Fora de série

BMW Ssérie 7

Apresentação

Por João Ouro 21-07-2019 11:10

A região do Algarve (desde Almancil, Faro) foi escolhida pela BMW para a apresentação internacional do novo Série 7, cuja gama recebe inúmeras modificações, inclusivamente de natureza mecânica e tecnológica, com melhorias ao nível do chassis, das suspensões (adaptativa, pneumática) e dos sistemas de apoio eletrónico à condução.

Em termos de imagem, as alterações exteriores projetam-no ainda mais para um patamar de exclusividade, tendo em conta a maior dimensão da grelha dianteira e o aumento do diâmetro do logótipo no centro do redesenhado capot. As óticas à frente também são mais estreitas e têm tecnologia LED adaptativa (laser em opção), enquanto as luzes traseiras (35 mm mais finas e com LED tridimensional) estão agora interligadas por uma faixa refletora transversal ao longo do portão. Mais imponente, é isso! As saídas de escape atrás também foram redesenhadas e existem novas jantes (de 17’’ a 21’’), além de outras cores de carroçaria e melhorias em detalhes importantes, inclusive com reforço do material isolante junto das cavas das rodas, saídas de ar laterais revistas, assim como vidros laminados mais grossos e para-brisas de maior espessura (5,1 mm).

Tudo de maneira a que o conforto acústico a bordo seja melhor do que antes, algo que, em abono da verdade, testemunhámos ao volante e no grandíssimo relaxamento que acontece quando nos instalamos lá atrás. Aí quase como se se tratasse de um spa ou de um verdadeiro… escritório, graças à sofisticação dos equipamentos disponíveis, inclusive com vários ajustes elétricos para a inclinação dos encostos e da posição dos bancos (mais elevados atrás do que à frente…), a par de programa de massagens e com iluminação ambiente que se adapta de acordo com o momento do dia ou consoante o estado de espírito dos ocupantes. E para isso basta contactar por voz («Hey, BMW») o sistema de assistência inteligente a bordo, formulando o respetivo pedido ou confidenciando até um certo estado de ânimo. De luxo, nenhuma dúvida, embora as ordens em língua portuguesa, por vezes, nem sempre sejam bem entendidas.

No âmbito do entretenimento é possível incorporar 2 ecrãs digitais táteis atrás, tipo tablet de 10’’, que ficam colados nas costas dos encostos da frente, existindo ainda outro tablet adicional para esse efeito que está encaixado no apoio central de braços.

O que sobressai no habitáculo do atualizado Série 7 é ainda a extrema qualidade dos materiais e dos revestimentos a pele, inclusive com imensas opções num catálogo que permite bastante personalizações. Nada falta, como é de esperar num topo de gama onde o luxo faz parte do próprio código genético. Note-se que o design do volante foi revisto e há novas teclas incorporadas (atalhos diretos) para ativar várias assistências (desde alerta de colisão e de correção de faixa até ao cruise-control ativo), sendo ainda possível destacar a inclusão de navegação mais avançada (Professional 7.0, de série) e ponto de carga wireless para smartphones.

O caráter excecional do Série 7 é igualmente dado pela aristocracia do portefólio mecânico, o qual se impõe através de motores de 6 cilindros em linha (Diesel e híbrido plug-in) e V8 a gasolina (750i e Li xDrive de 530 cv), além da versão de topo M760Li com unidade V12 6,6 litros de 585 cv (a gasolina), numa gama que conta com variantes de carroçaria longa (mais 14 centímetros na distância entre eixos do que a versão base), especialmente planeada para a China, o mercado de maior volume do Série 7.

Destaque para o novo híbrido plug-in que adota novo bloco 3.0 a gasolina, que conduzimos na versão longa (745Le xDrive), tendo surpreendido pelo caráter multifacetado da condução, quer no modo Hybrid (de maior eficiência) ou puramente elétrico (autonomia efetiva entre 42 a 45 km), quer no modo Sport, todos com atuação suave e de baixo ruído, sem prejuízo das prestações e da ótima capacidade de aceleração, até porque a potência combinada atinge 394 cv. Confortável, eficiente e rápido! Como uma espécie de fora de série do próprio BMW Série 7.

Eis a faceta mais ecológica…

A nova versão Hybrid Plug In do Série 7 (desdobrada pelos modelos 745e, 745Le e 745Le xDrive) recorre a novo motor a gasolina de 3.0 litros a gasolina (injeção direta, turbo de entrada dupla e sistema Valvetronic) com 286 cv e 450 Nm de binário máximo, apoiado por bloco elétrico de 113 cv (tecnologia eDrive, posicionado junto à transmissão automática de 8 relações) que é alimentado por módulo de baterias de iões de lítio com 12 kWh.

A estimativa anunciada para a respetiva recarga em terminal doméstico (a 100%) é de 4,4 horas a 3,7 kW (16A/230V), podendo baixar-se esse tempo se se optar por eventual wall-box específica. Note-se que a potência máxima agregada atinge 394 cv e 600 Nm de binário, algo que se pressente numa condução mais empenhada e se se ativar, por exemplo, o modo Sport, embora seja possível otimizar o consumo através do modo Hybrid (limitado a 110 km/h e repartido pelos programas Standard, Eco Pro e Comfort). E ainda pelo modo EV estritamente elétrico (bastando ativá-lo por tecla na consola e limitando a velocidade até 140 km/h), prevendo-se uma autonomia nessas condições entre 50 e 58 km, sensivelmente.

Como é normal, a condução no modo EV é silenciosa, mas mesmo quando se passa para o eficiente Hybrid (gestão automática) ou até para o Sport, o agregado mecânico não perde suavidade e o ruído de funcionamento é baixo. A insonorização a bordo encontra-se num plano equivalente à da dos restantes Série 7, pelo que o conforto acústico acaba por ser um trunfo a considerar. E talvez seja pertinente levar em conta os consumos previstos (ciclo combinado): entre 2,1 a 2,3 l/100 km no caso do 745e (2,3 a 2,6 para o 745Le xDrive), a que se somará 15,1 a 15,6 kWh/100 km, num patamar de emissões de CO2 entre 48 e 52 g/km. Limpinho…

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