Audi A1 Sportback

Eis o número 1

Apresentação

Por João ouro 27-01-2019 13:00

Para começar nada melhor do que a condução da variante 2.0 TFSI de 200 cv, assentando-lhe bem a etiqueta de A1 mais desportivo. Pequeno, mas desportivo, quer pela atitude em estrada, quer pelo desempenho.

Logo nos instantes iniciais é possível entender que o chassis, suspensões (plataforma MQB A0 do grupo VW de baixo peso) e carroçaria estão conjugados para que o motor possa ter uma resposta meritória, cujo agrado é projetado pela atuação decidida da caixa automática S tronic de 6 velocidades (de dupla embraiagem), a par de transições imediatas através do dedilhar das patilhas no volante. Rápido, sem dúvida, com as pressões à bruta a darem uma entoação acústica mais grave (saída dupla de escape), ainda mais se se configurar o modo Dynamic (drive select), com a hipótese de alterar o amortecimento (de curso variável, em opção) em tecla específica no ecrã central.

E foi assim que este A1 avançou apressado desde o aeroporto de Málaga (Espanha) até ao circuito de Ascari, perto de Ronda, onde a Audi tinha outra surpresa, nada menos do que a condução do novo R8 V10 de 620 cv, como se o desportivo (bilugar) de topo da marca alemã apadrinhasse o lançamento do verdadeiro número 1, pelo menos ao nível da designação, claro!

Na etapa seguinte, guiámos a versão 1.0 TFSI de 116 cv, provavelmente a que terá maior procura no mercado nacional, pelo menos enquanto não chega a derivação de 95 cv do mesmíssimo bloco, prevista para meados de 2019.

O baixo ruído e a suavidade de funcionamento do propulsor TFSI são aspetos a elogiar, além da forma progressiva como reage desde baixa rotação, sem desníveis, bem coadjuvado pela transmissão manual de 6 velocidades, cujo seletor tem engrenamento acertado, macio e sem exigir esforço.

O tato da direção está bem definido e a assistência é direta q.b. e modificável através do sistema drive select (Efficiency, Auto, Dynamic e Individual), embora neste caso as alterações não sejam tão visíveis como no 2.0 TFSI. Tem lógica que seja assim!

O modelo que conduzimos também não possuía amortecimento ativo e a inclusão de jantes em liga leve de 17’’ (de 15’’ a 18’’) conferia-lhe uma atitude firme em mau piso, à mistura com maior ruído de rolamento, embora sem prejuízo do conforto. Em curva, o novo A1 é ágil, seguro e transmite confiança, tendo várias assistências eletrónicas incluídas, entre as quais se destaca o sistema audi pre sense (deteção de obstáculos, peões e ciclistas por radar) com travagem automática de emergência em caso de necessidade. O aviso de mudança involuntária de faixa de rodagem (de série) é outro dos sistemas em evidência, intervindo no volante de forma pouco exagerada para eventual correção da trajetória. Quanto à inédita iluminação full-LED, pouco vulgar na categoria, é outro opcional a considerar, numa gama que é composta pelos níveis de equipamento Base, Advanced e S line.

Outro trunfo do 1.0 TFSI diz respeito aos consumos prováveis, pelo menos ao avaliar pela média entre 6,5 e 7 l/100 km que efetuámos durante um trajeto misto e sem grandes cautelas. Ótimo!

Já o motor 2.0 TFSI tinha gerado um certo espanto com valores perto de 7,6 a 8 l/100 km... Mas a maior surpresa ficou reservada para o enérgico 1.5 TFSI (150 cv) com desativação de cilindros e caixa S tronic de 7 relações, que guiámos no regresso até Málaga (90 km) e cuja média final foi de 5,3 l/100 km. Às vezes a rolar, outras não, pelo que chegou a impressionar...

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