Bons materiais e ótima qualidade de construção; o equipamento da versão GT Line é razoável e os bancos exageram na dureza Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Sistema Multi-Sense de seleção de modos de condução: Sport, Confort, Eco, Neutral e Perso(nalizado) Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC São inúmeros os sistemas de segurança e de ajuda à condução disponíveis no Mégane, alguns de série, outros em opção Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Espaço razoável no banco posterior; o encosto do lugar central pode ser ‘transformado’ em apoio de braços e porta-copos A mala da carrinha Mégane tem 521 litros de capacidade, uma das maiores deste segmento, é superada pela do rival de ocasião: 598 litros Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Novo Diesel da Renault é económico e tem ‘alma’ Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC Duas carrinhas, duas soluções de propulsão Híbrido da Toyota com consumos inferiores ao Diesel da Renault O Mégane ST que testámos tem nível de equipamento GT Line, enquanto o Corolla ’veste-se’ com Luxury: mais equipado o Toyota do que o Renault Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Mais potente e com mais binário, híbrido vence nas prestações Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Na nova geração do Corrolla, a tradicional qualidade de construção ‘à prova de críticas’, mas agora com ‘design’ mais moderno Na versão Luxury do Corolla, de série oferece-se intrumentação ação digital em ecrã de 7’’ com ‘efeito’ 3D e grafismo específico Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Comutador dos modos de condução (três) a que se soma o ‘forçar’ da ação do motor elétrico (EV) Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury Esta versão de topo tem bancos específicos com ‘design’ muito cuidado e exemplares em matéria de ergonomia e conforto A bagageira, com quase 600 litros de volumetria, é um dos trunfos da carrinha Corolla e inclui iluminação através de filamentos LED

Renault Mégane ST Blue DCI 150 EDC vs Toyota Corolla TS 2.0 Hybrid Luxury

Mais dúvidas que certezas

CONFRONTO

Por João da Silva 01-12-2019 10:45

Fotos: Gonçalo Martins

Nos dois automóveis que escolhemos para este confronto encontramos sistemas de propulsão diferentes, mas que se igualam no que toca à modernidade. Vejamos: o Toyota Corolla Touring Sports 2.0 Hybrid está equipado com novíssima unidade 2 litros a gasolina que, quando casada com o motor elétrico acoplado, atingem um rendimento total de 180 cv e 392 Nm, poder de fogo que permite acelerações e recuperações vigorosas, sobretudo quando ativamos o modo de condução Sport (há ainda Normal e Eco). E mais: são efetuadas sem correspondente aumento do volume do ruído da mecânica. Acrescente-se que a solução híbrida que equipa a carrinha Toyota integra transmissão do tipo CVT (variação contínua), que não é um primor no contributo para o agrado na condução.

No Renault Mégane Sport Tourer, novo 1.7 Blue dCi de 150 cv e 340 Nm, mecânica que é produto da completa renovação que a marca francesa efetuou na gama de motores a gasóleo na sequência da entrada em vigor do método de homologação WLTP – refira-se que há uma outra variante, com 120 cv, deste 1,7 litros.

No nosso protocolo de aferição de competência em aceleração e recuperações (vulgo medições), o Toyota obteve resultados ótimos, com aceleração 0-100 km/h em 8,4 segundos, menos 2 segundos do que o Mégane. A vantagem do modelo híbrido mantém-se em todos os parâmetros de aceleração e também de recuperação, onde as diferenças mais significativas acontecem na retoma 60-100 km/h (4,6 contra 5,7 s) e 80-120 km/h (5,3 contra 7,2 s). Mas nem tudo são arranques e ultrapassagens, e a verdade é que, esquecendo a utilização extrema durante as medições, ambos os motores oferecem utilizações confortáveis e eficazes. O 1.7 Blue dCi do Mégane mostra boa disponibilidade desde os regimes mais baixos, temperamento que mantém de forma progressiva à medida que aumenta o regime e a velocidade, sobressaindo a boa relação entre mecânica e transmissão de dupla embraiagem de 6 relações, suave e rápida nas passagens. De notar, também, o ruído contido deste motor a gasóleo. Já o híbrido do Toyota é de uma suavidade que encanta em condução normal, digamos assim. Em cidade, por exemplo, este híbrido (sem recarga externa) vai gerindo as reservas de energia elétrica para desligar a todo o momento o motor a combustão, sobretudo em pára-arranca. Depois, a rolar normalmente, assim que se levanta o pé do acelerador, o 2 litros a gasolina também se desliga. E atenção, esta proposta híbrida permite andar em modo 100% elétrico até por volta dos 115 km/h. Esta engenharia de liga-desliga o motor a gasolina contribui de forma decisiva para reduzir os consumos. Durante o nosso teste, apurámos a espantosa média de 5,7 l/100 km. Não esquecer que falamos de automóvel com 180 cv... Mas atenção, o motor Diesel da Renault também se pode gabar da frugalidade, pois média de 6,1 l/100 km não é exagero algum face às prestações e desempenho geral da mecânica.

Tratando-se de carrinhas, naturalmente que as bagageiras são generosas, sobretudo a do Corolla, com 598 litros de capacidade, mais 77 que a do Mégane, e que conta com iluminação com filamentos LED, rebatimento simplificado dos bancos e rede de separação de carga entre mala e habitáculo.

E já que falamos em habitáculo, vamos a medidas: no Toyota, há nos lugares traseiros 71 centímetros em comprimento para arrumar as pernas, enquanto no Renault esse espaço tem 69 cm. Na largura, a 2.ª fila do Corolla oferece 138 cm, mais três que o Mégane, enquanto na altura, o carro francês ganha com 95 cm contra 94 do espanhol. Nos bancos da frente, sendo menos importante o comprimento, variável consoante a posição do banco, interessa-nos a largura: 143 cm no Renault e 139 no Toyota. Vantagem do carro francês no item referente ao espaço à frente, sendo pouco relevante a diferença em altura entre os automóveis.

Contudo, não nos sentamos de forma igual quando nos instalamos ao volante, com o Mégane a levar alguma vantagem, sendo certo que se trata sempre uma avaliação um pouco subjetiva. Contudo, também o Toyota tem méritos na forma como convida o condutor a sentar-se ao volante (os bancos dianteiros em pele são uma delícia em conforto e ergonomia), não havendo nada de realmente importante em termos estruturais ou ergonómicos a criticar, até porque o posto de condução está bem enquadrado com volante e demais elementos relativos à condução. Mas, simplesmente, encaixamos melhor no posto de condução da carrinha da Renault. E, já que referimos a ergonomia, registe-se as boas posições dos ecrãs centrais – ainda assim, melhor a do Toyota que o do Renault, pois o ecrã do carro japonês está no topo do tablier e muito acessível à mão do condutor – que permitem visualização e utilização sem desviar em demasia o olhar da estrada. Quanto ao acesso aos elementos dispostos na consola e visualização do ecrã central, não há reparos negativos a fazer a nenhum dos dois, mesmo se o enorme ecrã do Mégane e a respetiva configuração favoreça a utilização do sistema multimédia e a gestão das funções de bordo (o grafismo do sistema de infoentretenimento do Corolla é antiquado para modelo tão recente…), assim como à qualidade da maioria dos materiais e ao cuidado nos acabamentos, com destaque para os cuidados revestimentos em pele nas portas e tablier do Toyota.

Diferença maior entre os dois concorrentes encontramos no equipamento de série das versões GT Line (Renault) e Luxury (Toyota), sendo o segundo bastante mais abastado que o primeiro, propondo mais itens de conforto – como por exemplo estofos em pele (aquecidos à frente), teto de abrir panorâmico, abertura elétrica da tampa da bagageira, carregador indutivo para smartphone e câmara traseira de auxílio ao parqueamento –, e de segurança: cruise control adaptativo, assistente ativo de manutenção na faixa de rodagem e de ângulo morto ou ainda estacionamento inteligente com travagem autónoma que, além de alertar (e travar) para a presença de veículos a passar na traseira, à saída de um estacionamento, trava automaticamente a carrinha Toyota em situação de manobra de parqueamento entre dois veículos, evitando assim os (habituais…) pequenos toques!

E, desta vez, o híbrido a gasolina vence o automóvel com motor Diesel. O Corolla TS 2.0 Hybrid, bastante mais potente, destaca-se pelas prestações, batendo de forma clara o Renault Mégane ST em aceleração e retomas, e ainda pelos consumos frugais. No desempenho dinâmico, o carro francês é mais convincente (o Toyota é um pouco melhor em matéria de conforto) e acaba por equilibrar a contenda. No entanto, ao avaliarmos as volumetrias das bagageiras, as garantias e ainda as dotações de equipamento, o automóvel japonês ganha vantagem. Todavia, este desfecho ajuda a esclarecer as dúvidas sobre as motorizações, mas não as dissipa.

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Ficha Técnica

Características

RENAULT MÉGANE

ST Blue DCI 150 EDC

TOYOTA COROLLA

TS 2.0 Hybrid Luxury

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha 4 cilindros+motor elétrico
Capacidade 1749 cc 1987 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler Inj. direta e indireta
Distribuição 2 a.c.c./16v 2 a.c.c./16 v
Potência 150 cv/4000 rpm -
Binário 340 Nm/1750 rpm -
Motor elétrico
Tipo - -
Potência - -
Binário - -
Bateria - -
Capacidade da bateria - -
Módulo Híbrido
Potência - 180 cv
Binário - 190 Nm (202 Nm motor elétr.)
Transmissão
Tração Dianteira Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 6 velocidades Automática do tipo e-CVT
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção Ind., duplos triângulos
Travões F/T Discos ventilados/Discos Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,4 m Elétrica/11,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,626/1,814/1,449 m 4,650/1,790/1,435 m
Distância entre eixos 2,712 m 2,7 m
Mala 521-1695 litros 598 litros
Depósito de combustível 50 litros 43 litros
Pneus F 7jx18-225/40 R18 225/40 R18
Pneus T 7jx18-225/40 R18 225/40 R18
Peso 1533 kg 1445 kg
Relação peso/potência 10,22 kg/cv 8 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 205 km/h 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,5 s 8,1 s
Consumo médio 5,7 l/100 km 3,9 l/100 km
Emissões de CO2 150 g/km 89 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 5 anos ou 100.000 km 7 anos ou 160.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km 15000 km
Imposto de circulação (IUC) 181,25 € 204,21 €

Medições

RENAULT

Acelerações
0-50 km/h 3,7 s
0-100 / 130 km/h 10,4 s
0-400 / 0-1000 m 17,4 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,3 s
60-100 km/h (D) 5,7 s
80-120 km/h (D) 7,2 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36/8,8 m
Consumos
Consumo médio 6,1 l/100km
Autonomia 819 km

Medições

TOYOTA

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 8,4/13,1 s
0-400 / 0-1000 m 16,1/29 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4 s
60-100 km/h (D) 4,6 s
80-120 km/h (D) 5,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 37,7/9,5 m
Consumos
Consumo médio 5,6 l/100km
Autonomia 767 km