Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Ecrã posicionado bem acima do tablier para maior segurança na utilização e visualização do sistema multimédia Go Plus (1191 €) Toyota C-HR 1.8 Hybrid No C-HR, a mesma solução de variação contínua (CVT) que a Toyota utiliza nas motorizações híbridas Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Posição de condução correta em banco muito cómodo Os estofos em pele estão incluídos no Pack Luxury; os lugares laterais são acolhedores, mas o central é (uma vez mais...) incómodo Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Nos consumos, vantagem para a proposta híbrida Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid Toyota C-HR 1.8 Hybrid BMW X2 sDrive16d Qualidade de construção ‘acima de suspeita’ e muitos... opcionais BMW X2 sDrive16d Bancos dianteiros desportivos M; conforto e suporte do corpo exemplares Bancos revestidos a Alcantara enfatizam estatuto ‘premium’; lugares traseiros cómodos, excetuando o do meio, com o desconforto ‘habitual’ BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d A versão de entrada a gasóleo do X2 inclui botão experiência de condução da BMW, com três modos: Sport, Comfort e Eco Pro Transmissão automática Steptronic no X2, de conversor de binário com sete velocidades BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d X2 mais rápido em aceleração, mas mais lento a recuperar BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d BMW X2 sDrive16d

Toyota C-HR 1.8 Hybrid vs BMW X2 sDrive16d

Afinal, o Diesel acaba ou não?

CONFRONTO

Por João da Silva 18:55

Fotos: Gonçalo Martins

As vendas das versões Diesel em Portugal estão a baixar drasticamente, havendo cada vez maior preferência pelos motores a gasolina. Verifica-se, ainda, um crescimento nas vendas dos veículos elétricos, mas a verdade é que a sua representatividade é pequena, pois há muita gente que ainda não acredita na rede de carregamento/autonomia dos veículos de zero emissões. Paralelamente, os híbridos, proposta ambientalmente mais correta e (para já) mais racional que os elétricos, estão a ter mais procura.

Posto isto, colocámos frente a frente dois SUV compactos (exemplares da categoria mais vendida na europa), BMW X2 e Toyota C-HR, respetivamente em versões a gasóleo e híbrida a gasolina. No primeiro caso, trata-se da versão de entrada na gama Diesel do X2, o sDrive16d, que utiliza motor de 3 cilindros em linha com 116 cv e 270 Nm, aqui acoplado a transmissão automática com conversor de binário e 7 velocidades. Do outro lado da barricada, C-HR que utiliza a base da 4.ª geração do Prius e a mesma propulsão 1.8 HSD: 4 cilindros a gasolina de 98 cv apoiado por motor elétrico de 53 kW/72 cv alimentado por bateria de 1,3 kWh, e o primeiro associado a transmissão de variação contínua (CVT) que, refira-se, não é fantástica na suavidade e na rapidez. Em aceleração mais forte, o ruído do 1.8 torna-se muito elevado, prejudicando o conforto auditivo de tal forma que, nessas situações, nem a boa insonorização do habitáculo o filtra satisfatoriamente. Teoricamente, é possível conduzir o C-HR em modo estritamente elétrico até aos 58 km/h, isto desde que haja carga nas baterias (regeneração a partir das travagens e desacelerações), mas isso raramente acontece, a não ser no pára-arranca ou em manobras de estacionamento. Contudo, apesar do funcionamento puramente elétrico ser muito reduzido, a solução híbrida contribui para obter consumos bastante frugais, como o prova a média de 5,6 litros a cada 100 quilómetros que apurámos, apenas mais 1,7 l/100 km do que o valor anunciado. Ora, isto quer dizer que com um depósito de gasolina (43 litros) é possível percorrer cerca de 800 quilómetros – variável tendo em conta o modo de condução escolhido, sendo que há modo Sport para maiores correrias –, que custam, tendo em conta o preço médio da gasolina sem chumbo 95, à volta de 70 €.

No caso do X2 sDrive16d, os consumos também não são um problema, como se percebe pela média de 5,7 l/100 km, garantia de quase 900 quilómetros de autonomia com um depósito de 51 litros que custa cerca de 74 € a encher de gasóleo simples. Contas feitas, pagamos mais 4 € para encher o depósito do BMW, mas fazemos mais 100 quilómetros. A diferença não é assim tão relevante, pois tudo depende do tipo de condução, bem como das variações no preço dos combustíveis, que aproximam cada vez mais o gasóleo da gasolina...

No que se refere às prestações, vantagem do X2 nas acelerações, que vence, e com vantagem significativa, todos os parâmetros analisados. Contudo, nas retomas, o C-HR dá-lhe o troco, mostrando-se mais despachado em dois dos registos (40-80 km/h e 80-120 km/h), enquanto o BMW vence no 60-100 km/h. É também o modelo alemão que leva a melhor na avaliação à velocidade máxima, com 192 km/h contra 170 do Toyota.

Este melhor desempenho global do X2 nas prestações encontra paralelo no comportamento, com o carro bávaro a fazer jus aos pergaminhos dinâmicos da marca alemã, oferecendo uma condução fluida em qualquer percurso, sobressaindo a forma eficaz como lida com as viragens, sendo contidas as oscilações da carroçaria mesmo quando há curvas e contracurvas para negociar. Não desgostámos de conduzir o C-HR, muito pelo contrário. A diferença na dinâmica face ao BMW tem a ver com a competência do alemão e não com demérito do automóvel japonês. O crossover da Toyota tem direção leve que facilita as manobras em locais apertados e é giro de guiar em zonas sinuosas, embora não tenha a eficácia do X2. Conhecemos este produto e podemos ainda acrescentar que é bom o compromisso entre dinâmica e conforto, ainda que as jantes de 18’’ da unidade que testámos a tornassem mais sensível a irregularidades do piso, bem como a outros obstáculos no percurso. De defeito igual padece este X2, cujas jantes de 19’’ impedem que avaliemos em rigor os níveis de conforto. 

Nesta batalha entre Diesel e híbrido a gasolina, vence... o Diesel! Mas não se empolguem já os defensores do gasóleo, nem deprimam os fãs dos híbridos, pois não foi só pela mecânica que o carro alemão ganhou, mas também pelo maior equilíbrio geral: é mais espaçoso e tem mala maior, é mais dinâmico e tem mais qualidade. O C-HR leva vantagem nos consumos, no preço e no equipamento, mas falha decisivamente na volumetria da bagageira e na versatilidade.

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Ficha Técnica

Características

BMW X2

sDRIVE16d

TOYOTA C-HR

1.8 HYBRID EXCLUSIVE + PACK LUXURY

Motor térmico
Arquitetura 3 cilindros em linha 4 cilindros+motor elétrico
Capacidade 1496 cc 1798 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler Inj. direta e indireta
Distribuição 2 a.c.c./12v 2 a.c.c./16v
Potência 116 cv/4000 rpm 122 cv/5200 rpm
Binário 270 Nm/1750-2500 rpm 142 Nm/3600 rpm
Motor elétrico
Tipo - -
Potência - -
Binário - -
Bateria - -
Capacidade da bateria - -
Módulo Híbrido
Potência - -
Binário - -
Transmissão
Tração Dianteira Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades Automática, variação contínua
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. McPherson
Suspensão T Ind. multibraços Ind. triângulos duplos
Travões F/T Discos ventilados Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11,3 m Elétrica/10,4 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,360/1,824/1,526 m 4,360/1,795/1,555 m
Distância entre eixos 2,76 m 2,64 m
Mala 470-1355 litros 372-377 litros
Depósito de combustível 51 litros 43 litros
Pneus F 8,5jx19 - 225/45 R19 8jx18 - 225/50 R18
Pneus T 8,5jx19 - 225/45 R19 8jx18 - 225/50 R18
Peso 1475 kg 1535 kg
Relação peso/potência 9,8 kg/cv 12,6 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 192 km/h 170 km/h
Acel. 0-100 km/h 11,5 s 11 s
Consumo médio 4,3 l/100 km 3,8 l/100 km
Emissões de CO2 127 g/km 86 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km 5 anos ou 150.000 km
Pintura/Corrosão 3/12 anos 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km 15000 km
Imposto de circulação (IUC) 146,79 € 204,21 €

Medições

BMW

Acelerações
0-50 km/h 3,5 s
0-100 / 130 km/h 10,7 s
0-400 / 0-1000 m 17,6 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 5,4 s
60-100 km/h (D) 6,5 s
80-120 km/h (D) 8,8 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35,9/9,2 m
Consumos
Consumo médio 5,7 l/100km
Autonomia 894 km

Medições

TOYOTA

Acelerações
0-50 km/h 3,9 s
0-100 / 130 km/h 11.5 s
0-400 / 0-1000 m 19,1 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 5,1 s
60-100 km/h (D) 6,7 s
80-120 km/h (D) 8,5 s
Travagem
100-0/50-0km/h 39/9,1 m
Consumos
Consumo médio 5,2 l/100km
Autonomia 827 km