Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Mala do Focus ganhou 12 litros, para 375 O interior do Focus foi extensamente modernizado no ‘design’, embora menos na qualidade dos materiais, em que continua entre a mediania da classe, neste caso, alinhado pela do Peugeot 308 Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Modos de condução no Focus têm escassa ‘influência’ Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Novo posicionamento do ecrã tátil e comandos do áudio Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Posição discutível do botão de ‘ignição’ Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium O Focus evoluiu sobremaneira na habitabilidade, principalmente no espaço para as pernas 308 dispõe ainda da primeira versão do iCockpit, conceção de painel de bordo e volante da Peugeot e que, entretanto, já evoluiu Com modo Sport, exibem-se informações desportivas Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure A bagageira do Peuegot oferece mais 45 litros Ecrã central do Peugeot tem boa resolução de imagem Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 está ‘acima’ no conforto e na bagageira Peugeot 308 1.2 Puretech Allure Peugeot 308 1.2 Puretech Allure No 308, a habitabilidade posterior é inferior à do Ford

Ford Focus 1.0 Ecoboost Titanium vs Peugeot 308 1.2 Puretech Allure

Novo Focus vai ‘mexer’?

CONFRONTO

Por Ricardo Jorge Costa 25-12-2018 17:30

Fotos: Gonçalo Martins

Expectativa satisfeita com a confirmação em teste do mérito da Ford na passagem para a quarta geração do Focus, impunha-se primeiro exame comparativo com os concorrentes do seu segmento. A escolha recaiu no Peugeot 308, um dos modelos mais populares e competentes, na geração atual de finais de 2013, uma antiguidade na classe importante, apesar de renovação ligeira em 2017. Automóvel novo e a outro que se deve considerar, digamos, maduro, no que veremos se acusando o peso da idade numa indústria em permanente evolução.

O Focus anterior saiu de cena ainda na quase plenitude da sua competitividade, como poucos na categoria. A longevidade do chassis preserva-lhe o bom compromisso – um dos melhores – entre dinâmica e conforto de rolamento, a direção exemplar na precisão e no doseamento da assistência e os travões eficazes. Não era exigente, portanto, a missão da Ford, bastando, segundo o jargão, evoluir na continuidade.

Todavia, a marca norte-americana solidamente baseada na Europa pretendeu ir mais além do que seria mais fácil na componente estrutural do Focus e desenvolveu-lhe uma nova plataforma. Parecerá contrassenso, dispêndio de meios, no mínimo, mas foi uma tarefa imperativa para cariz economicista e permitindo a abertura a sinergias na gama, o primeiro através da supressão de peso essencialmente, e não tanto com o objetivo de otimizar o dinamismo ou a sofisticação técnica do carro. Esta última, muito menos, sabendo-se que as versões com motor menos potente do Focus passam a eixo posterior com barra de torção, quando antes o tinham independente e multibraços, arquitetura que agora é reserva dos Focus mais potentes. Como compensação, propõe-se sistema de molas de vectorização da força (conhecemo-lo do Fiesta ST), com ganhos na inserção em curva mais incisiva e precisa. A estrutura do novo Focus beneficia de um aumento de 20% na rigidez torsional, da redução entre 40 a 88 kg no peso e do apuro da aerodinâmica, o que está na origem de consumos mais reduzidos, uma vez que os motores não foram intervencionados, porque o dispensavam, principalmente o evoluído bloco 1.0 de 3 cilindros turbo, a gasolina.

Por isso, o Focus ainda melhorou o seu dinamismo, reforçando o estatuto de referência. Uma dor de cabeça para a maioria da concorrência, Peugeot 308 incluído. Não que o compacto francês desaponte nesta característica importante para o desempenho geral do veículo e o agrado na sua condução, mas porque o Focus faz melhor, ponto. O 308 é mais filtrado, em tudo, com influência direta do feedback com o condutor, o que, em contraponto, confere-lhe uma superioridade relevante para quem a privilegie: na suavidade do amortecimento, logo mais confortável, principalmente quando o piso não é bastante irregular e impõe trabalho aturado à suspensão. Aí, o Ford continua a revelar-se mais consistente na absorção dos ressaltos da estrada.

Maior equilíbrio encontramos nas prestações dos motores. Um duelo de membros destacados das consagradas famílias EcoBoost, da Ford, e Puretech, da Peugeot. Na mecânica, tal como nas performances e no consumo, há poucas diferenças. Ambas a gasolina, de 3 cilindros e com turbo, dissemelhantes apenas na cilindrada: 1.0 EcoBoost, 1.2 Puretech. Em resultado, 125 cv contra 130, respetivamente, e ambos com transmissão manual de seis velocidades, destacando-se a do Focus por ser primor de precisão e suavidade de engrenagem. Logo, (ligeiramente) melhor. Em ambos, conte-se com gastos de combustível em redor dos 7 l/100 km, sem rigores de poupança.

A silhueta berlina do Focus manteve os contornos tradicionais e só com fita métrica se afere o aumento de 1,8 cm do seu comprimento total, ou tão pouco os significativos mais 5,3 cm da distância entre eixos. Resultado: rodas puxadas aos extremos da carroçaria, em que se repercute a ampliação do espaço no interior, no habitáculo e na bagageira. Nos lugares de trás, aplaude-se a extensão de todas as cotas, com relevância para o comprimento (ao nível das pernas), para 72 cm (+4 cm), e a largura, porta a porta, para 138 cm (+8 cm). Na altura apenas houve um discreto crescimento de 2 cm, mas que foi o suficiente para o Focus passar a acomodar passageiros acima dos 1,85 metros sem rasparem a cabeça no tejadilho. O aumento da volumetria geral do habitáculo do Focus eleva-o a posição cimeira no segmento, onde não está o Peugeot 308, mais exíguo, no banco de trás e na mais importante medida, para as pernas (-5 cm), apesar de ligeiramente mais largo (+3 cm) e de ter a mesma altura (93 cm) ao teto. A berlina francesa vinga-se na capacidade da bagageira, que é superior, em 45 litros, à do rival americano, num total de 420, e apesar deste ter ganho 12 à do modelo antecessor, para 375, digamos, mais familiares.

Ainda no interior, regista-se a renovação completa do painel de bordo do Focus, numa lógica de simplificação do design com a redução dos comandos físicos (tipo botões) em privilégio do digital e tátil. Uma cruzada que o 308 encetou logo na sua origem, com a estreia do famigerado e (discutido) iCockpit, conceito de painel de bordo em que os instrumentos estão sobre o tablier e (supostamente) acima do volante compacto. Todavia, nesta 1.ª geração, o agregado de componente não tem vantagem consensual, o que o sucessor (nos modelos 3008/5008 e 508) é superior.

No novo Focus, instrumentação, tablier e consola foram revistos no design, mas deveriam tê-lo sido, com maior empenho, na qualidade dos materiais, no que é das poucas coisas em que o Focus permanece abaixo das referências da classe, de que também se exclui o 308, embora este com a desculpa da antiguidade. De resto, o Peugeot sobressai por ter ecrã central do infoentretenimento integrado no tablier, enquanto o Ford instala-o sobre este, com menor ergonomia e harmonia estética.

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Ficha Técnica

Características

FORD FOCUS

1.0 Ecoboost

PEUGEOT 308

1.2 Puretech Allure

Motor
Arquitetura 3 cilindros em linha 3 cilindros em linha
Capacidade 999 cc 1199 cc
Alimentação Injeção direta, turbo, intercooler Injeção direta, turbo, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./12v 2 a.c.c./12v
Potência 125 cv/6000 rpm 130 cv/5500 rpm
Binário 170 Nm/1400-4500 rpm 230 Nm/1750 rpm
Transmissão
Tração Dianteira Dianteira
Caixa de velocidades Manual de 6 velocidades Manual de 6 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson Ind. Pseudo McPherson
Suspensão T Eixo de torção Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11 m Elétrica/10,4 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,378/1,825/1,452 m 4,253/1,804/1,457 m
Distância entre eixos 2,7 m 2,62 m
Mala 375 - 1354 litros 420-1228 litros
Depósito de combustível 52 litros 53 litros
Pneus F 6,5jx16-205/60 R16 7jx17 - 225/45 R17
Pneus T 6,5jx16-205/60 R16 7jx17 - 225/45 R17
Peso 1322 kg 1280 kg
Relação peso/potência 10,5 kg/cv 9,8 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 200 km/h 210 km/h
Acel. 0-100 km/h 10 s 9,1 s
Consumo médio 4,8 l/100 km 5,2 l/100 km
Emissões de CO2 108 g/km 119 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite km 2 anos sem limite km
Pintura/Corrosão 3/12 anos 3/12 anos
Intervalos entre revisões 30000 km 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 101,5 € 101,5 €

Medições

FORD

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 11,1 s
0-400 / 0-1000 m 17,5/31,8 s
Recuperações
40-80 km/h 3.ª 5,6/8,6 s
60-100 km/h 3.ª/4.ª/5.ª 6,1/8,6/11,2 s
80-120 km/h 4.ª/5.ª/6.ª 12,9/14,2 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35/8,8 m
Consumos
Consumo médio 7 l/100km
Autonomia 743 km

Medições

PEUGEOT

Acelerações
0-50 km/h 3,2 s
0-100 / 130 km/h 9,7 s
0-400 / 0-1000 m 16,9 s
Recuperações
40-80 km/h 3.ª 5,4 s
60-100 km/h 3.ª/4.ª/5.ª 5,4/8,1/10,6 s
80-120 km/h 4.ª/5.ª/6.ª 11,5/15,5 s
Travagem
100-0/50-0km/h 35/9 m
Consumos
Consumo médio 7,3 l/100km
Autonomia 726 km