Renault Captur

Noutra dimensão

Apresentação

Por João da Silva 27-10-2019 18:45

Ainda antes da revelação do novo Captur, ouvimos Laurent Chapuy, o diretor de produto, afirmar que «é tudo novo, mas ainda é um Captur». Ficámos, naturalmente, curiosos. Pouco depois, lençol retirado e... a confirmação das palavras de Chapuy. O novo Captur é efetivamente um automóvel diferente, para melhor, do anterior, mas é ainda um Captur.

Por fora, a Renault fala de profunda transformação. Concordamos: está mais comprido (+10 cm, para 4,23 m) e tem maior distância entre eixos (+2 cm, para 2,63 m) e o design surge reinventado com faróis 100% LED, nova dupla assinatura luminosa em forma de C nas luzes dianteiras e traseiras, elementos decorativos em cromado, linha de cintura mais elevada (o que lhe confere mais look de SUV...), novas proteções inferiores dos para-choques dianteiro e traseiro, linha de proteção em preto nas embaladeiras e cavas das rodas e barras de tejadilho em alumínio (em opção, assim como o teto de abrir semi-panorâmico vidrado), além de capot, grelha e para-choques redesenhados e inclinação do tejadilho mais acentuada atrás, entre outros. É importante notar que o tejadilho é personalizável, podendo ser escolhido na cor da carroçaria ou numa das quatro cores propostas: Preto Estrela, Laranja Atacama, Cinzento Highland e Branco Alabastro.

Ora, se por fora aconteceu uma transformação profunda, por dentro deu-se uma autêntica revolução. A Renault recuperou a ideia do Smart Cockpit, adicionando-lhe uma consola flutuante inédita em posição sobreelevada para melhor ergonomia do posto de condução e que está associada à caixa de velocidades EDC do tipo shift by wire (sem cabo), podendo ser personalizada de acordo com os ambientes interiores, sendo que os seus contornos exteriores beneficiam de animação luminosa. No topo da consola, encontramos ecrã multimédia de 9,3’’ que integra o novo sistema multimédia conectado Renault Easy Link, as regulações MultiSense e os parâmetros dos sistemas de ajuda à condução. Um pouco mais à esquerda, destaca-se o quadro de instrumentos digital, que pode ter entre 7 e 10’’ e que permite alteração dos itens em visualização. Notas de destaque, ainda, para o novo volante mais pequeno com novos comandos mais completos e retroiluminados, para os bancos com assento 15 mm mais comprido e revestimento diverso que permite aumentar em 17 mm o espaço disponível para os joelhos dos passageiros traseiros. Tivemos oportunidade de estar dentro do novo Captur e constatámos grande evolução em matéria de qualidade e conforto, com materiais de melhor estirpe (muitos dos revestimentos são macios) e acabamentos muito mais rigorosos e cuidados. Referência também para a bagageira, que sobe para os 536 litros (acrescem 27 litros de espaços de arrumação no habitáculo), um espaço cujo volume é modular graças ao banco traseiro deslizante (curso de 16 cm) e ao piso amovível que permite obter uma configuração de dois planos. Graças a esta configuração, e com bancos traseiros rebatidos, é possível obter um piso quase plano num compartimento com comprimento de 1,57 metros.

No que toca a motores, Captur disponível em versão híbrida E-Tech (ver destaque), três versões a gasolina - TCe 100 (3 cilindros 1.0 de 100 cv e 160 Nm, caixa manual de 5 velocidades), TCe 130 (1.3 com 130 cv e 240 Nm, caixa manual de 6 velocidades ou automática de 7) e TCe 155 (155 cv e 270 Nm, só com caixa automática de 7 velocidades) -, e duas Diesel, Blue dCi 95 e 115, com o mesmo 1,5 litros, numa versão de 95 cv/240 Nm (caixa manual de 6 velocidades) e outra com 115 cv/260 Nm (caixa manual de 6 velocidades ou automática de 7).

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