O ‘renascimento’ do segmento B

Em Portugal, como na Europa, procuram-se automóveis cada vez mais pequenos

Opinião

Por José Caetano 06-03-2019 16:40

A edição 89 do salão de Genebra é razão por trás dos anúncios diários de modelos novos, a maioria com apresentações marcadas para o certame helvético, cada vez mais o n.º 1 do Mundo, devido à perda de gás de Detroit, Frankfurt, Paris e Tóquio. Este ano, subcompactos outra vez na moda, com a sucessão de Opel Corsa, Peugeot 208 e Renault Clio, carros que representam muitos milhares de vendas na maioria dos mercados europeus, com o português na linha da frente.


É verdade que a categoria sofreu com a erosão provocada pelo fenómeno SUV, mas o sucesso da adaptação da fórmula ao formato subcompacto, aparentemente, pelo menos, estancou a hemorragia. No mercado europeu, em 2018, o segmento B correspondeu a 20,4% dos 15,6 milhões de ligeiros de passageiros vendidos, o melhor registo desde 2007. Este número não inclui os modelos da moda, que representaram mais dois milhões de matrículas e um crescimento de 29% na procura, na comparação com 2017. Logo, somando uns e outros, aumento significativo no número de registos.


Entre os 20 carros mais vendidos no Velho Continente, na tabela comandada pelo VW Golf, 11 subcompactos, contando-se com os SUV: Clio (2.º), Polo (3.º), Fiesta (4.º), 208 (6.º), Yaris (9.º), Corsa (10.º), Sandero (11.º), Captur (12.º), C3 (13.º), Duster (17.º) e 2008 (18.ª). Por aqui é fácil perceber a importância dos lançamentos anunciados para os próximos meses. Em Portugal, segmento B ainda mais importante, com quota de 42% em 2018, acima dos 40,2% de 2017 e dos 37,8% da categoria dos compactos (segmento C). O mercado subiu apenas 2,8% (222.129 ligeiros de passageiros).


Cá dentro, ao contrário do que acontece lá fora, as estatísticas não separam os SUV dos outros modelos do segmento B, o que explica o peso da categoria nas vendas, independentemente de os portugueses também comprarem cada vez mais o formato em voga! Dissecando as vendas, percebemos muito mais facilmente o impacto de fenómeno responsável por transformação na paisagem automóvel. Na categoria, os 3 portas e as carrinhas saíram de cena e a indústria, reagindo à quebra na procura, repensou as gamas e apostou em modelos à medida das expectativas dos consumidores.


De regresso ao nosso País, no top-10 das vendas em 2018, seis subcompactos. O Clio manteve o estatuto de best-seller, à frente do compacto Qashqai (segmento C)… Igualmente na lista dos mais bem-sucedidos, 208 (3.º), Captur (4.º), C3 (7.º), 2008 (8.º) e Polo (10.º).

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