Mercedes-Benz S 580 e

Recordista na autonomia

Apresentação

Por José Caetano 17-02-2021 07:00

Na Mercedes-Benz, na antecâmara do lançamento da 7.ª geração do Classe S, anúncio de versão híbrida Plug-In para posicionar acima dos dois 6 cilindros a gasolina (450 de 367 cv e 500 de 435 cv) e dos dois 6 cilindros a gasóleo (350 d de 367 cv e 400 d de 330 cv). O 580 e com 510 cv percorre 103 km apenas com a máquina elétrica!

O Classe S 500 Plug-In Hybrid apresentado em 2014 acelerou o plano de eletrificação da Mercedes-Benz. Há seis anos, na berlina de luxo, pela primeira vez na marca da estrela, sistema híbrido com recarga externa das baterias, que combinava uma mecânica de 6 cilindros e 3 litros a gasolina (333 cv, 480 Nm) com um motor elétrico (85 kW, 340 Nm) alimentado por um acumulador de energia, de iões de lítio, com 8,7 kWh de capacidade. Então, prometiam-se 2,8 l/100 km (65 g/km de CO2), com o consumo médio a depender da utilização integral dos 33 km de autonomia do modo de condução elétrico do topo de gama com 442 cv e 650 Nm – performances: 0-100 km/h em 5,2 s, velocidade máxima de 250 km/h.


Entre 2014 e 2020, na indústria automóvel, mudanças quase da noite para o dia, empurradas pela imposição de normas de proteção do ambiente cada vez mais restritivas que obrigaram a privilegiar eletrificação implementada em paralelo com a digitalização. Por exemplo, no consórcio Daimler, no quinquénio 2021-2025, investimentos de mais de 70.000 milhões de euros no desenvolvimento (veloz) das duas tecnologias. No imediato, no S 580 e, a proprietária da Mercedes- Benz estreia a 4.ª geração do sistema PHEV, explicou-nos o responsável do programa, Matthias Klöpfer.

Na berlina de luxo, de acordo com o mesmo especialista, combina-se o 6 cilindros com 3 litros (367 cv, 500 Nm) da versão 450 4Matic da 7.ª geração do Classe S com máquina elétrica (150 cv, 440 Nm) alimentada por uma bateria de iões de lítio com 28,6 kWh de capacidade (utilizam-se apenas 21,5 kWh). E este motor, prossegue Klöpfer, apresenta- se instalado entre a mecânica térmica e a caixa automática 9G-Tronic de 9 velocidades. O 580 e com 510 cv e 750 Nm tem velocidade limitada eletronicamente a 250 km/h. Acelerando com moderação, devido à capacidade excecional de sistema muito moderno tanto no hardware como no software, atingem-se 140 km/h de velocidade máxima com o motor térmico parado.

Mas, no caso do 580 e, autonomia (ainda) mais importante do que as performances. Na edição precedente do Classe S, a versão 560 e (476 cv) com bateria de 13,5 kWh percorria até 45 km de forma elétrica. No automóvel novo, otimizando-se todos os componentes do sistema e aumentando a capacidade da bateria, muitos mais quilómetros de condução rápida e suave, sempre em silêncio e sem emissões de gases de escape: 81 a 103 km, de acordo com o protocolo de homologação WLTP! Esta autonomia recorde explica os consumos médios baixíssimos reivindicados pelo fabricante: 0,8 a 1,3 l/100 km (CO2: 18 a 30g/km). Este PHEV vender-se-á apenas a partir do verão, antecipando-se o anúncio dos preços das duas carroçarias para o início do 2.º semestre.

Nos PHEV, como nos automóveis elétricos, recarregamentos das baterias superimportantes. No S 580 e, utilizando-se corrente alterna, potência máxima de 11 kW. No EQC, o Sport Utility Vehicle (SUV) elétrico da Mercedes-Benz, admite- se apenas 7,4 kW. Opcionalmente, a marca disponibiliza um carregador de corrente contínua, com potência máxima de 60 kW (comparativamente, no EQC, 110 kW como limite). Na segunda fórmula, a mais rápida, 0 a 100% de carga em 30 minutos. Na primeira, desfrutando- se dos 11 kW, a operação realiza- se em duas horas, informa Klöpfer.

O S 580 e recebeu suspensão traseira específica. A Mercedes-Benz, para arrumar a bateria e o depósito de combustível, que tem 67 litros (menos nove do que nas versões térmicas do topo de gama), tornou-a mais compacta. O fabricante não comunicou a capacidade da mala, mas Klöpfer confirmou que o sistema tem impacto negativo, antecipando- se, por isso, volume abaixo dos 550 litros nos demais modelos da gama. Na comparação com 560 e que saiu de cena, registo de progressos, com o compartimento a apresentar piso plano.


A versão PHEV do Classe S também tem programas de condução exclusivos, destacando-se o Battery Level (BL). Selecionando- o, manutenção do nível mínimo de carga na bateria, que o condutor pode predeterminar, com a mecânica de 6 cilindros a trabalhar como gerador para recarregar a bateria, em caso de necessidade. O sistema inclui patilhas no volante para aumentar ou diminuir a recuperação de energia nas desacelerações e nas travagens. O sistema híbrido novo, concluiu Klöpfer, soma 300 kg ao peso do automóvel.

Também nos planos da marca de Estugarda para a geração nova do Classe S, motores V8 e V12, incluindo nas versões AMG, além de EQS com máquinas elétricas em vez de mecânicas térmicas – no estudo apresentado em setembro de 2019, no IAA de Frankfurt, potência combinada de 350 kW (476 cv), bateria com 100 kWh de capacidade. Antecipa-se autonomia na ordem dos 700 km!

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