BMW 840d xDrive Coupé

Corações ao alto!

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Por Vítor Mendes da Silva 23-03-2019 18:25

Fotos: Gonçalo Martins

O Série 8 regressa ao portefólio de modelos da BMW (o antecessor produziu-se de 1989 a 1999 e saiu discretamente de cena por ausência de procura…!), como alternativa desportiva ao Série 7 e, simultaneamente, substituindo o Série 6, no topo da gama alemã. Lindo de morrer e bem apetrechado com tudo o que se pode pedir a bordo de um coupé de luxo, ao mais distinto estilo GT.

No habitáculo, a apresentação é vincadamente racing, mas elegante e sofisticada, consequência positiva da qualidade de materiais e montagem, do cuidado com os acabamentos (entre os muitos extras, detalhes em vidro CraftedClarity como o que encontramos no punho do seletor da caixa automática...), e da digitalização do automóvel, bem patente na adoção de painel de instrumentos digital (grafismo muda conforme o modo de condução selecionado) e novo formato do monitor tátil no topo da consola central, com nova geração de software do sistema de infoentretenimento, mais simples...

Mas a perfeição não existe: as linhas da carroçaria penalizam os acessos ao interior e o banco traseiro proporciona conforto apenas a dois passageiros.

 

Diesel no catálogo

No catálogo de motorizações, o M850i com V8 4.4 biturbo a gasolina, com 530 cv, impressiona logo muitíssimo mais do que este 840d com 6 cilindros e 3 litros a gasóleo. Porém, o Diesel beneficia da ausência de concorrência (lá iremos...), e esta está longe de ser a sua única vantagem competitiva de mecânica que associa as qualidades da tecnologia Twin Turbo às mais-valias da injeção direta, entre outra qualidades técnicas, e por isso, produzindo esmagadores 320 cv.

Sobre o funcionamento deste conjunto, só elogios: a potência impressiona, mas verdadeiramente deslumbrante é a disponibilidade do binário, pois são 680 Nm disponíveis logo desde as 1750 rpm! A suavidade e força nos baixos regimes não pode dissociar-se da excelente caixa automática, rapidíssima quer no modo automático quer de forma sequencial nas patilhas por trás do volante. É por causa de automóveis como este que cai por terra a teoria que um automóvel desportivo tem que ter gasolina no depósito...

Podemos definir como verdadeiramente vertiginosa a rapidez com que este 840d galga metros de alcatrão. Aceleração de 0 a 100 km/h em tão-só 5,3 segundos e 200 km/h em pouco mais de 22 segundos após o arranque dão ideia da vertigem a que podemos deslocar-nos. E incríveis são, igualmente, as recuperações, devido ao fôlego quase inesgotável do motor que responde de forma musculada aos movimentos no pedal do acelerador.

Qualidades extra: sonoridade quase desportiva (aplauda-se o esforço técnico no desenvolvimento da acústica), ausência de vibrações e consumo médio abaixo de 9 l/100 km, mesmo conduzindo-se muito depressa. E sim, o novo Coupé da BMW admite dois tipos de condução: em ritmo passeio, de forma a desfrutarmos de todas as delícias proporcionadas por automóvel tão requintado e sofisticado, ou depressa, muito depressa, preferencialmente em estradas de serra com traçados exigentes, onde podemos experimentar os limites do chassis e da mecânica. Onde quer que eles se encontrem...

 

Desempenho excecional

No BMW 840d Coupé, sistema de tração integral xDrive, que privilegia as rodas traseiras, ação que melhora o tato desportivo, enviando os 100% de potência para trás. Registando-se perda de aderência numa roda, o programa atua de forma automática e, através de embraiagem controlada eletronicamente, aciona as rodas dianteiras.

Mas a lista de recursos técnicos de ponta ao serviço da eficácia do comportamento é muito mais extensa. Na suspensão, por exemplo, conta-se com amortecimento variável, com a possibilidade de aumentarmos ou diminuirmos a firmeza no comando de experiência de condução, com quatro programas à disposição: Eco Pro, Comfort, Sport e Sport+. O sistema também influencia a resposta do motor ao acelerador, a velocidade de atuação da caixa ou a atuação da tração xDrive.

O Série 8 Coupé tem, ainda, direção ativa integral, designação da tecnologia de quatro direcionais, que simula aumento ou diminuição dos centímetros entre eixos. Esta ação melhora, respetivamente, a estabilidade direcional, a alta velocidade, e a agilidade e a facilidade de movimentos em cidade. Até 72 km/h, as rodas posteriores movimentam-se na direção oposta das dianteiras, até ao máximo de 2,5º e, acima dessa velocidade, movem-se no mesmo sentido. Ativando-se os programas mais desportivos, as alterações de funcionamento realizam-se aos 88 km/h.

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