ABC

Sigla para Active Body Control. É um sistema de controlo ativo dos movimentos da carroçaria, lançado pela Mercedes-Benz no Classe S de 1999. Em cada roda é utilizado um cilíndrico hidráulico para contrabalançar os movimentos laterais da carroçaria em curva, permitindo prescindir-se das barras estabilizadoras.

ABS

Sigla para Anti Blocking System. É o sistema de travagem que evita o bloqueio das rodas, possibilitando ao condutor desviar-se de obstáculos através de movimento no volante, por as rodas não derraparem. Um sensor eletrónico instalado em cada roda deteta o momento em que a mesma irá bloquear durante uma travagem, enviando ordem para a redução de travagem. O ABS contribuiu para a facilidade de controlar o veículo em situações de travagem de emergência ao permitir manter o controlo sobre a direção.

ACC

Sigla para Adaptative Cruise Control. Designa sistema de regulação da velocidade de cruzeiro que além de manter a velocidade constantes, mantém distância de segurança para o veículo da frente, adaptando a velocidade de forma automática.

Acoplamento viscoso

É um mecanismo alternativo aos diferenciais autoblocantes puramente mecânicos, em que cada um dos semieixos está acoplado a um conjunto de discos hermeticamente fechados num compartimento banhado num líquido de grande viscosidade. Se for detetado movimento mais rápido de um eixo em relação a outro, o líquido (normalmente, silicone) ganha viscosidade extra e torna o conjunto de discos solidários, igualando a velocidade de rotação dos eixos. Pode ser utilizado como autoblocante num dos eixos ou como diferencial central entre o eixo dianteiro e traseiro.

AdBlue

Solução química de ureia pura em água mineralizada (concentração de 32,5%) utilizada para reduzir as emissões de óxidos de nitrogénio (NOx) nos motores Diesel. O produto desencadeia um processo denominado redução catalítica seletiva. O AdBlue é armazenado num depósito independente e o seu consumo ronda os 5% do consumo de combustível.

Admissão variável

Mecanismo que permite variar o fluxo de ar na admissão à medida do regime de trabalho do motor. São utilizados dois géneros de conduta que levam o ar exterior até ao interior dos cilindros.

Airbag

Os airbags são almofadas de nylon que se insuflam de forma instantânea em caso de acidente por intermédio de pequena explosão de um combustível sólido. Os airbags apenas são eficientes na proteção de embates da cabeça ou de outras zonas do corpo no habitáculo caso os ocupantes façam uso do cinto de segurança.

Alternador

A função do alternador é garantir que a bateria do veículo esteja carregada. Como a bateria funciona em corrente contínua e o alternador gera corrente alternada, obriga à utilização de retificador auxiliar. O alternador é composto por um rotor magnético que gira no interior do estator, gerando a corrente elétrica através da variação do campo magnético.

Amortecedor

A função do amortecedor é a de controlar e filtrar os efeitos das oscilações criadas pelo piso.

Aquaplaning

Situação em que o automóvel circula em piso molhado e que devido à concentração excessiva de água, os pneus não conseguem escoar a mesma da melhor forma, perdendo o contacto direto com a estrada. Nestas situações, o condutor pode perder o controlo direcional do veículo.

Árvore de cames

Veio do motor que tem como missão acionar a abertura e o fecho das válvulas de admissão e escape através de saliências denominadas de excêntricos ou cames. A rotação da árvore de cames é conseguida via o trabalho da cambota por intermédio de correia ou corrente de distribuição.

Baquet

Tipo de banco de formato desportivo, habitualmente mais leve e envolvente, com encosto de cabeça integral. Tem como base uso na competição, mas também existem muitos já adaptados a veículos de série e de estrada.

Barra de torção

É uma das arquiteturas utilizada para a suspensão, consistindo numa barra de aço reforçado que une as rodas do mesmo eixo, sendo capaz de absorver os movimentos das rodas.

Barra estabilizadora

São barras normalmente fabricadas em aço e que ligam os braços de suspensão de rodas do mesmo eixo, estando igualmente solidárias com o chassis. A sua função é minimizar o adornar da carroçaria em curva.

Bateria

A bateria é um acumulador da energia elétrica que é utilizada para acionar o motor de arranque e alimentar os consumíveis a bordo do automóvel (por exemplo, o sistema de iluminação exterior ou as escovas limpa-vidros). Nos veículos híbridos ou de propulsão puramente elétrica, existe uma bateria de maiores dimensões que tem como função acumular a energia para alimentar o motor elétrico motriz.

Biela

Braço metálico que liga o êmbolo à cambota, sendo responsável por converter o movimento vertical do êmbolo do cilindro em movimento rotativo da cambota.

Binário

O binário representa a força do motor e é medido em Nm. O valor do binário é variável ao longo da faixa de rotação, pelo que o valor indicado pelos fabricantes é o binário máximo e atingido a uma determinada rotação. Quanto menor a rotação a que o binário máximo é atingido, maior a disponibilidade do motor para responder, por exemplo, em situações de ultrapassagem sem ser necessário reduzir a relação de caixa ou aumentar em demasiado as rotações do motor.

Bloco do motor

Estrutura principal do motor com orifícios cilíndricos largos onde os êmbolos trabalham verticalmente

Boxer

Arquitetura de motor caracterizada por os cilindros trabalharem em posição horizontal e oposta. Devido à horizontalidade com que trabalham, estes motores propiciam a obtenção de um centro de gravidade mais baixo.

Cabeça do motor

Zona superior e que tapa a cabeça do bloco do motor, onde estão alojadas as válvulas e as árvores de cames.

Caixa de transferência

Elemento que permite alternar o tipo de tração (4x2 ou 4x4) num veículo de características de todo o terreno.

Caixa de velocidades

Conjunto de carretos de diversas dimensões emparelhados e engrenados entre si que representam as diferentes relações da transmissão, capaz de conferir força ou velocidade.

Câmara de combustão

O espaço interior do cilindro onde o ar ou a mistura ar/combustível é comprimida para se dar o inicio à combustão.

Cambota

Veio que transforma o movimento vertical das bielas em movimento circular que depois irá chegar até às rodas por intermédio da transmissão.

Camisa do cilindro

Revestimento interno do cilindro que tem a função de vedante. Embora ocupe mais espaço, a camisa tem a vantagem de poder ser substituída em caso de desgaste, o que não acontece quando é escolhido para vedante um tratamento especial do metal do bloco, normalmente em silício ou níquel.

Carburador

Género de alimentação utilizado anteriormente aos sistemas de injeção e que estava encarregue de formar a mistura ar/gasolina antes da entrada nos cilindros.

Cárter

Peça localizada na veda a zona inferior do motor e onde está alojado o óleo responsável pela lubrificação dos elementos internos.

Cárter seco

Esquema de lubrificação em que o óleo que chega ao motor não se encontra armazenado no cárter, mas sim num depósito auxiliar e bombeado à pressão. Traz vantagens por o cárter ser mais pequeno, permitindo rebaixar a posição do motor e o respetivo centro de massa do veículo, além de que não se corre o risco da bomba de óleo trabalhar em seco quando o veículo é sujeito a forças laterais mais fortes.

Casquilhos

Elementos de borracha vulcanizada que unem a suspensão ao chassis de modo a não existirem peças metálicas móveis em contacto direto. São também conhecidos como sinoblocos.

Catalisador

Filtro que tem a finalidade de reduzir as emissões poluentes dos gases de escape, transformando-os em elementos menos nocivos para o meio ambiente, por intermédio de reações químicas.

Chassis

Estrutura autoportante do veículo onde são montadas as restantes partes do automóvel.

Cilindrada

Soma do volume interno de todos os cilindros do motor e que é expressa em centímetro cúbicos (cc) ou em litros (l). O cálculo do volume unitário é feito através dos valores do diâmetro e curso do cilindro.

Coeficiente aerodinâmico

Valor que expressa a resistência do veículo em movimento em relação ao ar. Pode ser representado pela sigla Cd (com o ‘d’ derivado do inglês «drag») ou por Cx (o ‘x’ representa a direção horizontal de um eixo de três coordenadas).

Coletor

Conduta por onde circula o ar que é levado até ao motor (admissão) ou o que resulta da combustão (escape).

Common rail

Esquema de alimentação utilizado por motores de injeção em que o combustível circula numa conduta (rail) única (common) a alta pressão, conduta essa que depois é ramificada até levar o combustível a cada um dos injetores. A pressão no interior da conduta é sempre constante e independente do regime do motor. Os motores Diesel trabalham a pressão mais elevadas face às unidades a gasolina.

Compressor

Forma de sobrealimentação através de elemento rotativo acionado pelo movimento da cambota, forçando o ar a entrar na câmara de combustão.

Controlo de tração

Controlo eletrónico que se serve dos sensores do ABS para detetar o patinar excessivo de uma ou mais rodas por excesso de aceleração. Existem sistemas que produzem um corte na alimentação do motor, outros que efetuam pequenas intervenções no sistema de travagem (criando um efeito diferencial). O controlo de estabilidade consegue atuar em casos de deteção de perda de trajetória mesmo em situações em que não haja aceleração.

Convergência

Ângulo da aproximação da zona dianteira das rodas do mesmo eixo, quando vistas de cima.

Conversor de binário

Arquitetura das caixas automáticas em que existe um conversor a fazer a ligação do motor com a caixa de velocidades no lugar habitualmente ocupado pela embraiagem.

Cruise control

Sistema em que o automóvel mantém a velocidade pré-estabelecida pelo condutor, sem necessidade de intervenção deste.

Cruzamento de eixos

Situação de circulação em terrenos acidentados em que o veículo fica apenas apoiado numa roda dianteira e na roda traseira do lado contrário.

CVT

Referência para Continuosly Variable Transmission, ou seja, designação para as caixas automáticas de variação contínua que utilizam duas polies diferentes dimensões ligadas por uma corrente metálica de alta resistência, simulando número infinito de relações de caixa. Por isso a aceleração é contínua, sem troca de mudanças.

Desmultiplicação da direção

Relação que existe entre o número de voltas do volante e o movimento das rodas.

Diferencial

Mecanismo que faz chegar às rodas motrizes a força gerada pelo motor. O diferencial tem a função de compensar a diferença de distância percorrida entre a roda interior e exterior, em curva. Em caso de perda de aderência por parte de uma roda, toda a força é enviada para a outra roda, criando situações de perda de motricidade. Para evitar estas situações, pode recorrer-se a um diferencial autoblocante que limita o efeito de roda livre.

Direção assistida

Mecanismo utilizado para reduzir o esforço do condutor sobre o a direção. Existem atualmente três tecnologias para o fazer: hidráulica, electro-hidráulica e elétrica.

Discos de travão

Componentes do sistema de travagem, habitualmente fabricado em ferro fundido ou material compósito (como carbono) que tem a capacidade de converter em calor, via fricção, a energia cinética proveniente do movimento da roda. Para conter o movimento da roda são utilizadas pastilhas (montada no interior da pinça) que são acionadas nos dois lados dos discos.

Distribuição

Por intermédio de correia ou corrente, incute movimento que irá garantir que a abertura das válvulas esteja coordenada com o movimento da cambota. Também distribuiu movimento aos diferentes órgãos periféricos do motor.

DKG

Sigla que a BMW utiliza para denominar as caixas automáticas de dupla embraiagem utilizadas nos seus modelos. Referência a «Doppelkupplungsgetriebe».

DOHC

Denominação utilizada nos motores com duas árvores de cames à cabeça: uma para controlo das válvulas de admissão e outra para as de escape. A sigla deriva do inglês «Double Over Head Camshaft».

DSG

Sigla que Seat, Skoda e VW utilizam para denominar as caixas automáticas de dupla embraiagem montadas nos seus modelos. Referência a «Direct Shift Gearbox».

Dummy

Nome dos manequins utilizados para simular seres humanos em crash test. Estão dotados de sensores para colher os dados da colisão que serão posteriormente analisados.

Ecotaxa

Tributação aplicada a pneus novos, de valor variável face ao peso dos pneus, destinada a financiar a recolha e o tratamento de pneus usados.

EDC

Sigla que a Renault utiliza para denominar as caixas automáticas de dupla embraiagem montadas nos seus modelos. Referência a «Efficiente Dual Clutch».

Eixo de torção

Arquitetura de suspensão em que as rodas do mesmo eixo são unidas por uma barra constituída por diversos segmentos metálicos que podem torcem até ao limite da sua capacidade, à medida das solicitações geradas pelo piso.

Êmbolo

Também conhecido como pistão, é a peça localizada na zona superior do cilindro, que recebe a energia proveniente da combustão, empurrando a biela.

Embraiagem

Mecanismo que permite desacoplar o motor da caixa de velocidades para que possa ser engrenada uma nova relação.

E-Pedal

Tecnologia que a Nissan instala no Leaf que permite praticamente suprimir o travão, recorrendo apenas ao acelerador. O conceito é semelhante ao de um recuperador de energia de desacelerações (através da inércia), utilizada na maioria dos automóveis elétricos e híbridos, mas com uma resistência muito maior (e uma capacidade regenerativas igualmente bastante superior). Ao diminuir e/ou libertar a pressão no acelerador, o veículo sofre um forte abrandamento, podendo mesmo imobilizar-se em subidas. Economiza-se energia (e combustível, no caso dos híbridos) através da ação regenerativa que recarrega a bateria (a energia gerada pode servir para alimentar, por exemplo, os consumidores elétricos da viatura) e poupa-se também o sistema de travagem.

ESP

Sigla adotada pela maioria dos fabricantes para apelidar o sistema de controlo de estabilidade. Referência a «Electronic Stability Program».

EURONCAP

Organização europeia independente e financiada pela União Europeia e pelos fabricantes automóveis que coloca em prática plano de avaliação dos veículos mediante conjunto diversificado de testes, incluindo os crash tests.

Extensor de autonomia

Gerador de eletricidade montado em alguns veículos de propulsão elétrica, cuja finalidade é produzir eletricidade a bordo que irá servir para alimentar o motor elétrico, permitindo aumentar a autonomia.

Filtro de ar

Filtro que retém as partículas de pó em suspensão no ar antes deste ser encaminhado para a admissão.

Filtro de óleo

Filtro que retém as partículas metálicas que possam estar misturadas com o óleo devido ao desgaste interno das peças do motor. Deve ser mudado sempre que se troca o óleo.

Filtro de partículas

Dispositivo montado na secção de escape que tem como finalidade reter as partículas de fuligem libertadas aquando a combustão, em particular os óxidos de azoto (NOx) produzidos pelos motores Diesel.

Fundo de garantia automóvel

Fundo que, em caso de acidente rodoviário, garante o pagamento de indemnizações a terceiros se o responsável pelo sinistro não está na posse de um título de seguro válido.

Gasóleo

Combustível fóssil obtido pela destilação fracionada do petróleo, que resulta num composto de hidrocarbonetos. É mais pesado e menos volátil face à gasolina e inflama-se apenas sob fortes pressões.

Gasolina

Combustível fóssil obtido pela destilação fracionada do petróleo em estado de crude, que resulta num composto formado por hidrocarbonetos mais leves que a gasolina e enxofre.

GPS

Sigla de referência a «Global Positionig System» utilizada para apelidar os Sistemas de Navegação utilizados nos automóveis.

Gripar

Termo utilizado quando devido à falta de lubrificante duas superfícies metálicas móveis entram em contacto entre si, aquecendo em demasia e fundindo-se (colando).

Haldex

Género de embraiagem utilizada em sistema de tração integral para conectar o eixo traseiro à transmissão mediante o detetar de perdas de motricidade no eixo dianteiro.

Head up display

Projeção de informação de condução (por exemplo, velocidade instantânea ou indicações do sistema de navegação) no para-brisas de forma a que o condutor pouco tenha de desviar os olhos da estrada.

Híbrido

Veículo que utiliza como meio de propulsão mais que um tipo de fonte energética ou motores de natureza distinta.

Hill-Holder

O Hill-Holder Assist (HSA) é um sistema auxiliar que facilita o arranque em declives superiores a 5%. O sistema impede o veículo de rolar para trás quando se passa o pé do travão para o acelerador, evitando-se, assim, o desgaste adicional da embraiagem.

IDS

Referência para Indemnização Direta ao Segurado. Acordo existente entre a maioria das seguradoras nacionais que permite ao tomador do seguro automóvel resolver o sinistro com a sua companhia, a qual lhe pagará diretamente os prejuízos do acidente, evitando que tenha de contactar a seguradora de terceiros. O acordo só é possível em ocorrências em território nacional, em acidentes com apenas dois veículos com seguro válido e de onde resultem apenas danos materiais e cuja declaração amigável esteja corretamente preenchida e cujo valor da reparação do veículo lesado não ultrapasse os 15 mil euros.

IMTT

Referência para Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres. Organismo público que controla a atribuição de licenças e habilitações de condução, certificação de veículos e de infraestruturas rodoviárias.

Injeção direta

Tecnologia em que o combustível é injetado diretamente na câmara de combustão, obtendo-se uma distribuição mais homogénea do mesmo aquando a combustão. Ao invés, num sistema de injeção indireta (que já pode ser multiponto e controlada eletronicamente), o combustível é inserido no coletor de admissão, ainda fora da câmara de combustão.

Intercooler

Permutador/radiador utilizado em motores sobrealimentados que arrefece o ar de admissão antes de este ser canalizado para os cilindros.

Isofix

Nome adotado ao sistema universal de fixação de cadeiras de criança, em que as mesmas são encaixadas em dois pontos de ancoragem (ganchos) que estão solidários com a estrutura do automóvel e localizados entre o assento e as costas dos bancos. Com as fixações Isofix não é necessário utilizar os cintos do automóvel para prender a cadeira.

ISV

Referência para Imposto Sobre Veículos. Imposto pago no ato da matrícula e, por isso, pago uma única só vez. É a soma dos fatores de tributação sobre a cilindrada e sobre as emissões poluentes. Como tal, os veículos elétricos estão isentos desta tributação.

IUC

Referência para Imposto Único de Circulação. Imposto anual que substituiu o antigamente conhecido como «Selo do Carro», embora desde julho de 2007 incida sobre a propriedade e não sobre a circulação. O pagamento deve ser feito no mês de matrícula do veículo.

Kick down

Num carro de caixa automática, pisando-se a fundo o pedal de acelerador, é engrenada a relação de caixa mais curta de modo a garantir a resposta/aceleração mais imediata possível.

KW

Sigla de kiloWatt, unidade que mede a potência do motor. 1 kW equivale a 1,36 cv.

Laser

Tecnologia utilizada para a iluminação exterior dos veículos que fruto da projeção de feixes de laser em direção a um gás obtém-se uma poderosa luz branca. Como principal vantagem, a possibilidade de projetar iluminação até 600 metros, ou seja, cerca do dobro do alcance das luzes LED.

LED

Sigla de referência a «Light Emitting Diode», ou díodo emissor de luz. É um semicondutor que emite luz quando energizado e que pode ser encontrado na iluminação dos veículos. O LED tem a vantagem de necessitar de pouca energia e não irradiar calor. O calor por eles produzido é libertado no seu interior, obrigando a reforçar a zona circundante. A luzes de LED, por serem pequenas, permitem fácil personalização.

McPherson

Arquitetura de suspensão independente que utiliza molas helicoidais e amortecedores telescópicos.

Monobloco

Tipo de estruturo do veículo em que o chassis e a carroçaria formam uma pela única e totalmente agregada.

Motor a 4 Tempos

Ciclo dos motores a gasolina (ou Otto) por trabalharem segundo quatro fases: admissão, compressão, expansão e escape.

Motor rotativo ou Wankel

Tipo de motor de combustão interna que no lugar de cilindros utiliza rotores de formato triangular (com os lados ligeiramente convexos) que giram excentricamente em relação ao eixo principal no interior de uma câmara de combustão ovalizada, criando três câmaras de combustão.

Octanas

Valor que indica a capacidade de resistência de detonação da gasolina.

Overboost

Função existente em alguns motores sobrealimentados por turbo em que, em momentos de carga máxima de aceleração, é temporariamente produzida uma pressão de sobrealimentação superior de modo a aumentar o binário máximo instantâneo.

Óxidos de nitrogénio

Também conhecidos por óxidos de azoto e NOx, são dos gases mais nocivos libertados pelos motores Diesel, sendo habitualmente neutralizados pelos filtros de partículas.

PDC

Sigla de referência para Park Distance Control. Utilizado por muitas marcas para apelidar o sistema sonoro de controlo de distância para ajuda ao estacionamento mediante sensores de proximidade.

PDK

Sigla de referência para Porsche DoppelKupplung, designa as caixas automáticas de dupla embraiagem da Porsche.

Perfil do pneu

Altura do pneu, expressa na relação existente entre a altura da parede do pneu em relação à largura. É uma medida relativa.

Peso bruto

Peso máximo, somando a tara do veículo (peso em vazio) ao peso admissível. Em Portugal são considerados veículos ligeiros todos cujo peso bruto não ultrapasse os 3500 kg.

PHEV

Sigla pelo que são conhecidos os veículos híbridos com possibilidade de carregamento externo da bateria (Plug in Hybrid Electric Vehicle). Os PHEV caracterizam-se por conseguirem percorrer um maior número de quilómetros em modo puramente elétrico.

Pilha de combustível (ou fuel cell)

Tecnologia montada a bordo de veículos capaz de transformar a energia química proveniente do hidrogénio em energia elétrica que será armazenada em baterias e depois utilizada para alimentar o motor elétrico. É uma pequena central química no interior do automóvel que, fruto da produção de energia elétrica a bordo, permite aumentar a autonomia dos ‘carros elétricos’, não existindo demorados tempos de carga à corrente: apenas abastecimento do depósito de hidrogénio.

Plataforma

É a base da carroçaria, incluindo pontos de fixação onde são acoplados diversos elementos, caso da suspensão e do motor. A mesma plataforma pode ser utilizada como base de vários modelos: um dos casos mais conhecidos será a plataforma MQB do grupo VW, sobre a qual nascem VW Golf, Audi A3, Seat Leon, Audi TT, Skoda Octavia, VW Tiguan, Seat Arona, etc.

Ponta-tacão

Manobra de pés que consiste em realizar um toque no acelerador aquando a travagem e a redução de uma relação de caixa, de modo a aumentar o regime do motor e facilitar a engrenagem e, ao mesmo tempo, prevenir que o eixo motriz bloqueie durante a redução.

Powershift

Nome que a Ford atribui à caixa automática de dupla embraiagem que monta em alguns modelos.

Pre Safe

Sistema de proteção da Mercedes que previne uma colisão mediante a preparação dos vários elementos de segurança do veículo para a ocorrência. Por exemplo, caso os sensores detetem possibilidade iminente de acidente, o veículo pode fechar o teto de abrir e as janelas, ajustar os bancos dianteiros e os encostos de cabeça para a melhor posição de impacto, realizar pré enchimento dos airbags. Outras marcas dispõem de sistemas semelhantes, caso de Audi, BMW ou Lexus.

Pré-tensor

Dispositivo pirotécnico que recolhe de forma imediata o cinto de segurança caso os sensores detetem possibilidade de embate/acidente. Com este movimento, os ocupantes dos bancos dianteiros ficam presos numa posição em que não irão sofrer danos físicos no momento em que o airbag será insuflado.

Recirculação dos gases de escape

Sistema que reencaminha parte dos gases de escape até ao coletor de admissão. O objetivo passa pela redução das emissões de NOx, com a recirculação dos gases de escape a permitir baixar a temperatura máxima no interior da câmara de combustão, levando a menor emissão de NOx. Existe uma válvula (EGR – Exhaust Gas Recirculation) que gere os fluxos de gases.

Reconhecimento de sinais

Por intermédio de uma câmara habitualmente colocada atrás do espelho retrovisor, processa as imagens de sinalização de trânsito vertical, mostrando no tablier informações, por exemplo, sobre limite de velocidade ou proibição de ultrapassagem.

Redutoras

Grupo de carretos da caixa de transferências que uma vez engrenados reduzem a velocidade de cada relação de caixa, aumentando a força, de modo a facilitar a progressão em terrenos de fraca aderência. Mecanismo presente em alguns veículos de todo o terreno.

Relação de transmissão

Relação existente entre dois carretos da caixa de velocidades que se engrenam entre si (o da mudança e o que leva a força até às rodas) de forma a conferir mais velocidade ou força à aceleração.

Roda livre

Também conhecido como função velejar, é mecanismo que desacopla a transmissão do motor em momentos em que o condutor retira o pé do acelerador, de modo a não produzir o efeito travão-motor e possibilitando que o veículo deslize livremente, reduzindo os consumos.

Run Flat

Pneu que, em caso de furo ou perda de ar, pode circular com pouca pressão, permitindo continuar a viagem durante mais alguns quilómetros, até um local de assistência. Os veículos com pneus Run Flat têm de incluir sistema de deteção de perda de pressão e não precisam de estar equipados com pneu suplente.

S tronic

Sigla utilizada pela Audi para designar a caixa automática de dupla embraiagem utilizada nos seus veículos.

Segurança ativa

Elementos do automóvel capazes de evitar o acidente, caso do ABS e dos controlos de tração e de estabilidade.

Segurança passiva

Elementos montados no veículo que podem minimizar os possíveis efeitos de um acidente, caso dos cintos de segurança ou os airbags.

Semieixo

Cada um dos braços que leva a força do diferencial às rodas. Os veículos com tração num só eixo possuem dois semieixos.

Sensor de ângulo morto

Sistema que alerta o condutor da presença de veículo nas zonas de ângulo morto, ora por via de sinais luminosos nos espelhos, ora por via sonora (habitualmente quando acionado o pisca antes de uma mudança de faixa de rodagem).

Sinobloco

Elementos de borracha vulcanizada que unem a suspensão ao chassis de modo a não existirem peças metálicas móveis em contacto direto. São também conhecidos como casquilhos.

Sobreviragem

Quando em curva, tendência que a traseira do veículo apresenta em alargar a trajetória.

Sonda Lambda

Sensor colocado antes do catalisador e responsável pela aferição da relação ar/combustível (fator Lambda) na injeção.

Subviragem

Quando em curva, tendência que a frente do veículo apresenta em alargar a trajetória.

Taxa de compressão

Relação existente entre o volume da zona de trabalho do êmbolo e o volume total da câmara de combustão.

Torsen

Tipo de diferencial autoblocante mecânico que utiliza conjunto de engrenagem helicoidais para distribuir a força a fazer chegar a cada uma das rodas do eixo motriz.

Transaxle

Designação para a arquitetura técnica de um veículo em que o motor está colocado no eixo da frente e a caixa de velocidades no eixo traseiro.

Travagem automática

Através da utilização de câmara e sensores frontais, a eletrónica deteta a presença de um obstante na frente do veículo e inicia uma travagem autónoma caso detete que o condutor não toma a iniciativa de travar. Mediante os sistemas e a velocidade, a travagem poderá evitar a colisão ou minimizar os efeitos de um acidente.

Tubeless

Designação dos pneus radiais que não utilizam câmara de ar.

Turbo de dupla entrada (Twin Scroll)

Tipo de turbocompressor que utiliza dois orifícios na entrada dos gases de escape, em que cada um desses canais de entrada admite os gases de apenas dois cilindros para acelerar o enchimento, uma vez que o outro par de cilindros estará, nesse momento, em posição de sucção e não de escape. Desta forma, é uma arquitetura de turbocompressor utilizada em motores de 4 cilindros.

Turbo de geometria variável

Tipo de turbocompressor em que a turbina permite a variação do ângulo da posição das pás, para que estas consigam ganhar rotação de funcionamento de forma antecipada, o que permite que o turbo comece a bombear ar para o motor a rotações mais baixas.

Turbo lag

Tempo de enchimento do turbo até que este comece a comprimir o ar para enviar para a admissão. Quanto maior for o turbo, mais tempo demora a vencer a inércia rotativa inicial.

Turbocompressor

Elemento do sistema de sobrealimentação acionado pelos gases de escape e utilizado para forçar a entrada de ar no motor, obtendo-se o aumento da potência e de binário.

Twin spark

Ignição composta por duas velas em cada cilindro, dando origem a duas faíscas.

VDA

Norma utilizada pela maioria dos fabricantes automóveis para a aferição do volume da bagageira. São utilizados paralelepípedos com 1 litro de volume, com as dimensões de 200x100x50 mm.

Veio de equilíbrio

Elemento rotativo que gira em movimento inverso ao da cambota com a finalidade de anular as vibrações por esta provocada.

Vela de ignição

Elemento cerâmico induzido por corrente de alta tensão que está colocado no topo das câmaras de combustão dos motores a gasolina que, produzindo uma faísca, provoca a combustão da mistura ar/gasolina.

Vela de incandescência

Género de resistência utilizada junto às câmaras de combustão dos motores Diesel que produzem aquecimento da câmara para facilitar o arranque do motor a frio.

VIN

Referência para Vehicle Identification Number. Número de identificação do veículo, gravado no chassis, composto por 17 caracteres, entre letras e números. A sua utilização foi iniciada em 1954.

Visão noturna

Também conhecido por Night Vision em muitas marcas, é tecnologia que utiliza raios infravermelhos para captar imagens que muitas vezes não são visíveis apenas com as luzes dos faróis, projetando-as no painel de instrumentos ou nos monitores do sistema de infoentretenimento.

Volante motor

Elemento metálico de forma cilíndrica colocado no extremo da cambota, utilizado para absorver as vibrações resultantes do trabalho dos êmbolos.

VTEC

Variable Valve Timing and Lift Electronic Control System. Sistema de distribuição variável utilizado pela Honda, que permite variar e adaptar o tempo e a abertura das válvulas às situações de utilização.

Xénon

Sistema de iluminação exterior aplicado exclusivamente nas luzes de médios e máximos. As lâmpadas possuem no seu interior xénon em estado gasoso que, ao sofrer descarga elétrica, emitem luz. Embora emitindo luz homogénea e de grande potência, necessita de um transformador para despoletar a tensão necessária, o que gera ligeiro atraso até aos faróis acenderem na totalidade.

Testes

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.   Saiba mais   ACEITAR