BMW X7

‘Road trip’

Apresentação

Por Paulo Sérgio Cardoso 30-06-2019 18:25

Há quem defina como desmesurada a grelha dianteira do SUV maior da BMW. Mas os bávaros até fazem questão de a catalogar como a maior alguma vez presente num modelo da marca, acompanhando os reais intentos do primeiro X7 na história. O SUV com características de topo de gama, o verdadeiro 7 lugares que a BMW nunca teve, o primeiro e verdadeiro rival de Mercedes GLS e Range Rover é também o modelo que está vincadamente formatado aos gostos e costumes americanos e asiáticos, quer em dimensões exteriores, quer em pretensões de luxo, imagem e requinte. Tudo em grande.

Por isso, fomos até ao Texas, nos EUA, testar o X7 em casa, no país em que tem a sua linha de produção. De forma curiosa, embora sendo automóvel de dimensões avantajadas para os usos e costumes europeus (mais de 5,1 m de comprimento, 2 de largura e distância entre eixos acima de 3 m), o certo é que o X7 continua a ser pequeno para a(s) forma(s) de ser e de estar na estrada preferidas pelos americanos! A configuração de três filas de bancos, com a central a apresentar possibilidade de acolher três passageiros em banco corrido ou apenas dois em poltronas individuais, dá espaço para os tais seis ou sete ocupantes. Mas a bagageira apenas ganha expressão quando a terceira fila se encontra rebatida, vindo ao cimo os 750 litros de capacidade. Caso contrário, sobram não mais que 326 litros, curtos para as longas road trips que os locais tanto apreciam fazer em família, passeando entre estados.

Embora abra espetro de novas oportunidades aos clientes da marca que até agora apenas tinham a opção por sete apertados lugares no X5, o X7 quer ser único na capacidade de aliar o conforto e a dimensões generosas a uma dinâmica ímpar no segmento, mais focada em levar ao condutor o sentido lato de sensações e envolvimento dinâmico do que propriamente apresentar radicais capacidades TT, como nos rivais Range Rover e Mercedes GLS.

Segundo o que apurámos em conversa com os responsáveis pelo projeto, «o X7 representa o expoente máximo da interligação de fatores queridos à marca, como a condução, a todos os requisitos de famílias numerosas a deslocarem-se em ambiente de luxo e requinte», sem faltar o toque tecnológico em várias vertentes, da condução ao entretenimento, passando pelo bem-estar. Agora, «existe algo confortável e desportivo».

As ligações ao solo foram metodicamente estudadas, apoiadas em suspensão de elementos pneumáticos, mas em que, por exemplo, o eixo dianteiro é fabricado em ligas mais pesadas e só o traseiro em alumínio, solução que permite gerar a melhor sustentabilidade ao berço do motor e melhor amparar os efeitos do peso. O compromisso é o de nada comprometer entre conforto e dinâmica, aliando-se um apurado trabalho de insonorização: de facto, em estrada, apenas se consegue ouvir um pouco o ruído de vento, já que as rodas como que flutuam no alcatrão. E as afinações são de tal forma delicadas que trocar entre os modos de condução Comfort e Sport (este último com inerente redução da altura ao solo e endurecimento das leis de amortecimento) é o que basta para que sejam sentidas diferenças no ruído de rolamento! Segundo o mesmo responsável pelo desenvolvimento do modelo, «o X7 é o BMW em que mais se notam as diferenças entre os modos de condução», o que não tememos confirmar.

Que outros barulhos se podem ouvir? Apenas o do suave motor de 6 cilindros em linha de 3 litros, sobrealimentado, de 326 cv, que podemos experimentar na versão 40i, embora se adivinhe que em Portugal o 30d venha a ser a mais requisitada. O certo é que o X7 evoluiu em estrada de forma cremosa e serena e, ao mesmo tempo, capaz de comunicar com o condutor todo o trabalho das rodas. A par da suspensão pneumática e do sistema de tração integral, o X7 também conta com sistema de rodas traseiras direcionais (direção ativa) que tanto serve de ajuda preciosa em manobras como a somar agilidade dinâmica. Mas seguramente que todos a bordo irão apreciar mais as pequenas mordomias, que vão do sistema elétrico de rebatimento de bancos (seja da segunda como da terceira fila) às massagens nos bancos dianteiros. Por seu lado, o condutor irá apreciar o funcionamento correto das ajudas à condução, caso da assistência ativa de manutenção na faixa de rodagem ou o assistente de tráfego em filas de trânsito, ótimos para as estradas nos EUA!

Também ótima é a projeção prática de outras tecnologias, caso do reconhecimento de sinais de trânsito, aviso de entrada em contramão, alerta para tráfego à retaguarda, etc. O head up display é útil pela clareza informativa projetada em área de grandes dimensões, ao passo que o tablier é dominado pelos dois monitores de 12,3’’: um entregue à instrumentação e outro, tátil e possível de operar pelo comando rotativo do iDrive, no topo do tablier. Qualidade de fabrico, modernização e sentido prático estão em alta.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

BMW X7

xDRIVE30d

Motor
Arquitetura 6 cilindros em linha
Capacidade 2993 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./24 v
Potência 265 cv/4000 rpm
Binário 620 Nm/2000-2500 rpm
Transmissão
Tração Integral permanente
Caixa de velocidades Automática de 8 velocidades
Chassis
Suspensão F Duplos triângulos, pneumática
Suspensão T Multibraços, pneumática
Travões F/T Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/13 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 5,151/2,000/1,805 m
Distância entre eixos 3,105m
Mala 326-750-2120 litros
Depósito de combustível 80 litros
Pneus F 8.5jx20 - 275/50 R20
Pneus T 8.5jx20 - 275/50 R20
Peso 2445 kg
Relação peso/potência 9,2 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 227 km/h
Acel. 0-100 km/h 7 s
Consumo médio 6,5 l/100 km
Emissões de CO2 171 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica -
Pintura/Corrosão -
Intervalos entre revisões -
Imposto de circulação (IUC) -

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