandato foi Helmut Panke, em 2006, um dia antes de completar 60 anos, na época o limite de idade para os executivos da empresa. O maior acionista da BMW são os irmãos Klatten-Quandt, que juntos detêm cerca de 45% das ações.

Krueger lutou para emancipar-se do antecessor Norbert Reithofer, a quem é reconhecido o mérito de ter tomado algumas decisões corajosas e bem-sucedidas, como adicionar uma série de crossovers quando os principais concorrentes premium estavam num impasse quanto a decidir sobre esse investimento.

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