Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square

Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD vs Toyota RAV4 2.5 Hybrid Square

Nova tendência

CONFRONTO

Por João Ouro 15:30

Fotos: Gonçalo Martins

A tendência para os automóveis híbridos tem vindo a crescer, tendo em conta até a narrativa ecológica que está em cima da mesa e a transição energética que se prevê. Em certas marcas, como a Toyota, essa perspetiva não é novidade e as propostas concretas (leia-se modelos!) já têm alguns anos. Agora, com a 5.ª geração do RAV4 (a 1.ª remonta a 1994, tendo até inaugurado o auspicioso segmento dos SUV), o construtor japonês evidencia a importância desse tipo de propulsão e fez progredir o modelo em toda a linha, quer na adoção da nova plataforma TNGA-K (mais 3 cm entre eixos do que antes e com baterias colocadas sob o banco traseiro, sem retirar espaço à mala), quer com o recurso a outras suspensões mais evoluídas e à mecânica derivada do recente Prius. Tudo devidamente calculado!

A estética também parece ter melhorado, à semelhança doutros Toyota contemporâneos (como o C-HR, por exemplo) e regressando às origens do formato de 1994, sendo também possível aceder a variantes 4x4 com motor elétrico adicional no eixo posterior (nesse caso com a potência total de 222 cv).

No RAV4 em exame (versão Square), a conceção recorre apenas a unidade elétrica montada à frente (88 kW) e ao motor de 2.5 litros a gasolina com 178 cv. O resultado combinado atinge 218 cv, acima do valor que é anunciado para o adversário CR-V Hybrid, razão pela qual as performances também são melhores. Já lá iremos!

Antes disso, importa referir que na Honda é mesmo a 1.ª vez que a marca propõe um modelo SUV com este género de motorização na Europa, estreia que pertence então por inteiro à sexta geração do CR-V, associando motores elétricos a bloco 2.0 i-VTEC de 145 cv, logrando alcançar a potência agregada de 184 cv (34 cv a menos do que no Toyota).

Ambas as conceções são parecidas e há alguns aspetos muito equivalentes, num mimetismo que se estende também aos vários parâmetros principais, como sejam as acelerações e as retomas de velocidade, além das emissões (C02) e consumo médio.

Se nas prestações, o RAV4 consegue superiorizar-se, o CR-V até reclama uma eficiência mais acentuada (vários graus de regeneração accionados pelas teclas no volante...) através do sistema Multi Mode Drive (i-MMD), sendo possível apontar média de consumo por volta de 5 a 5,2 l/100 km, sem preocupações, enquanto no Toyota esse registo se coloca num intervalo com valores de 5,4 a 5,7 l/100 km. Pouca diferença!

Em qualquer dos casos, graças aos modos de condução ECO e EV (este último puramente elétrico; mais extenso até no CR-V, e no máximo até 2 km), também é possível obter resultados inferiores, entre 4,4 e 4,8 l/100 km, o que chega a ser (muito) surpreendente tendo em conta os formatos e os pesos em causa. O baixo ruído dos agregados mecânicos (melhor no CR-V) e a tranquilidade com que estes SUV se movem são atributos a reportar, em especial nas manobras de parque e a baixa velocidade, embora as caixas e-CVT (tipo variação contínua) não contribuam assim tanto para esse desígnio, nomeadamente quando é pedida outra rapidez. O funcionamento da do Toyota até exibe menos esforço (mais suave do que noutros automóveis da marca...) e é mais agradável de utilizar, uma vez que a do Honda exibe mais ruído e reações bruscas nas acelerações repentinas. É mesmo preciso contar com isso para não defraudar as expetativas, mas também é possível aprender a gerir esse feitio através de uma condução por antecipação..., mais calculista, sem prejuízo das capacidades mecânicas, e sem interromper a suavidade e o silêncio que persistem nas velocidades estabilizadas. A insonorização do CR-V parece ser menos beliscada, elogiando-se o ótimo isolamento acústico, e isto apesar da grande dimensão do habitáculo, mais amplo até do que no caso do adversário, em especial na distância atrás para as pernas dos passageiros, a que se junta uma funcionalidade elevada. Familiar, sem dúvida!

Maior estranheza para a existência de um zumbido (fluxo de ar) que se escuta a partir da saída de ventilação encaixada no encosto traseiro à direita, que serve para arrefecer o módulo/pack das baterias, que se encontra debaixo dos bancos e da carroçaria.

Grande conforto, dinâmica eficaz

Talvez se pudessem levantar suspeitas acerca da capacidade dinâmica dos SUV em teste, tendo em conta o tipo de estrutura, dimensões e pesos. Mas, de facto, a avaliação é positiva para ambos, apesar da velocidade máxima estar restringida aos 180 km/h. Quase normativo nos automóveis híbridos!

Com pneus Bridgestone Dueler (medidas 235/60 R18), o conforto projetado pelo amortecimento do CR-V está um bocadinho acima do que acontece no adversário da Toyota (recurso a Dunlop Grand Trek 225/60 R18), em especial nos pavimentos irregulares, ao mesmo tempo que os ruídos aerodinâmicos e de estrada do RAV4 também não são tão atenuados (Cx de 0,32).

No que se refere ao comportamento, o chassis/plataforma do RAV4 impõe outra atitude, que se percebe nas reações mais precisas a curvar, desdobrando-se a condução pelos modos ECO, Normal e Sport, este último mais assertivo, sendo igualmente permitido trocas sequenciais/manuais das relações no seletor da caixa. Já no CR-V, não existe essa hipótese e apenas se selecionam os modos Drive (D), marcha-atrás (R), N (neutro) e P (Park) através de teclas diretas. A resposta da mecânica e da e-CVT também é modificada pelos programas ECON, Sport e EV, embora sem demasiada diferença por parte do modo desportivo.

Em qualquer dos casos, a qualidade da condução progrediu face às anteriores gerações, embora a envolvência suscitada pelo RAV4 esteja num patamar acima, algo que se entende na menor oscilação da carroçaria em curva e nas reações neutrais nas travagens bruscas. Mesmo que a distância aferida a partir de 100 km/h até a imobilização total seja superior (39,3 m contra 38,4 m do CR-V), a frente afunda menos nessas circunstâncias, sem se refletir tanto a altura e o peso, num maior equilíbrio de massas e centro de gravidade inferior.

Em matéria de equipamentos há uma vantagem ligeira da versão Square da Toyota face à Lifestyle da Honda, mas ambas estão bem equipadas, sendo possível destacar a qualidade geral dos forros e o rigor das montagens. Quanto às garantias, a Honda propõe agora 7 anos com quilometragem ilimitada. 

Este despique híbrido é resolvido em pequenos pormenores e a pontuação final acaba por ficar muito próxima. Há alguns parâmetros que são favoráveis ao novo CR-V, tais como a habitabilidade, em especial atrás, além da melhor insonorização a bordo e o conforto da suspensão, logrando atingir ainda um consumo médio inferior, embora a diferença seja muito curta. Por sua vez, o RAV4 tem melhor dinâmica e prestações mais rápidas (34 cv adicionais), ao mesmo tempo que a caixa e-CVT não exibe reações tão bruscas. Feitas as contas, a vitória sorri ao Toyota...

Ler Mais

Ficha Técnica

Características

HONDA CR-V

Hybrid 2.0 i-MMD 2WD CVT

TOYOTA RAV4

2.5 Hybrid Square

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros+motor elétrico 4 cilindros em linha
Capacidade 1993 cc 2487 cc
Alimentação Inj. direta/indireta, Atkinson Injeção direta
Distribuição 2 a.c.c./16v 2 a.c.c./16v
Potência - 178 Nm/5700 rpm
Binário - 221 Nm/3600-5200 rpm
Motor elétrico
Tipo - -
Potência - 120 cv
Binário - 202 Nm
Bateria - Hidretos metálicos de níquel
Capacidade da bateria - -
Módulo Híbrido
Potência 145 cv/6200 rpm (184 cv) 218 cv
Binário 145 cv/6200 rpm (184 cv) -
Transmissão
Tração Dianteira (FWD) Dianteira
Caixa de velocidades Automática, CVT, relação fixa Automática, direta, do tipo ECVT
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. McPherson
Suspensão T Ind. Multibraços Duplos triângulos
Travões F/T Discos ventilados/Discos Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11 m Elétrica/11 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,600/1,855/1,679 m 4,600/1,855/1,685 m
Distância entre eixos 2,6 m 2,69 m
Mala 497 - 1697 litros 580-1690 litros
Depósito de combustível 57 litros 55 litros
Pneus F 7,5jx18 - 235/60 R18 225/60 R18
Pneus T 7,5jx18 - 235/60 R18 225/60 R18
Peso 1657 kg 1750 kg
Relação peso/potência 9 kg/cv -
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 8,8 s 5,4 s
Consumo médio 5,3 l/100 km 5,6 l/100 km
Emissões de CO2 120 g/km 128 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 3 anos ou 100.000 km 5 anos ou 150.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km 15000 km
Imposto de circulação (IUC) 204,21 € 204,21 €

Medições

HONDA

Acelerações
0-50 km/h 3,1 s
0-100 / 130 km/h 8,4 s
0-400 / 0-1000 m 16,3 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 3,9 s
60-100 km/h (D) 4,8 s
80-120 km/h (D) 6,8 s
Travagem
100-0/50-0km/h 38,4 / 9,3 m
Consumos
Consumo médio 5,2 l/100km
Autonomia 1096 km

Medições

TOYOTA

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 8,2 s
0-400 / 0-1000 m 16 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 3,5 s
60-100 km/h (D) 4,4 s
80-120 km/h (D) 5,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 39,3/9,5 m
Consumos
Consumo médio 5,6 l/100km
Autonomia 982 km