Outros quinhentos...

Fiat 500X

Apresentação

Por Vítor Mendes da Silva 28-10-2018 14:30

O 500X foi o quinto (!) elemento de uma família que tem sido um verdadeiro maná para o Grupo Fiat-Chrysler. A geração moderna do Fiat 500, na ideia original dos responsáveis do fabricante italiano, não pretendia ser mais do que a reinterpretação do modelo original de 1957, mas fê-lo com tanto sucesso que não demorou a tornar-se uma autêntica submarca dentro da Fiat. Logo nasceu a variante descapotável do citadino chique, 500 C; seguiu-se o 500L, monovolume para cinco ou sete ocupantes. Depois, o inevitável crossover.

Esta variante X da nova era do icónico italiano, com missão de importância comercial redobrada, ao competir no segmento em maior crescimento na Europa, foi alvo de atualização. Continua disponível em duas versões de transmissão, dianteira e integral, agora com três subversões associadas: Urban, City Cross e Cross, a primeira de vocação vincadamente urbana e as outras duas, com equipamento e outros componentes específicos para uma utilização do veículo em todo o terreno. Só o Cross, em conjugação com o motor mais potente na gama, está disponível na versão 4x4.

Devido às proteções plásticas nas extremidades da carroçaria, os 500X mais aventureiros contam com mais uns centímetros em comprimento, além de centímetros adicionais à altura ao solo que permitem ângulos de TT mais favoráveis. Na base rolante a Fiat não mexeu; a plataforma e diversos elementos mecânicos são partilhados com o também recém-atualizado Jeep Renegade (marca e modelo do universo do referido consórcio italo-americano), as suspensões são independentes com arquitetura McPherson nas quatro rodas e há um sistema eletrónico em opção, denominado Mood Selection (nas versões 4x4 é Traction Plus), com comando redondo junto à consola central, que permite alterar a resposta do acelerador, a assistência da direção e a intervenção na gestão da travagem, segundo três modos de funcionamento: Auto, Sport e All Weather.

Onde estão as novidades?

As mexidas mais evidentes estão nos grupos óticos, desde logo, pela presença notada de uma nova assinatura luminosa, cortesia de luzes diurnas por LED, disponíveis de série em todas as versões. Atrás, o ‘X’ passa a dispor dos mesmos faróis de desenho original que a marca italiana estreou na mais recente geração do pequeno 500.

No habitáculo, novos materiais e revestimentos. A generalidade dos crossovers que se encaixam no segmento B têm materiais duros no painel de bordo, mas o 500X já se destacava por apresentar mousse no topo do tablier, que ao centro dispõe de um monitor colorido tátil, agora com 7’’, e associado a sistema multimédia compatível com Apple CarPlay e AndroidAuto.

Novidade é, também, a adição de novos elementos de segurança à lista de equipamentos, que passa a incluir aviso de transposição de faixa, sistema de reconhecimento de sinais de trânsito com informação gráfica no ecrã central e no pequeno painel TFT na instrumentação, cruise control adaptativo, sistema de travagem de emergência autónoma, monitorização de veículo no ângulo morto, entre outros.

A atualização do habitáculo só não contemplou a criação de mais espaços para arrumação de pequenos objetos; bolsas nas portas e porta-luvas adicional continuam acanhados. Melhor, o compartimento de carga com volumetria para 350 litros standard.

Ao volante

Na gama de propulsores do renovado 500X, a juntar aos Diesel conhecidos (1.3 Multijet II/95 cv; 1.6 Multijet II/120cv e 2.0 Multijet II/150cv), dois inéditos motores a gasolina.

Em Itália, conduzimos unidade equipada com o novo motor 1.0 FireFly, debita 120 cv e só poderá estar associado a caixa manual de 6 velocidades. Mecânica sobrealimentada, mostra fazer uso do bom valor de binário a baixo regime (190 Nm às 1750 rpm), para apresentar resposta musculada a qualquer movimento no acelerador.

A entrega de potência faz-se de forma muito suave e progressiva, sendo o baixo ruído de funcionamento outra nota dominante deste 500X equipado com milinho de apenas três cilindros.

Deve-o, entre outras técnicas, à ação combinada do sistema de injeção direta e versão revista e atualizada da tecnologia MultiAir, com controlo contínuo da abertura das válvulas de admissão, a permitir que, nas alturas em que exigimos mais da mecânica, a taxa de compressão real seja reduzida, atrasando assim o fecho das válvulas, controlando a detonação e melhorando substancialmente a eficiência dos consumos, mesmo nos regimes mais altos. A Fiat anuncia consumo médio de 5,8 l/100km para o motor de 120 cv.

Tanto mais que o bloco de 1,3 litros, com 150 cv, com muito mais favorável arquitetura de quatro cilindros, não é muito mais discreto...

Com 150 cv e 270 Nm, disponíveis logo às 1850 rpm, o 1.3 FireFly é claramente mais equilibrado e interessante de conduzir, muitíssimo bem apoiado por caixa automática DCT de dupla embraiagem com seis relações, destacando-se na forma expedita como retoma a velocidade, quase ao nível de um Diesel... Foi também aos comandos do motor de 150 cv que tivemos mais facilidade em registar consumos abaixo dos 6 l/100 km. A confirmar posteriormente em teste mais detalhado, em solo nacional...

Dinamicamente, virtudes conhecidas: em asfalto, o Fiat 500X surpreende pelo agrado de condução, e é de todas as variantes da gama 500 a que mais se aproxima do sempre exigente compromisso entre conforto e eficácia em curva. Exibindo um comportamento dinâmico bastante estável em compatibilidade com a filtragem suave das irregularidades do piso, aproximando-se mais da dinâmica de uma berlina do que de um crossover do seu gabarito. A posição de condução é correta e beneficia de amplas regulações e bons ajustes do volante, que tem melhor pega

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