Aston Martin DBX

A espera valeu a pena

Apresentação

Por Ricardo Jorge Costa 01-03-2020 18:10

Depois de meses em fase final de desenvolvimento e de cirúrgicas libertações de imagens de protótipos camuflados em testes e de pequenas informações, que não foram mais do que estímulos à expectativa de quem esperava ansiosamente pelo primeiro SUV da Aston Martin, o DBX, na versão definitiva, para produção, foi revelado.

O fabricante britânico de automóveis de luxo confirmou que este seu modelo pioneiro teria motor V8 de origem Mercedes-AMG, de 4 litros e sobrealimentado por dois turbos, fornecendo 550 cv e 700 Nm – que não é mais do que o bloco utilizado pela Aston Martin no Vantage e no DB11. O coração alemão faz o SUV inglês acelerar de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e atingir velocidade máxima de 291 km/h – e ainda dispõe de tecnologia que desativa metade dos cilindros para economizar combustível, contribuindo para o consumo médio homologado em ciclo WLTP de 14,3 litros/100 km. Acoplada ao V8 está uma transmissão automática de nove velocidades, com conversor de binário, que funciona em parceria com o sistema de tração integral dotado de diferenciais ativos, incluindo diferencial central e traseiro de deslizamento limitado que gere o binário entre as rodas.

Dinâmica ágil

O DBX mede 5,05 metros de comprimento e pesa 2245 kg, quase equitativamente distribuídos pelos dois eixos (54% à frente e 46% atrás). As suspensões são independentes nas quatro rodas, de triângulos duplos à frente e multibraços atrás, com braços e tirantes em alumínio fundido e molas pneumáticas que permitem variar a altura ao solo até um máximo de 235 mm, através de um curso extenso de 95 mm (elevando-a 45 mm e baixando-a 50 mm) e ainda amortecedores de firmeza variável controlados eletronicamente.

As barras estabilizadoras também são ativas, formadas por dois segmentos unidos por um motor elétrico (que funciona com rede elétrica adicional de 48 V) que faz variar também a firmeza dessa ligação, ao ponto de a tornar totalmente solidária (reduzindo assim, ao mínimo possível, o rolamento da carroçaria) ou, ao invés, desacoplar as duas partes (permitindo superior curso, otimizando o desempenho da suspensão em todo o terreno e o conforto em estrada).

A direção possui uma relação de desmultiplicação de 14,4:1 e 2,6 voltas de volante de topo a topo. Os pneus (Pirelli P Zero) têm medidas diferentes em cada eixo – à frente 285/40 R22 e atrás 325/35 YR22. Os travões dispõem de discos dianteiros de 410 mm e de pinças de seis pistões, e de discos traseiros com 390 mm e pinças flutuantes, não fixas.

O desenho da dianteira do SUV identifica-o desde logo como Aston Martin, com o formato típico da grelha e dos faróis (ovais). Na traseira, os designers inspiraram-se no Vantage, em que as luzes traseiras LED estão unidas por um friso luminoso a toda a largura da carroçaria. Há também um spoiler proeminente. As quatro portas têm janelas sem moldura, que é outra característica dos coupés da marca.

No interior, o esmero aplicado à dotação de materiais luxuosos e tecnologias de vanguarda não surpreende, com o habitáculo integralmente revestido a couro nobre e Alcantara – nesta unidade fotografada, em tom castanho claro. O painel de instrumentos é digital (12,3’’) e o monitor central, integrado na consola, mede 10,25 polegadas, autoriza o controlo tátil do sistema de infoentretenimento. Em redor deste ecrã há vários botões, para comando da climatização.

Outro aspeto interessante, do design e do sentido prático do interior é a consola flutuante, entre os bancos dianteiros, criando espaço inferior para arrumo de objetos. Não poderia faltar o teto panorâmico. A bagageira tem 632 litros de volumetria.

‘Motivo de orgulho’

Referindo-se ao novo automóvel, Andy Palmer, CEO da Aston Martin, afirmou que o DBX «dará a muitas pessoas a sua primeira experiência como proprietários de um Aston. Como tal, teria de ser fiel aos valores fundamentais da marca e dos seus carros desportivos, além de proporcionar a versatilidade e o estatuto que se exige a um SUV de luxo».

O presidente do construtor britânico sublinha que «ter produzido um automóvel tão bonito com técnicas artesanais e tecnologicamente avançado, é motivo de enorme orgulho para a Aston Martin».

Na Alemanha, os preços do DBX iniciam-se nos 193.500 euros. Em Portugal, com os agradecimentos da fiscalidade automóvel, superarão a fasquia dos 200 mil euros – por muito.

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