Mercedes-Benz Classe B

Um B do tipo A

Apresentação

Por João Ouro 03-02-2019 13:00

Não há dúvida de que a Mercedes-Benz quase replicou a imagem do Classe A para o novo B. É certo que as medidas são diferentes, uma vez que o referido modelo cresceu ao antecessor (26 mm no comprimento, 10 mm na largura e 30 mm na distância entre eixos, por exemplo), mas a coincidência justifica-se também pelo facto da base modular ser a mesma, inclusive ao nível das suspensões, embora no B haja alternativa reforçada no eixo traseiro.

De igual modo, o novo Classe B é um veículo familiar, do tipo monovolume compacto, mas adota agora um design mais moderno e elegante, parecido ao irmão A, como já se disse, a par de uma aerodinâmica que é imbatível na própria categoria (Cx de 0,24). Isso entende-se de imediato na eficácia ao nível da condução e no conforto em estrada (jantes de 16’’ a 19’’ e em liga leve), embora a altura ao solo seja superior à da do A (oscilação da carroçaria em curva é ligeiramente superior, claro!) e a posição ao volante esteja mais acima (9 cm), havendo a possibilidade de recorrer a vários ajustes elétricos e ao inédito controlo Energizing Comfort que adapta o ângulo e a inclinação dos bancos de forma quase ortopédica, em vários modos, melhorando a postura, incluindo ainda vários tipos de massagens (em opção). Nada falta!

Nas estradas sinuosas da ilha balear de Palma de Maiorca (Espanha) foi possível aferir a prioridade dada à dinâmica, mas também ao próprio conforto, aspetos pouco divergentes daquilo que já conhecíamos do Classe A, aqui com as vantagens inerentes do habitáculo ter mais centímetros em todas as direções (em especial na altura ao teto, mas também na distância atrás e na largura) e ser igualmente mais prático, até porque haverá a possibilidade (a partir de meados de 2019) de adotar o mecanismo que faz avançar e recuar a posição dos bancos da 2.ª fila (em 14 centímetros), variando também a volumetria da zona de carga entre 455 e 705 litros. Flexível!

Todo o design interior é vanguardista (consola, tablier e saídas de ventilação) e, mais uma vez, o ambiente é praticamente copiado do Classe A, sendo impossível não reparar nos sofisticados e a amplos ecrãs digitais (da LG) na instrumentação e ao centro do tablier (de 10,25’’, em opção), ambos com ótima definição, inúmeros dados/funções, além de vários menús de controlo que são operados a partir de teclas integradas no volante. Tal como acontece no Classe E e S, por exemplo.

A qualidade dos materiais, forros e demais aplicações é igualmente elevada, incluindo várias cores e combinações, a que se junta vastíssimo portefólio de equipamentos/linhas (AMG incluída), quer ao nível da segurança, quer no conforto, sendo possível obter personalização à la carte quase sem igual! Ou seja, difícil de igualar pela concorrência, tendo até em conta as tecnologias aplicadas, como é o caso, por exemplo, do grafismo e da exatidão que é dada pela avançada função de realidade aumentada (sistema MBUX) inscrita num itinerário programado pela navegação, surgindo uma seta a cores que assinala o sentido do percurso em cima da imagem real (no ecrã). Muito à frente! Essas imagens são captadas por uma câmara que está no topo do pára-brisas, separada das outras duas (bifocal) para as restantes assistências.

Quanto às mecânicas, e na ilha de Maiorca, guiámos o B 200 a gasolina de 163 cv (mais tarde com variante de 136 cv...) com caixa automática de dupla embraiagem (7 velocidades), o qual gerou uma impressão bastante positiva, quer pela atitude dinâmica, a certificar a genética mais desportiva, quer pela resposta do bloco a gasolina com 250 Nm de binário máximo desde as 1620 rpm. Exibiu um ótimo fôlego e consumo médio entre 7,7 e 8,4 l/100 km, sem quaisquer cautelas, e nem a caixa ficou aquém das expectativas, embora pudesse ter menor hesitação em certas condições e trocas mais rápidas (com comando sequencial por patilhas no volante). Igual sintoma é aplicável à estreante 8G-DCT de dupla embraiagem (8 velocidades e com relação final mais longa) associada à mecânica Diesel OM 654 (4 cilindros, pela 1.ª vez na transversal) e na variante de 150 cv (200 d), tratando-se da primeira unidade Diesel neste segmento a ter a certificação Euro6 d-Temp, exigível a partir de 2020. A sonoridade Diesel não é elevada e a progressão é feita sem esforço desde baixo regime, permitindo uma condução empenhada ao novo B, sendo fácil prever que a derivação de 190 cv fortalecerá esse aspeto. Em opção, é ainda possível aceder à suspensão rebaixada Comfort (15 mm) e ao amortecimento ativo/variável.  

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