Novo Honda Jazz tem tecnologia da Fórmula 1

Apresentação

Por Auto Foco 18-05-2020 12:00

Novo Honda Jazz tem tecnologia da Fórmula 1

 

No segmento semestre de 2020, lançamento em Portugal da 4.ª geração do Jazz. No novo segmento B da Honda, sistema híbrido autorrecaregável, com motor a gasolina apoiado por máquina elétrica. A potência combinada é de 109 cv e a tecnologia admite três programas de funcionamento: EV Drive, Hybrid Drive e Engine Drive.

 

A Honda reivindica a importação de todos os conhecimentos adquiridos na Fórmula 1 para o desenvolvimento de sistema híbrido com características muito inovadoras – os nipónicos, na categoria mais importante do desporto automóvel, têm acordos com as escuderias Red Bull e AlphaTauri (ex-Toro Rosso) para o fornecimento de unidades de potência, transferindo tecnologias do Hybrid Power Unit dos monolugares que 'aceleram' no Mundial para o sistema e-HEV do Jazz.

 

O subcompactos move-se de forma 100% elétrica nos modos EV Drive e Hybrid Drive… No primeiro, toda a energia que alimenta o motor elétrico é fornecida pela bateria. No segundo, a mecânica de combustão interna garante a produção e aciona o gerador que integra o sistema híbrido que a Honda também propõe no CR-V. Assim, diretamente, o propulsor a gasolina só impulsiona as rodas dianteiras no Engine Drive, programa mais ativo em autoestrada e autoestrada do que nos circuitos citadinos.

 

A Honda, para o Jazz Hybrid novo, anuncia aceleração 0-100 km/h em 9,5 s e consumo médio de 4,5 l/100 km, de acordo com o ciclo de homologação WLTP. Na Fórmula 1, as unidades de potência RA620H combinam V6 1.6 Turbo supereficientes e potentes com sistemas de recuperação de Energia modernos, que recuperam e regeneram a energia produzida por travões e gases de escape… Esta fórmula garante potência extra durante as acelerações e reduz o ‘turbo-lag’ habitual nas mecânicas sobrealimentadas.

 

Em 2019, Red Bull e Toro Rosso conseguiram três vitórias e seis pódios na Fórmula 1. A Honda, participando no Mundial, também ganhou conhecimentos no campo da gestão da energia e na eletrónica de comando dos sistemas híbridos, que aplicou no e:HEV do Jazz e do CR-V. Nos dois automóveis, a tecnologia recicla toda a energia que carrega as baterias e alimenta a máquina elétrica que gera suplemento de potência para apoio do motor de combustão interna. Assim, melhora-se (muito!) a capacidade de resposta em aceleração, elimina-se a interrupção no débito de potência entre os diversos modos de condução e aumenta-se a eficiência (leia-se menos consumos e emissões poluentes).

 

Yasuaki Asaki, diretor da divisão que produz das unidades de potência da Honda para a Fórmula 1, explica todas as vantagens do processo: "Nos fins de semana de corridas, as equipas encontram-se obrigadas a uma gestão rigorosa da quantidade de combustível, para cumprirem todos os regulamentos. Podemos dividi-la pelo número de voltas, mas existem momentos que exigem melhor desempenho, com mais consumo e outros que permitem poupanças, como os períodos de intervenção do ‘safety car’, por exemplo. O melhor equilíbrio alcança-se na comunicação entre o engenheiro e o piloto. Nos e:HEV, aplicamos os nossos conhecimentos para garantirmos que propomos sempre a melhor relação possível entre potência e eficiência, independentemente do modo ativo".

 

O sistema e:HEV do Jazz integra dois motores elétricos muito compactos conectados a um motor a gasolina 1.5 DOHC i-VTEC e uma transmissão fixa inovadora. A unidade de controlo de potência inteligente garante que todos os elementos, incluindo as baterias de iões de lítio, trabalham de forma harmoniosa e proporcionam uma resposta suave e direta aos movimentos no pedal do acelerador.

 

A Honda estreou-se na Fórmula 1 em 1958. Na categoria, a marca soma 74 vitórias em grandes prémios e seis títulos de construtores.

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