Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ ‘Roadster’ sem constrangimentos ao prazer de condução desportiva a ‘céu aberto’, apenas comprometido a manter o preço mais baixo possível Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Nesta edição especial comemorativa do centenário da Mazda, estofos ‘bordeaux’ em couro a condizerem com alcatifa e a capota têxtil Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Logótipo ‘100th Anniversary’ bordado nos encostos de cabeça dos bancos desportivos, que garantem ótima posição de condução Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Centro das jantes em liga leve metalizadas de 16 polegadas exibe o emblema alusivo à série especial do ‘roadster’ Bons pneus, boa aderência Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’ Construção de qualidade elevada comum aos Mazda modernos, mas distinta por materiais recicláveis como alguns têxteis e cortiça Consola central ‘flutuante’ integra o seletor da caixa e prático botão rotativo de controlo do sistema de infoentretenimento Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Portas antagónicas suprimem pilar B, libertando acesso aos passageiros posteriores, mas à sua saída impõem abertura prévia das portas dianteiras Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv Mazda MX-30 E-Skyactiv

Mazda MX-30 E-Skyactiv VS Mazda MX-5 1.5 ‘100th anniversary’

Diferentes na semelhança

CONFRONTO

Por Ricardo Jorge Costa 28-08-2021 07:00

Fotos: Gonçalo Martins

A Mazda recorreu a denominação de prestígio para o seu primeiro elétrico. MX-30 é um SUV, mas o fabricante reivindica-lhe característica distinta dos congéneres, como a do mais icónico detentor do prefixo daquela sigla sobre os demais, o roadster MX-5. Aqui, em edição especial de centenário da marca.

O primeiro automóvel elétrico de produção em série da Mazda não faz qualquer referência à natureza específica da sua motorização, denominando- se por MX-30, uma sigla cuja dupla de letras é de grande tradição no construtor de Hiroshima. MX como MX-5, o modelo mais popular da Mazda com esta sigla, o roadster mais vendido de sempre na história do automóvel.

Aparentemente, pouco ou nada têm em comum. Um é bilugar e desportivo com motor de combustão e o outro é SUV com motor elétrico alimentado a bateria. Contudo, um olhar pelo passado da centenária história da Mazda revela que a utilização da sigla MX é anterior ao roadster que celebrizou. Foi utilizada em mais de uma dezena de modelos, desde concept-cars a veículos de produção, passando por carros de competição. «Partilham a designação MX todos os nossos automóveis que visam desafiar e proporcionar novos valores, sem restrições, independentemente do seu conceito. O MX-5 é exemplo perfeito dessa abordagem. Aquando da sua apresentação, em 1989, numa fase em que a indústria abandonava o conceito dos desportivos acessíveis, a Mazda navegou contra a corrente e criou uma nova e moderna interpretação do clássico roadster de tração traseira». Baseando-se nesta explicação, a Mazda justifica que o merecimento do prefixo MX pelo novo SUV advém, tal como os antecessores, do seu pioneirismo na marca.

Por outro lado, o número 30 remete para o congénere CX-30, igualmente SUV compacto de linhas de coupé, com o qual o MX-30 partilha a plataforma técnica, adaptada para receber o grupo propulsor exclusivamente elétrico e para o agregado de baterias que lhe fornece a energia.

Não inédito na Mazda, mas muitíssimo invulgar no mercado automóvel em geral, é o elemento estético diferenciador que confere uma boa dose de exclusividade ao MX-30, as portas traseiras com abertura antagónica e supressão dos pilares B, que caracterizaram outro modelo emblemático da marca, o desportivo RX-8 com motor rotativo. É uma solução de design arrojada com risco, porque traz restrições indiscutíveis aos acessos do habitáculo, impondo a abertura prévia das portas dianteiras para a entrada e a saída de passageiros para os lugares posteriores.

Para estes ocupantes do veículo, também as cotas habitáveis são inferiores às do CX-30, reservando-lhes menos espaço para as pernas (-4 cm) e em altura (- -5 cm), esta devido em parte à elevação dos assentos (1 cm) comparativamente aos deste crossover. Esta sobre-elevação do piso deve-se à instalação dos módulos da bateria, em plataforma.

Ainda no interior, o MX-30 distingue-se pela consola central entre os bancos do tipo flutuante, elevada, baseando aí o seletor da caixa de velocidades e um grande botão giratório para interface do sistema de infoentretenimento, semelhante ao do CX-30, e com um compartimento inferior para pequenos arrumos. O painel de instrumentos é digital e não falta o indispensável monitor central. Específicos do EV são alguns materiais recicláveis (e produzidos a partir destes) que revestem os bancos e os painéis e puxadores das portas, incluindo cortiça portuguesa. A volumetria da bagageira é apenas mediana para um SUV (366 litros).

Debaixo deste invólucro reside o órgão que, definitivamente, atribui a natureza diferenciadora do MX-30, a motorização elétrica e a respetiva bateria de baixa capacidade, tão-só 35,5 kWh, conferidora de autonomia que não supera os 200 km, correspondendo a um consumo médio de 19 kWh/100 km. Ambos os valores registados neste teste. O motor elétrico de 143 cv (125 kW) e 265 Nm tem prestações satisfatórias, mas sem descargas tão volumosas de energia imediata como as unidades mais potentes, e acelerações tão velozes. A opção por um módulo de eletrificação mais modesto é explicada pela Mazda com a adequação às necessidades do utilizador médio deste tipo de veículos de cariz utilitário e garantir maior leveza e redução da pegada carbónica, comparativamente às baterias de maior capacidade que a maioria dos construtores já utiliza nos seus EV, incluindo mais urbanos e utilitários do que o MX-30.

A adaptação da plataforma originalmente concebida para mecânicas de combustão para acolher o agregado elétrico no MX-30, o motor e os módulos da bateria dispostos em patim sob o habitáculo, implicou um reforço de toda a estrutura do veículo que se acrescentou ao que já seria indispensável pela referida supressão do pilar B devido à arquitetura de portas antagónicas. No entanto, o MX-30 é, segundo o fabricante, estruturalmente tão ou mais rígido do que o CX-30, e as suspensões foram revistas, nas molas e amortecedores, para lidarem com o peso superior do lastro da eletrificação, elevando-se igualmente a altura ao solo (2 cm), esta com prejuízo do centro de gravidade.

Todavia, todas estas adaptações somadas à maior leveza da massa total do SUV, atribuem estabilidade e agilidade do crossover elétrico que nada destoam das do seu semelhante com motor térmico – bastante boas para SUV –, e que, com a afinação precisa da direção e travões eficazes, conferem ao MX-30 uma condução distinta pelo dinamismo. Como a do MX-5.

‘Roadster’ do povo

O roadster de construção leve, compacidade e preço acessível que democratizou o conceito purista de automóvel descapotável de 2 lugares – segundo o Gui - ness Book of Records, o MX-5 é o roadster mais vendido do mundo, superando um milhão de unidades durante as suas quatro gerações –, celebrou em 2019 o seu 30.º aniversário e tem agora a honra de ser o anfitrião da comemoração do centenário da Mazda em 2020, em edição especial 100th Anniversary, que aqui celebra este encontro com o meio-homónimo SUV elétrico. Versão limitada disponível por encomenda e restringida à motorização menos potente da gama, 1.5 de 132 cv, e ao modelo com capota têxtil (excluído o RF de tejadilho rígido retrátil).

O MX-5 100th Anniversary distingue-se, desde logo, pela exclusiva composição de cores exteriores, a carroçaria com pintura em branco pérola e capota bordeaux, conjugação inspirada no clássico R360 Coupé de 1960, o primeiro modelo de passageiros da Mazda. A coloração da cobertura de lona é replicada nos estofos, que têm bordado o logótipo da edição nos apoios de cabeça, que surge igualmente no centro das jantes, enquanto a alcatifa do piso, os tapetes e as laterais da carroçaria recebem a inscrição ‘100 Years – 1920-2020’. O comando da chave, também embelezado com logótipo ‘100th Anniversary’, é entregue aos clientes em estojo especial.

No resto, é o MX-5 na geração mais recente, lançada em 2015 e atualizada no ano passado. Em resumo, a forma mais acessível de aceder ao exclusivo universo dos roadsters, descapotáveis bilugares com uma dinâmica de exceção e uma condução maquinal e sensitiva, quase epidérmica, conferida pela rigidez estrutural bastante elevada para cabrio, as ligações ao solo muitíssimo firmes, dispensando compromissos com o conforto, a direção súper direta e a transmissão com funcionamento extremamente mecânico, tal como a caixa de velocidades manual com engrenamento do tipo close – e o mesmo feeling até para o pedal da embraiagem. Mas não só. O MX-5 garante as sensações características dos melhores – e mais caros – da sua categoria, como a posição de condução rebaixada – vamos quase sentados no chão (do habitáculo e pela baixa distância do veículo em relação ao solo), idealmente de cabeça ao vento, desprotegidos da ação dos elementos da Natureza.

Poderia pedir-se só um motor mais entusiasmante do que o 1.5 com injeção direta de gasolina, atmosférico, de apenas 132 cv e 152 Nm, a pedir caixa para otimizar o seu desempenho. Para isso, deverá manter o Skyactiv-G sempre em altas – entre as 4000 e as 6000 rpm, entre o binário máximo e a 100 rpm do auge da potência –, para lhe retirarmos prestações enérgicas. A galvanizante sonoridade metálica e estridente está garantida e estimula-nos a perceção das prestações desportivas – até mais do que as reais performances do roadster. De série, esta edição especial acrescenta ao nível Excellence (segundo mais dotado da gama) sistemas de segurança, tais como, travagem de emergência em cidade, reconhecimento de sinais de trânsito, travagem auxiliar traseira e câmara de estacionamento.

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Ficha Técnica

Características

MAZDA MX-30

E-Skyactiv

MAZDA MX-5

1.5 ‘100th anniversary´

Motor
Tipo Motor elétrico síncrono -
Potência 145 cv (107 kW) -
Binário 251 Nm -
Bateria iões de lítio -
Capacidade útil 35,5 kWh -
Tempo de carga (0-80%) - -
Transmissão
Tração Dianteira Traseira
Caixa de velocidades Automática de 1 vel. Manual de 6 vel.
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção Ind. multibraços
Travões F/T Discos ventilados Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,3 m Elétrica/10 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,395/1,795/1,555 m 3,915/1,735/1,225 m
Distância entre eixos 2,655 m 2,31 m
Mala 366-1171 litros 130 litros
Depósito de combustível - 45 litros
Pneus F 215/55 R18 195/50 R16
Pneus T 215/55 R18 195/50 R16
Peso 1720 kg 1076 kg
Relação peso/potência 11,86 kg/cv 8,15 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 140 km/h 204 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,7 s 8,3 s
Consumo médio 19 kWh/100 km 6,3 l/100 km
Autonomia - -
Garantias/Manutenção
Mecânica 8 anos 3 anos ou 100.000 km
Pintura/Corrosão 3/13 anos 3/12 anos
Bateria - -
Imposto de circulação (IUC) 0 € 171,69 €

Medições

MAZDA

Acelerações
0-50 km/h 3,5 s
0-100 / 130 km/h 9,4/15,9 s
0-400 / 0-1000 m 6,9/32,3 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 3,8 s
60-100 km/h (D) 5 s s
80-120 km/h (D) 7,1 s
Travagem
100-0/50-0km/h 37/9,3 m
Consumos
Consumo médio 19 kWh/100km
Autonomia 200 km

Medições

MAZDA

Acelerações
0-50 km/h 2,8 s
0-100 / 130 km/h 8,1/13,1 s
0-400 / 0-1000 m 15,9/29,5 s
Recuperações
40-80 km/h 3.ª 5,6 s
60-100 km/h 3.ª/4.ª/5.ª 5.6/7,5/9,9 s
80-120 km/h 4.ª/5.ª/6.ª 8,1/11,2/16,6 s
Travagem
100-0/50-0km/h 37/9 m
Consumos
Consumo médio 6,6 l/100km
Autonomia 681 km