508 PSE: Guiámos o Peugeot mais potente de sempre

Com 360 cv, o Peugeot 508 PSE chega aos concessionários a partir de 15 de maio, com preços de 68.795 € (berlina) e 70.295 € (SW). Primeiras impressões de condução.

Apresentação

Por Paulo Sérgio Cardoso 05-05-2021 10:36

A história da Peugeot surge de mão dada com a competição. Sabia, por exemplo, que foi a marca francesa a vencedora da primeira corrida de automóveis cronometrada do mundo, em 1895? Mais presente estarão, certamente, os sucessos da marca nas provas de resistência, com modelos híbridos (caso do 908), tecnologia que serve agora para impulsionar a carreira de uma nova família de automóveis desportivos, acompanhada da sigla PSE, de Peugeot Sport Engineered.

O 508 é o primeiro elemento de gama que abre horizontes de como serão os futuros desportivos da marca: assentes na eletrificação, com elevadas performances, baixas emissões e sensações muito próprias.

O novo Peugeot 508 PSE, disponível nas carroçarias berlina e SW, é um desportivo de tecnologia híbrida Plug-In, que à semelhança de outros modelos da marca, combina motor 1.6 turbo a gasolina de 200 cv com dois motores elétricos (um por eixo, com 110 cv à frente e 113 cv atrás), mas numa configuração de elevado rendimento: os 360 cv e 520 Nm fazem deste o Peugeot de série mais potente de sempre! Os motores elétricos são alimentados por uma bateria de iões de lítio de 11,8 kW, colocada sob o banco traseiro, por isso em nada interferindo com a habitabilidade ou bagageira.

A Peugeot anuncia autonomia média elétrica de 46 km e consumo de 2 l/100 km (nos primeiros 100 km efetuados com uma carga completa da bateria, o que corresponde a 46 g/km de emissões de CO2), mas também performances fulminantes, caso de 0-100 km/h em apenas 5,2 segundos, quilómetro de arranque percorrido em 24,5 segundos e 250 km/h de velocidade máxima (limitada).

No apuro da forma desportiva, a carroçaria do 508 PSE surge rebaixada 10 mm à frente e 1 mm atrás, de vias alargadas em 24 mm no eixo dianteiro e 12 mm na traseira, sistema de travagem com discos dianteiros de 380 mm de diâmetro e ligações ao solo a cargo de pneus Michelin Pilot Sport 4, na medida 235/35 R20. A suspensão tem amortecimento variável e as sensações ao volante podem ser moduladas através dos cinco modos de condução: Electric, Hybrid, Confort, Sport e 4WD. Os 360 cv/520 Nm estão disponíveis apenas no modo de condução Sport.

Visual “Kryptonite”

O verde Kryptonite foi o tom escolhido para diferenciar a “produção artística” da PSE, presente no efeito de “três garras” que decoram o volante e que surgem na lateral da carroçaria, atrás. As pinças de travão, as costuras nos bancos (excelentes, em Alcantara e pele) e os motivos principais da instrumentação digital surgem também neste tom de verde. A carroçaria conta ainda com outros elementos que caracterizam a versão, caso da grelha, lâminas aerodinâmicas junto das cavas de roda, saídas de escape ou defletor traseiro.

Sendo uma versão apontada ao topo da gama 508, o PSE tem apenas como opcionais o teto de abrir e o sistema de carregamento a 7,4 kW (de série, carregador de bordo de 3,7 kW): ajustes elétricos dos bancos, navegação, night vision ou sistema de som Focal são apenas alguns dos exemplos mais requintados incluídos de série. A bateria conta com 8 anos ou 160.000 km de garantia (para 70%), com documento de certificação da capacidade (útil, por exemplo, em caso de venda a um novo proprietário).

Esta nova forma criada pela Peugeot para recriação de modelo desportivo, com os préstimos de potência e eficiência da tecnologia PHEV, fazem deste 508 PSE um rápido mas pouco emotivo desportivo. Vale-se da forma instantânea com que a potência elétrica é debitada e da conjugação da mesma com o motor térmico para permitir ritmos (muito!) despachados e vivos, sempre acompanhados por excelente motricidade, muito conforto e serenidade rolante. Mas falta ao 508 PSE a capacidade de envolver o condutor com a estrada, quer seja devido à direção muito leve, quer ainda à transmissão, automática de 8 velocidades, sem ímpeto nas trocas e sem modo manual – existem patilhas no volante, mas nunca entregando ao condutor o total domínio da situação. Infelizmente, a Peugeot não trabalhou a sonoridade do motor ou de escape...

Ou seja, este primeiro contacto dinâmico serviu para aferir a essência de berlina requintada e despachada, confortável e bem equipada, serena e versátil, servindo-se dos cada vez mais obrigatórios préstimos da eletrificação para alcançar quer elevados níveis de eficiência, que respeitáveis performances.

Os 46 km de autonomia elétrica homologada não permitem ao 508 PSE usufruir, em Portugal, da redução de ISV nem encaixe nas taxas de inferior tributação autónoma, mas o importador nacional apresenta, para empresas, preços inferiores a 50 mil euros (sem IVA), de forma a permitir a dedução do mesmo.

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